Editorial: Chacotas e vergonhas que não têm graça, mas precisam ter averiguação e solução
Nesta semana, a população, principalmente os internautas, se depararam e se manifestaram acerca de dois assuntos, que repercutiram não só na cidade, mas foram destaque na região, e um deles até em noticiários televisivos: a multa aplicada pela Guarda Civil Municipal a motociclista que trafegava ‘sem cinto de segurança’ e a prisão de um servidor público suspeito de cometer peculato.
Na semana passada, o Minha São José já havia destacado, inclusive aos vereadores, que questionassem e sugerissem mais treinamento, reciclagens acerca de cumprimento de protocolos, direitos e deveres dos Guardas Civis Municipais, que realmente deveriam acontecer, principalmente levando em consideração a aplicação desta multa, que se tornou motivo de chacota por motivos óbvios, porém não deveria.

Chefias, diretorias, coordenadorias secretariado deveriam olhar à GCM como uma equipe que necessita de mais capacitações adequadas, orientações, pois é papel de quem está no comando realmente comandar e isso inclui a formação continuada aos Guardas.
Isso, sem dúvida, evitaria possíveis equívocos, como, ao que parece que ocorreu nesta situação de multa, entre outras descritas por internautas e munícipes, e restabeleceria a GCM como órgão de proteção, defesa do patrimônio, auxílio à população, bem diferente do que boa parte da comunidade a enxerga hoje, simplesmente como ‘indústria da multa’ devido ao fato da alta taxa de aplicações das mesmas, sendo muitas questionáveis, inclusive este caso da ‘falta de cinto de segurança’ ao condutor de motocicleta.
Na outra situação, envolvendo servidor público da Secretaria Municipal de Saúde, que, segundo notícia divulgada por diversas páginas com ênfase em matérias de conteúdo policial, incluindo a ‘De Olho São José do Rio Pardo”, foi preso em flagrante por crime de peculato (vender instrumentos de uso hospitalar da mesma Pasta em uma empresa de sucatas da cidade). O suspeito já foi solto e o caso agora segue em continuidade de apuração por meio de inquérito, conforme também informou a página informativa citada.

Neste caso, a apuração dos fatos se torna ainda mais imprescindível. Muitos internautas fizeram inúmeros questionamentos que, provavelmente também constarão do inquérito, para apuração minuciosa do que realmente aconteceu e o que levou o servidor a vender os cerca de 30 kg de material, avaliados em aproximadamente R$ 10 mil, por R$ 50,00.
Sem fazer nenhum julgamento sobre o primeiro e o segundo caso, já que isso não é papel da imprensa, sendo o dela apenas divulgar os fatos, o que se tornou motivo de piada e vergonha para a cidade, segundo muitos munícipes, precisa de observação, averiguação e a tomada de medidas cabíveis a evitar novas situações semelhantes.
Fatos como esse, embora possam parecer engraçados, absurdos, necessitam acompanhamentos e desdobramentos que vão muito além da chacota e do pasmar.
Talvez (eu disse talvez, pois averiguações, em ambos casos, deverão ocorrer), caiba a frase “O certo não dá errado e o errado não dá certo”. É uma lição simples de vida, que serve para o antes e o depois de qualquer ato, seja como alerta, seja como lição.






