Aposentados encontram no artesanato uma nova forma de se sentirem úteis e terem uma renda

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Com lindas peças em madeira e arranjos, o casal Marta e Daniel também expõe seu trabalho na Feira da Terra

Reportagem e texto: Natália Tiezzi Manetta

Aposentadoria. Quando ela chega desperta um misto de alegria, mas também um pouco de frustração, principalmente porque muda totalmente a rotina dos idosos, geralmente acostumados a trabalhar. Mas, o que fazer para voltar à ativa, ocupar o tempo e ainda ter a possibilidade de ganhar um dinheirinho extra?

O casal Marta Inês de Souza Cunha e Daniel Ferreira da Cunha dão a ‘receita’. Ela, 58 anos, professora aposentada e ele, 60, também aposentado de uma firma de refrigeração decidiram que não iriam desfrutar a aposentadoria apenas com descanso e viagens, mas sim voltar a colocar em prática alguns dons e aprender outros como, realmente, aconteceu.

E ambos encontraram o caminho para produzirem novamente por meio do artesanato. “Somos do Paraná e viemos para São José no ano 2000 após meu marido passar a prestar serviço em uma empresa de refrigeração. Tínhamos uma vida profissional agitada e após curtirmos a aposentadoria com viagens e o merecido descanso, notamos que um pouco daquela agitação estava fazendo falta em nossas vidas. Queríamos, novamente, ocupar o tempo com alguma coisa útil, que nos desse prazer e foi então que começamos a fazer artesanato”, contou dona Marta.

Ela disse que a inspiração para produzir os delicados e criativos arranjos florais veio da mãe, que também foi artesã. Já o senhor Daniel também possuía certa habilidade com a madeira, “que fui aprimorando com cursos online e com vídeos no canal Youtube”, confessou ele.

E o que era apenas um passatempo acabou se tornando mais uma fonte de renda para a família. “Após fazer as peças, criamos uma página no Facebook, a ‘Artesanatos Cunha’ para divulgar o trabalho, mas foi através da participação na Feira da Terra, aos sábados, na Praça do Mercado, que o público realmente conheceu melhor nosso trabalho. Ver, tocar, sentir. Isso está fazendo toda a diferença”, afirmou dona Marta.

E as encomendas estão a todo vapor. Um dos clientes chegou a encomendar 13 peças para os artesãos. “Estamos muito felizes com os resultados, pois alcançamos muito além de nossos objetivos: nos sentirmos úteis, trabalhar com aquilo que nos dá prazer e, de quebra, comercializar e sentir que os clientes realmente admiram nosso trabalho”, comentou o casal.

REAPROVEITANDO TUDO: DE CASCAS DE ÁRVORE A PEÇAS COM PEQUENOS DEFEITOS

Marta e Daniel trabalham em casa, cada qual na sua pequena oficina, e se orgulham em dizer que reaproveitam muita coisa para criarem suas peças, inclusive matéria-prima natural como cascas de árvores, pedaços de madeira, bem como jornais e até peças que possuem pequenos defeitos.

“Gostamos de criar com o que a natureza oferece. Às vezes um pequeno pedaço de madeira se transforma numa linda tigela ou a casca de uma árvore num arranjo perfeito para uma sala de estar. Até mesmo aquelas peças que tiveram algum problema no processo de produção são reaproveitadas e se tornam bases para receber as flores artificiais”, afirmou dona Marta.

Cuidadosos e extremamente dedicados quando o assunto é entregar peças de qualidade aos clientes, ambos disseram que, geralmente, as encomendas têm um tempo determinado para ficarem prontas, pois passam por inúmeros processos, principalmente a madeira, para não se deteriorar.

Entre as peças produzidas pelos artesãos, destaque para tábuas, vasos ornamentais, castiçais, solitários, cachepôs, além, é claro, dos arranjos. “Muita gente compra para a casa, mas também para presentear, pois tem um preço bem acessível e são feitos com muito carinho”, finalizou o casal.

Acompanhe os trabalhos também pelo Facebook e Instagram: Artesanatos Cunha
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