Do escritório à sala de aula: Dr. Pedro Bertogna Capuano fala da experiência como docente na UNIP/Rio Pardo
Entrevista e texto: Natália Tiezzi
Uma nova experiência, que se tornou (ou potencializou) um antigo desejo do advogado Dr. Pedro Bertogna Capuano: ser professor universitário. E ele dividiu um pouco dessa vivência, do escritório à sala de aula, em entrevista ao site e jornal online Minha São José.
Dr. Pedro, que está prestes a completar 20 anos de carreira, é especialista em Direito Processual Civil pela USP/Ribeirão Preto; especialista em Direito Empresarial, também pela USP e mestrando em Direito Civil pela PUC/SP, destacou que essa é a primeira vez que atua como docente, inclusive na faculdade onde se graduou, a UNIP, o que torna a oportunidade e a empreitada ainda mais especiais.
Esta é minha primeira experiência como Professor Universitário e que muito me honra. Fui convidado em meados do ano de 2024 por ocasião da conclusão de meu mestrado em Direito Civil. Sempre foi um sonho ser professor e contribuir com a formação da sociedade, especialmente a sociedade jurídica. Penso que o Direito é um elemento de coordenação e de transformação social. Assim, contribuir para a formação dos operadores do Direito é contribuir de modo significativo também para a sociedade”, afirmou, acrescentando que ministra aulas de Direito Contratual e de Direito Empresarial.

Sobre quais as impressões, que englobam a satisfação e os desafios de ser professor, o advogado observou que, embora ensine, também vem aprendendo muito junto aos universitários. “A atividade docente permite que você se aprofunde nos estudos, o que repercute na atividade profissional. Além disso, o relacionamento com os alunos permite um aprendizado muito significativo em termos de humanidade. Sinceramente, tenho mais aprendido do que ensinado”.

Mas, o que é ser um bom docente, principalmente na área do Direito? Dr. Pedro foi enfático: “Creio que ser um bom professor envolva duas coisas – A primeira é aprimoramento técnico e científico constante, e a segunda é responsabilidade pela formação dos alunos, entendendo suas necessidades e seus objetivos futuros.
Essa pergunta também não poderia faltar, principalmente pelo exímio profissional do Direito que é, com carreira consolidada e ilibada: O que lhe é mais prazeroso, o exercício da profissão em seu escritório ou na sala de aula?
“As duas funções, tanto a de advogado como a de professor, me proporcionam muita satisfação. Seguramente, o exercício da advocacia é muito mais estressante… (risos). Como advogado, luto pelo direito de quem se vê injustiçado. Como professor, luto por um ser humano em formação”, ressaltou.
Para finalizar a entrevista, Dr. Pedro falou sobre as projeções futuras à docência, que incluem o desejo de aprimorar estudos e conhecimentos no exterior. “Gostaria de continuar estudando e compartilhando experiências. Penso em fazer doutorado e, quem sabe, estudar em uma Faculdade de Direito no exterior”, concluiu.





