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Especial Mães: Conheça Débora Viana – Mamãe, psicóloga e terapeuta voltada à Maternidade

Entrevista e texto: Natália Tiezzi

Para comemorar esta data tão especial, que é o Dia das Mães, o site e jornal online Minha São José homenageia a todas, sejam as biológicas, de coração, avós, tias, enfim, mulheres que, de alguma forma, se doam à criação e educação dos filhos, por meio de Débora Viana, uma mamãe que também ajuda mães através da terapia voltada à Maternidade.

Graduada em Psicologia, ela contou um pouco das duas experiências maternas que teve, que trouxeram à vida suas lindas filhas, Valentina, de 10 anos, e da Antonella, de 8, destacando, ainda, suas características peculiares como mãe, principalmente acolhimento e a firmeza.

Débora também observou a importância de as mamães buscarem este apoio terapêutico profissional, já que a maternidade nunca foi e nunca será um período fácil, mas pode ser mais leve, principalmente quando as mulheres passam a entender que não existe a ‘mãe perfeita’.

Inclusive,além dos atendimentos, Débora chama as mamães à reflexão por meio de suas redes sociais, além de promover Encontros acolhedores, mostrando a importância do auto-conhecimento à Maternidade.

“Por trás de toda mãe existe também uma mulher que sente, que se cansa e que muitas vezes se cobra demais. Cuidar de si mesma não é egoísmo. Quando a mãe olha para a própria história, se fortalece e se cuida, isso também se reflete nos filhos”, afirmou.

Débora foi mãe pela primeira vez aos 30 anos, de Valentina, e novamente aos 32, de Antonella

Confiram, abaixo, a entrevista na íntegra.

Minha São José: Débora, vamos começar falando um pouco sobre maternidade. Com quantos anos você se tornou mãe (em ambas gravidez)?

Débora Viana: Fui mãe aos 30 anos e depois novamente aos 32. Foram duas experiências muito especiais e transformadoras, vividas em momentos diferentes da minha vida, apesar de terem acontecido em um espaço de tempo muito próximo.

Qual foi a principal mudança que sentiu após ser mãe pela 1ª vez?

A principal mudança foi perceber que, depois da maternidade, a gente passa a enxergar a vida de uma forma diferente. Tudo ganha mais significado. O amor aumenta, mas junto dele também vêm as responsabilidades, os medos e a vontade de acertar. A maternidade me tornou mais forte e também me fez perceber minhas inseguranças e aquilo que eu ainda precisava cuidar dentro de mim.

E o que levou de lição à sua segunda vez como mamãe?
Na segunda maternidade, eu percebi o quanto a experiência ajuda, mas também entendi que cada filho é único. Me senti mais segura em alguns aspectos, porém também mais consciente da importância de estar emocionalmente bem para conseguir viver a maternidade de uma forma mais leve.

Quem cuida também precisa ser cuidada: Débora é psicóloga e faz terapia, assim como auxilia muitas mamães ao auto-conhecimento para vivenciarem a maternidade de forma mais leve e construtiva

Débora, como psicóloga, você também tem medos e inseguranças como mãe?

Sim, com certeza. Ser psicóloga não me impede de sentir medo ou insegurança. Antes de qualquer profissão, eu sou humana e sou mãe. E acredito muito que a maternidade também nos convida a olhar para a nossa própria história, porque muitas vezes a sobrecarga e a autocobrança não começam na maternidade, elas apenas aparecem com mais força nesse período. Por isso considero tão importante que as mães também cuidem de si, para viverem a maternidade de uma forma mais leve.

Você faz terapia também? Em que ela te ajuda na maternidade?
Sim, faço terapia e considero isso fundamental. A maternidade muitas vezes desperta emoções, inseguranças e questões da nossa própria história que talvez antes passassem despercebidas. A terapia me ajuda a olhar para tudo isso com mais consciência e acolhimento, porque isso reflete diretamente nos filhos, já que eles sentem tudo e estão muito ligados à mãe.

Atualmente, você dedica sua carreira na Psicologia à terapias voltadas à Maternidade?

Sim. Sou psicóloga e terapeuta sistêmica. Hoje, meu trabalho é acolher mulheres, principalmente mães, ajudando-as a viver a maternidade de forma mais leve e consciente, para que dessa forma também consigam criar filhos mais seguros emocionalmente.

O que é o melhor e o que não é tão bom assim em ser mãe?

O melhor de ser mãe é experimentar um amor que transforma a vida da gente e perceber os filhos crescendo, se desenvolvendo e encontrando o próprio caminho. E o mais desafiador é não se esquecer de si mesma pelo caminho, lembrando da importância da mãe olhar para a própria história e cuidar de si, porque quando ela está bem, isso também reflete nos filhos.

Você já passou por algumas situação com suas filhas em que se sentiu impotente? O que procurou fazer?

Sim. Acho que toda mãe já viveu momentos em que se sentiu impotente ou sem saber exatamente como agir. Já vivi situações em que quis proteger minhas filhas de tudo e percebi que nem sempre isso é possível. Nessas horas, procuro me acolher, olhar para o que estou sentindo e lembrar que os filhos não precisam de mães perfeitas, mas de mães que estejam verdadeiramente com eles.

“Mas a maternidade real é muito diferente da maternidade idealizada. Ela é linda, transformadora, mas também nos convida a amadurecer, olhar para nós mesmas e aprender um pouquinho todos os dias”, observou

Débora, o que é ser uma boa mãe?

Para mim, ser uma boa mãe não é acertar o tempo todo. É amar, cuidar, reparar quando for necessário e entender que os filhos não precisam de perfeição. Eles precisam de amor, segurança e uma mãe que também cuide de si para conseguir cuidar deles.

Aliás, ser mãe era um sonho seu? Por quê?

Sim, ser mãe sempre foi um sonho meu. Mas a maternidade real é muito diferente da maternidade idealizada. Ela é linda, transformadora, mas também nos convida a amadurecer, olhar para nós mesmas e aprender um pouquinho todos os dias.

Débora, se um dia suas filhas também forem mães, você gostaria que elas fossem mães como você?

Eu gostaria que elas fossem mulheres que respeitassem quem são, sem se anularem no caminho. Que entendessem a importância de cuidar de si mesmas também, porque quando a mãe está bem, isso se reflete diretamente nos filhos e na forma como eles crescem e se sentem dentro da família.


Qual é a sua característica mais marcante como mamãe?

Acho que, na verdade, tenho duas características muito marcantes como mãe: acolhimento e firmeza. Procuro acolher minhas filhas, mas também direcioná-las com amor, mostrando caminhos, colocando limites e ajudando-as a crescer com segurança.

Para finalizar, que mensagem deixaria às mamães para este dia
especial?

Neste Dia das Mães, eu gostaria de lembrar cada mãe que ela não precisa dar conta de tudo sozinha. Que por trás de toda mãe existe também uma mulher que sente, que se cansa e que muitas vezes se cobra demais. E que cuidar de si mesma não é egoísmo. Quando a mãe olha para a própria história, se fortalece e se cuida, isso também se reflete nos filhos. Que todas as mães possam viver uma maternidade com mais leveza e menos sobrecarga. E, acima de tudo, que elas se lembrem de que são as mães certas para os filhos que têm, porque se não fossem elas, não seriam esses filhos.

“Sobre minhas filhas como mamães, eu gostaria que elas fossem mulheres que respeitassem quem são, sem se anularem no caminho. Que entendessem a importância de cuidar de si mesmas também, porque quando a mãe está bem, isso se reflete diretamente nos filhos e na forma como eles crescem e se sentem dentro da família”, concluiu
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