Sarampo: Não há casos registrados ou confirmados da doença em São José

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Apesar de não haver surtos na região, vacinação para públicos-alvos continua

Nas últimas semanas, o Sarampo assustou alguns municípios do estado, inclusive a capital, que registraram surtos da doença. Em relação a São José do Rio Pardo, a enfermeira coordenadora da Vigilância em Saúde, Gisele Santos Flausino disse há anos não existe nenhum caso registrado ou confirmado da doença.

“Neste momento não ocorrem surtos na região de São João da Boa Vista e não estamos realizando campanha. A orientação continua no sentido de incrementar as coberturas vacinais para o público alvo de rotina”, destacou Gisele.

A vacina está disponível para crianças com idade entre 12 meses a seis anos de idade, sendo uma dose de vacina SCR (tríplice viral) aos 12 meses de idade, uma dose de vacina SCR-Varicela aos 15 meses de idade. 

“Importante ressaltar que as crianças maiores de sete anos e indivíduos até 29 anos devem ter duas doses de SCR (recebidas a partir de um ano de idade e com intervalo mínimo de 30 dias). Já adultos acima de 30 anos até 59 anos devem ter pelo menos uma dose da vacina SCR, a partir de um ano de idade”, esclareceu Gisele.

A vacinação está acontecendo no Centro de Saúde, de segunda a sexta-feira, das 7h00 às 17h00; na ESF Vale Redentor de segunda a sexta das 9h00 às 14h00 e na ESF Cassucci, de segunda a sexta das 10h00 às 15h00.

Sobre viagens para locais onde está ocorrendo surtos de Sarampo, a enfermeira alertou que antes de viajar a pessoa compareça na sala de vacina portando a carteira de vacinação para comprovação do esquema vacinal de acordo com a idade. “Quem já tem o esquema completo registrado em carteira de vacinação de acordo com a idade preconizada não precisa fazer dose de reforço”, orientou.

TRANSMISSÃO E SINTOMAS

Gisele explicou que o sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, potencialmente grave, transmissível, extremamente contagiosa. A viremia provoca uma vasculite generalizada, responsável pelo aparecimento das diversas manifestações clínicas.

A transmissão ocorre de forma direta, por meio de secreções nasofaríngeas expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Daí a elevada contagiosidade da doença.

O período de incubação pode variar entre 7 e 21 dias, desde a data da exposição até o aparecimento do exantema. Já o período de transmissibilidade inicia-se 6 dias antes do exantema e dura até 4 dias após seu aparecimento. O período de maior transmissibilidade ocorre 2 dias antes e 2 dias após o início do exantema.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Caracteriza-se por febre alta, acima de 38,5°C, exantema maculopapular morbiliforme de direção cefalocaudal, tosse seca (inicialmente), coriza, conjuntivite não purulenta e manchas de Koplik (pequenos pontos brancos amarelados na mucosa bucal, na altura do terceiro molar, antecedendo o exantema).

De forma simplificada, as manifestações clínicas do sarampo são divididas em três períodos:

• Período de infecção – dura cerca de 7 dias, iniciando-se com período prodrômico, quando surge a febre, acompanhada de tosse, coriza, conjuntivite e fotofobia. Do 2º ao 4º dia desse período, surge o exantema, quando se acentuam os sintomas iniciais. O paciente apresenta prostração e lesões características de sarampo (exantema cutâneo maculopapular morbiliforme de coloração vermelha de direção cefalocaudal).

• Período toxêmico – a ocorrência de superinfecção viral ou bacteriana é facilitada pelo comprometimento da resistência do hospedeiro à doença. São frequentes as complicações, principalmentenas crianças até os 2 anos de idade, especialmente as desnutridas, e nos adultos jovens.

• Remissão – caracteriza-se pela diminuição dos sintomas, com declínio da febre. O exantema torna-se escurecido e, em alguns casos, surge descamação fia, lembrando farinha, daí o nome de furfurácea.

É durante o exantema que, geralmente, se instalam as complicações sistêmicas, embora a encefalite possa aparecer após o 20º dia.

• Todos os casos suspeitos e confirmados de sarampo deverão ser notificados em 24h para a vigilância municipal.

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