Memórias de Carnaval: Homenagem ao saudoso folião Beto Flamínio

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O folião nato fez parte de uma geração que, antes de tudo, respeitava o Carnaval rio-pardense

Texto: Natália Tiezzi

Hoje, terça-feira, seria o fim de mais um Carnaval (obviamente se não houvesse pandemia). Em tempos ‘normais’ haveria matinês, Banda do Grelo, Praça XV de Novembro cheia e, é claro, o ‘sorvetão’: um picolé tamanho família que ficava literalmente exposto em frente ao Dom Ki Chopp, ou ‘bar do Japonês’, na rua Francisquinho Dias, nos dias de folia, num oferecimento gratuito de alegria do saudoso folião Carlos Alberto Flamínio Peres, o Beto Flamínio, que nos deixou muito cedo, aos 60 anos, em 2016.

Em uma época em que não havia tantos ‘melindres’ com prazos de validade e calorias, o ‘sorvetão do Beto’, com ficou popularmente conhecido, era ‘provado’ por muitos foliões, que sempre davam aquela ‘lambida’ na pitoresca e refrescante guloseima (ninguém morreu de ter provado a ‘iguaria’ cor de rosa, talvez de groselha ou outro sabor que adoçava a folia).

Beto Flamínio fez parte da geração da ‘velha guarda’ de foliões, onde incluem-se muitos rio-pardenses que realmente saiam de casa durante os quatro dias de folia para se divertir e alegrar a população.

Alegre, divertido, espontâneo, Beto fez a alegria de muitas gerações do Carnaval, inclusive nos bailes de salão dos clubes. Impossível chegar perto dele e não abrir um sorriso diante da alegria tão contagiante do folião nato.

Além do Carnaval, outra paixão de Beto foi os rodeios, mas eram nos quatro dias em que Momo reinava que ele mostrava sua face foliã (e sempre com muito respeito a todos).

Assim, Beto Flamínio deixou sua marca registrada naqueles bons e inesquecíveis Carnavais rio-pardenses, que foi muito além do delicioso e refrescante ‘sorvetão’. Alegria, respeito, gratidão. Esses foram os exemplos do saudoso amigo no Carnaval, sentimentos que todos deveriam manter, independente de pandemias, guerras ou folias carnavalescas.

Neste Carnaval sem Carnaval, nossa homenagem ao Beto, que junto com sua geração fez com que nossa geração (que hoje está beirando ou já passou dos 40) também apreciássemos a folia (com moderação).

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