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José Mauro Boaro: O “Guardião da Memória Social Rio-Pardense”

Texto: Natália Tiezzi

Quem foi que disse que a Internet é só para o imediatismo, para o momento exato do fato ou apenas para o presente ou o futuro? Pois José Mauro Boaro vem mostrando que o passado (não tão distante) pode e deve ser retratado pelas redes sociais, inclusive como uma forma de resgate e preservação da memória.

Entretanto, Boaro traz à tona pela Internet uma memória peculiar de Rio Pardo, a ‘Social’, já que foi precursor nas coberturas de festas e eventos desde o início da década de 90, tendo seu auge neste tipo de registro fotográfico entre meados de 95 até por volta de 2010, quando a cidade tinha, de fato, ‘vida social noturna pulsante’.

Bailes, festas temáticas, eventos de todos os tipos foram registrados por ele e publicados no jornal impresso ‘O Jornalzinho’, que ainda figura na mídia rio-pardense, e naturalmente migrado também ao formato digital.

Mas, o que vem chamando a atenção, principalmente da geração que têm entre 40 até por volta dos 50 e poucos anos, são as publicação de fotos exatamente destes eventos ‘antigos’ que Boaro vem fazendo desde o ano passado pelo Facebook e Instagram.

Esse resgate está trazendo uma nostalgia boa aos ‘experientes baladeiros’ (para não falar antigos), que relembram momentos por meio dos registros que Boaro fez, muitos para mais de 20 anos atrás.

Como não sentir aquela saudade de festas temáticas como a do ‘Cafona’, os bailes realizados no Grêmio Nestlé, os carnavais de salão/ginásios nos clubes? E não é só o público de Rio Pardo que os relembra: as publicações também trazem eventos de outros municípios da região, cobertos pelo O Jornalzinho.

Comentários, risadas, lembranças e, claro, algumas comparações inevitáveis de como eram e como estão os baladeiros daquela geração fazem parte das declarações a cada uma dessas divulgações, que marcaram uma época que, de fato, foi diferente, mais ativa, que realmente agitou as noites no município.

Para quem vivenciou aquela época, as publicações são deleite. Para quem não vivenciou, ficam as informações e registros, feitos por Boaro, que, sem dúvida, atravessarão gerações.

Hoje são ‘outros tempos’, outras formas da juventude se divertir, principalmente à noite, sem aquela agitação toda dos anos 90 e 2000. Porém, quem tem entre 40 e 50 anos pode relembrar como foram bons aqueles tempos através dos registros resgatados pelo sempre fotógrafo dos eventos (de ontem e de hoje).

Muito obrigada, Boaro, nosso “Guardião da Memória Social Rio-Pardense”, em nome de toda uma geração que tem a oportunidade de reviver aqueles marcantes momentos passados, registrados e, novamente, publicados por você!

Mauro Boaro e sua inseparável câmera e, ao lado, registro da Festa do Cafona de 2007 – resgate à memória social rio-pardense
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