Família Multini-Yong embarca para Portugal para novos trabalhos com a Música

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O casal de musicistas pretende dar continuidade ao projeto brasileiro da JET Musical, uma escola de música, agora em terras portuguesas

Entrevista e texto: Natália Tiezzi

“Um misto de sensações”. Assim definiu o casal de musicistas André Multini e Gabi Yong quando anunciou nesta semana que a família estava de mudança para Portugal. E foi realmente uma mistura de sentimentos que tomou conta dos fãs rio-pardenses e de toda a região, já que a despedida de ambos será, é claro, no palco, através de um grande show.

Em entrevista ao www.minhasaojose.com.br, Gabi Yong contou sobre os novos planos em terras europeias e os motivos que levaram o casal a tomar essa importante decisão. “Na verdade, tanto eu quanto o André tínhamos essa vontade de morar fora do Brasil em algum momento de nossas vidas. Eu já morei no Japão por quase três anos e já tinha uma noção desse negócio de morar em outro país e o André, antes de casarmos, disse a mim que realmente queria morar fora também. Mas o que realmente nos fez tomar essa decisão de morar em Portugal foi as oportunidades profissionais que teríamos lá”, explicou Gabi.

Ela destacou que no Brasil já era muito difícil trabalhar e viver de música estando fora do ‘show business’ e isso se agravou durante a pandemia. “Nossos trabalhos com música ficaram escassos com a pandemia e nossa família sentiu isso. Temos três filhos e o poder de compra caiu muito. É claro que poderíamos trabalhar em outra área, mas nascemos para a Música e dela vamos tentar viver”, ressaltou.

Em meados de junho do ano passado, o casal, que já pretendia inovar profissionalmente com relação às artes, soube que Portugal estava aberto a empreendedores estrangeiros. “Realmente começamos a buscar novas oportunidades e soubemos dessa possibilidade em Portugal – que o país estava proporcionando visto para novos empreendedores. Era a porta aberta que estávamos à procura!”.

Embora uma excelente oportunidade, Gabi afirmou que o processo para que pudessem empreender no país europeu foi bastante burocrático, demorado e valoroso, financeiramente falando. “Começamos tudo isso no meio do ano passado mesmo, assim que soubemos dessa possibilidade, mas foi tudo muito difícil, pois optamos em fazer por conta própria. Investimos um bom capital para que esse verdadeiro sonho pudesse se tornar realidade, mas, enfim, depois de meses, o André conseguiu abertura de conta e regularizou documentos para que pudéssemos embarcar agora no início de maio”.

O casal ao lado dos filhos: família embarca para Portugal em maio

OPORTUNIDADES E ATRATIVOS PORTUGUESES

A cantora e musicista disse que o casal dará continuidade em Portugal a um projeto que nasceu aqui no Brasil, a JET Musical, uma completa escola de música. “Abriremos a JET Musical em Portugal com o mesmo objetivo brasileiro: proporcionar ensino, produção e assessoria musical, ou seja, aulas de música, produção de áudios e vídeos, além da assessoria em eventos em geral, principalmente casamentos, festas, etc”.

E por falar em casamentos, Gabi destacou que amigos do casal na Europa já estão inserindo ambos neste setor. “Estamos embarcando já preparados para trabalhar com eventos, não apenas em Portugal, mas em outros países, já que as viagens áreas por lá são muito acessíveis, o que facilitará nosso trabalho”.

Além de novas perspetivas profissionais, Gabi destacou outros atrativos portugueses que ajudaram o casal a optar pelo país europeu. “Portugal é o 3º país mais seguro do mundo, além disso possui uma culinária fantástica e um reconhecimento especial às artes, inclusive à música. A Educação é outro atrativo, sendo que lá nossos filhos estudarão em colégios que pagaremos conforme nosso poder aquisitivo e eles receberão uma educação realmente de primeiro mundo. Não estamos pensando em ir para lá, juntar dinheiro e voltar – nossa ideia é fazer a vida em Portugal. Estamos também em busca de qualidade de vida à nossa família e até com o idioma não teremos grandes dificuldades”.

E nada disso foi imposto aos três filhos ‘a seco’, como se costuma dizer. “Tivemos o cuidado de desde que decidimos entrar com o processo em Portugal procurar auxílio de uma psicóloga, que nos ajudou com as crianças, pois a mudança realmente será muito grande para os três. Hoje eles estão ansiosos com essas novas perspectivas da família e não veem a hora de embarcarmos. E para isso o acompanhamento psicológico foi essencial”, acrescentando que o apoio familiar e de amigos também foi fundamental para que o casal tomasse essa importante decisão.

Escola de Música em Portugal terá os mesmos objetivos, inclusive a iniciação musical com crianças

SHOW DE DESPEDIDA E VOLTA EM DEZEMBRO

Para despedirem-se do público rio-pardense e da região, Gabi e André farão um grande show na noite de 10 de abril, na Fábrica de Expressão, que contará com a participação de dezenas de convidados muito especiais, entre eles os músicos Anderson Marini, Digo Policiano, Du Aguiar, Edu Cunha, Fábio Laguna, Fernando Ciskinho, Filipe Fontão, Jade Silvério, Marcelo Caparroz, Matheus Monteiro, Maurício Pedretti, Murilo Florêncio, Renato Passarinho, Rodrigo Mendonça e Vinícius Salvadori, além das alunas de Canto Lívia Franchi, Mariana Carvalho, Amanda Possebon e Gabi Folchetti.

O ingresso custa R$ 25,00, são limitados, e todo montante adquirido com as vendas será para auxiliar a família nesta nova etapa em Portugal. “Essa despedida será um momento para que possamos nos ver, abraçar e despedir, fazendo o que mais gostamos: Música”, afirmou Gabi.

Embora o show não deixe de ser uma despedida, o casal não ficará longe do Brasil por muito tempo, já que pretende voltar em dezembro para cumprir compromissos de trabalho e passar as festas de final de ano com os familiares.

“Teremos essa possibilidade de voltarmos em dezembro de cada ano, pois em Portugal é inverno e baixa temporada. Portanto, poderemos trabalhar aqui no Brasil e passar as festas natalinas e de Ano Novo com nossos amigos e familiares. Vamos para Portugal, mas nosso coração e raízes sempre serão brasileiros. Infelizmente nosso país não nos proporciona essas oportunidades que a Europa abre, principalmente para quem vive da Arte. Ficamos contentes em notar que pelo menos aqui em São José as coisas estão melhorando neste sentido e, de uma forma ou de outra, ainda poderemos contribuir com a arte rio-pardense”, concluiu.

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