Oscar Roque Simão é homenageado pela “Banda”: 84 anos e mais de 60 dedicados à Corporação
Texto: Natália Tiezzi. Fotos: Corporação Musical
No último domingo, 22, a Corporação Musical promoveu uma liv especial em comemoração ao aniversário de um de seus mais queridos e experientes integrantes, Sr. Oscar Roque Simão, que completou 84 anos muito bem vividos.
E já são mais de 60 anos dedicados à Banda, mais precisamente 64, já que começou a tocar junto à ela aos 20 anos.Senhor Oscar é um exemplo de amor à música, de competência e determinação, que pode ser visto todos os domingos ou nas apresentações da Corporação, onde empunha e toca, com orgulho, seu trombone.
Esse interesse pela música lhe foi despertada pelo avô, cujo um pouco da história Sr. Oscar contou à reportagem do Minha São José em entrevista realizada em julho de 2020, cujo alguns fragmentos serão destacados a seguir.
Ele contou que iniciou sua trajetória na música assim como o ‘nono’, tocando em uma pequena banda. “Muitos anos depois de meu nono tocar, o então proprietário de uma fazenda, sr. Labieno Costa Machado quis fazer uma outra banda. A notícia se espalhou e logo muitos sitiantes quiseram participar, mas ninguém sabia tocar nenhum instrumento muito bem. Alguns não sabiam tocar nada, como eu”, explicou.


Porém, o fazendeiro contratou o saudoso maestro Carmelo Cônsolo para dar aula para as 48 pessoas que se interessaram e começaram a ter aulas na própria fazenda. “Inclusive eu, que na época tinha 17 anos. Utilizávamos os velhos instrumentos da antiga bandinha, guardados na Vila Costina”, contou.
Conforme o tempo foi passando, os integrantes da bandinha da fazenda, que animavam os bailes e encontros rurais foram desistindo da mesma. “Ficaram uns 6 apenas. E quando tinha algum baile os músicos da Corporação tinham que reforçar”, lembrou.
Como poucos músicos sobraram na bandinha, o maestro conversou com o fazendeiro e disse que não era mais possível continuar com as aulas. “Foi então que o sr. Labieno e meu pai, que sabiam o quanto eu gostava de música e de tocar meu trombone, me incentivaram a tocar na então Corporação Musical Rio-Pardense. Na época, além de mim, mais dois companheiros vieram. Todo domingo era sagrado: eu saia de casa umas 16h00 para ‘pegar’ o trem e voltava no noturno da meia noite”.
Naquela entrevista, o Sr. Oscar fez questão de mencionar a afeição e amizade que teve pelo mastro Cônsolo. “O Carmelo foi um segundo pai para mim. Ele sempre foi muito atencioso conosco nas aulas de música. Além disso, tinha muita paciência! Ele foi meu mentor na música. Jamais esquecerei do meu professor e amigo”, relatou.
E décadas se passaram e Sr. Oscar continua demonstrando todo sua devoção à música, tocando seu trombone e alegrando gerações junto à Banda do Coreto.
Ao querido aniversariante e homenageado, os desejos de muita felicidades e saúde! Que jovens músicos se inspirem em sua bonita e marcante trajetória na Corporação Musical, sempre balizada por muito respeito e uma exemplar dedicação, que chama a atenção, já que usa muito além das mãos, mas a alma para tocar, também, outras almas e corações!






