Gabi e André: Casal no dia-a-dia e também nos palcos da vida

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Ambos se conheceram em um ensaio de Carnaval há 9 anos e tocaram juntos pela primeira vez também na festa popular, em 2012

Entrevista e texto: Natália Tiezzi

Eles são talentosos, carismáticos e, além de dividir o cotidiano, também dividem os palcos da vida. Nossa entrevista destaque de hoje contará um pouco da história do ‘casal musical’ Gabriela Catalano Yong Multini e André Multini, que está fazendo sucesso nas redes sociais com o programa semanal “Brindando com Música”, que é transmitido nas noites de sexta-feira pelo Facebook e Youtube.

Gabi e André possuem anos de experiência com a música. Ambos começaram a aprecia-la desde crianças incentivados pelos pais, que também já tinham contato com o canto e as notas musicais.

Ao longo da entrevista, o casal contou que se conheceu em um palco e fez dele muito mais que uma fonte de renda, mas uma satisfação própria e uma inspiração para o público, que a cada dia cresce, atingindo todas as faixas etárias.

A voz doce, porém marcante de Gabi se completa com o som dos instrumentos tocados com brilhantismo por André, numa perfeita harmonia que sempre agrada quem acompanha o trabalho do casal.

André e Gabi também falaram de momentos e músicas marcantes e até deixaram uma mensagem, através de música, é claro, a todos os internautas. Vamos saber mais sobre o talentoso casal na matéria abaixo.

Embora também toque violão, a paixão de Gabi é cantar. Já André, embora toque diversos instrumentos musicais, seu preferido é o trompete

Gabi, André, qual a formação musical de vocês e qual a preferência instrumental?

Gabi: A minha é em canto, violão e teclado. Sem dúvida minha preferência é cantar!

André: Eu toco trompete (principal), mas também trabalho com violão, guitarra, teclado e baixo. O meu instrumento favorito é o trompete.

Como e quando vocês iniciaram na música? Tiveram alguma influência da família, amigos?

Gabi: Bom, eu comecei a cantar em Corais com 8 anos, sob influência dos meus pais que também participavam e sempre gostaram muito de música. Meu pai tocava violão com os amigos, mas não profissionalmente.

André: Eu comecei a tocar em bailes com 13 anos, junto ao meu pai, que também é músico e minha maior influência na família.

Como vocês se conheceram e qual foi a primeira vez que cantaram e tocaram juntos?

Nos conhecemos num ensaio de Carnaval em 2011 e tocamos juntos pela primeira vez no Carnaval do ano seguinte, em 2012. Há 8 anos trabalhamos juntos em bares, restaurantes e eventos diversos.

Qual foi o momento mais marcante de vocês no palco?

Gabi: Fiquei muito emocionada ao dividir o palco e poder cantar junto com João Alexandre e Marcelo Jenecci.

Andre: Para mim foi uma grande alegria poder estar no palco do programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrin, e também tocar na Virada Cultural para uma plateia bem numerosa.

Juntos nos realizamos na turnê MPB – Mulheres Populares Brasileiras, onde pudemos mostrar nosso trabalho na região e termos prestígio nos jornais impressos de toda a região e também na EPTV.

Há alguma canção que lhes deixem emocionados toda vez que cantam?

Gabi: Sou (somos) muito emotiva e me emociono facilmente. E sou muito ligada à letra das músicas, presto muita atenção. Então tem algumas músicas que me lembram momentos específicos: “Fênix”, do Jorge Vercilo me lembra o nascimento difícil da minha filha Joana, “A viagem”, de Roupa Nova, me lembra momentos que tive que ficar longe do meu filho, e músicas que me emocionam pelo conteúdo, mesmo que não tenha a ver comigo como “Naquela Mesa”, de Sérgio Bittencourt. Mas também me emociono com a torcida do Brasil cantando o Hino Nacional e também me derreto ao ouvir a marcha Nupcial ao vivo (risos).

Andre: Puxa, são várias, depende do momento. Às vezes uma música instrumental, às vezes natalina, às vezes um hino cristão… Depende do momento!

Pergunta que não pode faltar: qual a música do casal?

Arerê (quando nos conhecemos)

Fita Amarela (a música do pedido de casamento)

Minha Namorada (a música do casamento)

Quais projetos vocês estão desenvolvendo atualmente, inclusive nesta época de pandemia?

Temos nossos empregos fixos com orquestras, prefeitura e nossa escola de música, a Jet Musical. Mas nossa maior renda era com eventos. Então temos nos dedicado no nosso programa “Brindando Com Música” (que já existia antes da pandemia); também ganhamos cachê em lives e principalmente em serenatas. Os nossos prestigiadores tem nos contratado para fazer serenatas em aniversários e comemorações.

Além de profissão, o que a música representa na vida de vocês. Se pudessem traduzi-la em um sentimento, qual seria?

Gabi: A música representa minha vida. Sempre falei e sempre vou falar que tenho o melhor trabalho do mundo, pois além de fazer o que amo, posso trocar emoções (geralmente muito boas) com as pessoas envolvidas nos eventos. Me sinto instrumento de Deus quando canto. Como sou cristã, acredito que passarei a eternidade fazendo o que mais gosto, pois dizem que no céu haverá anjos cantando o tempo todo!

Andre: Música é vida! Às vezes recebo aluno que não tem hábito de ouvir música e fico imaginando como seria minha vida assim. Devido à falta de qualidade das músicas de massa atual, as pessoas não sentem mais sentimentos nas músicas como antes, a música passou a ser mais um som instantâneo do que uma trilha sonora para o seu momento.

Além de apresentações, que podem ser acompanhadas no programa “Brindando Com Música”, ambos também fazem lindas serenatas

Para finalizar, gostaria que dedicassem uma música ao público e agora aos internautas que acompanham o trabalho de vocês

“Em nome da justiça”, de João Alexandre

Enquanto a violência acabar com o povão da baixada
E quem sabe tudo disser que não sabe de nada
Enquanto os salários morrerem de velho nas filas
E os homens banirem as leis ao invés de cumpri-las
Enquanto a doença tomar o lugar da saúde
E quem prometeu ser do povo mudar de atitude
Enquanto os bilhetes correrem debaixo da mesa
E a honra dos nobres ceder seu lugar à esperteza.

Não tem jeito não.

Só com muito amor a gente muda esse país
Só o amor de Deus pra nossa gente ser feliz
Nós os filhos Seus temos que unir as nossas mãos
Em nome da justiça, por obras de justiça
Quem conhece a Deus não pode ouvir e se calar
Tem que ser profeta e sua bandeira levantar
Transformar o mundo é uma questão de compromisso
É muito mais e tudo isso.

Enquanto o domingo ainda for nosso dia sagrado
E em Nome de Deus se deixar os feridos de lado
Enquanto o pecado ainda for tão somente um pecado
Vivido, sentido, embutido, espremido e pensado
Enquanto se canta e se dança de olhos fechados
Tem gente morrendo de fome por todos os lados
O Deus que se canta nem sempre é o Deus que se vive,
não
Pois Deus se revela, se envolve, resolve e revive
Não tem jeito não, não tem jeito não.

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