Amanda Breda Ferreira – A mulher que cuida na arte e nos desafios da Enfermagem

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Com quase 15 anos de profissão, Amanda destacou o amor à Enfermagem e que soube que seria enfermeira bem antes da graduação

Entrevista e texto: Natália Tiezzi

Neste 8 de março, data especial e simbólica, o www.minhasaojose.com.br presta sua homenagem a todas as mulheres por meio de uma exímia profissional, uma mulher que cuida na arte e nos desafios da Enfermagem: Amanda Breda Ferreira da Silva.

Enfermeira desde 2008, graduada pela UNIP, Amanda é Especialista em Enfermagem do Trabalho e Mestre em Gestão, Inovação e Educação pela Universidade Uniara/Araraquara.

Ao longo da entrevista, ela destacou os motivos que a levaram à Enfermagem e que descobriu o dom para a profissão antes mesmo do curso superior. Amanda contou um pouco sobre seus trabalhos e destacou o primeiro deles como muito marcante em sua vida, no Asilo Padre Euclides Carneiro.

A Enfermeira também destacou as dificuldades da profissão, entre elas a falta de reconhecimento e respeito à Enfermagem que, infelizmente, ainda existem no Brasil, mesmo em meio a uma pandemia, onde os enfermeiros, técnicos e auxiliares desempenharam e desempenham papel fundamental ajudando a salvar vidas.

“Espera-se que o reconhecimento não fique apenas nas palmas neste momento tão desafiador. Elas são muito bem-vindas, mas a valorização precisa ser constante, incluindo o respeito à classe”, observou.

Amanda destacou, ainda, o que é ser um bom enfermeiro e como essa nobre profissão marca a vida de muitas pessoas, cuidando ou sendo cuidadas. “Com a enfermagem temos a oportunidade de curar a mente, a alma o coração e corpo de nossos pacientes, de suas famílias e de nós mesmos. ‘Eles podem não se lembrar do seu nome, mas nunca esquecerão a maneira como você os fez sentir’( Maya Angelou)”.

“Um bom enfermeiro é aquele que, de forma espontânea, leva consigo a empatia, o carinho , que são afáveis com os seus pacientes”, disse

Confira, abaixo, a entrevista na íntegra

Amanda, por que optou pela Enfermagem?

Amanda Breda Ferreira da Silva: Sempre achei a enfermagem uma profissão linda, sempre gostei de cuidar…. Quando terminei o colégio iniciei o Técnico de enfermagem, no qual meus pais achavam que eu não daria conta (risos). Mas me apaixonei, e só tive a certeza que aquela seria minha profissão ideal. Logo que terminei o técnico comecei a exercer, e assim somente confirmou o que eu queria… E assim iniciei a faculdade.

Qual foi o seu primeiro emprego na área?

Meu primeiro emprego de técnico de enfermagem foi no Asilo Padre Euclides Carneiro, na clínica de repouso. Em 2008 me formei e já assumi lá mesmo como Enfermeira.

Quais são seus atuais trabalhos?

Atualmente sou Docente na Unip, no curso de Enfermagem e Enfermeira da Educacão Permanente, na Santa Casa de Misericórdia, no qual sou terceirizada pela Unip.

E qual foi o momento mais especial de sua carreira?

Todos vínculos que tive foram especiais, cada um de uma maneira, mas meu primeiro emprego na área da saúde, no qual foi em uma instituição asilar, foi o que mais me marcou.

Amanda, o que é ser um bom enfermeiro? Quais as características que não podem faltar neste profissional?

Um bom enfermeiro é aquele que, de forma espontânea, leva consigo a empatia, o carinho , que são afáveis com os seus pacientes. Pensando em proporcionar melhoria . Mais do que ser apenas a pessoa que foi escolhida para tratar de alguém, um bom enfermeiro preocupa-se em dar o maior conforto possível e consegue até criar laços que perduram na memória do paciente durante muito tempo.

Atualmente, Amanda desempenha as funções de Enfermeira na Educação Permanente da Santa Casa e é docente do curso de Enfermagem da UNIP Rio Pardo

Vamos falar sobre a Amanda mamãe! Você gostaria que as suas filhas seguissem a sua profissão?

Eu vou apoiá-las seja qual for a escolha, mas confesso que se seguirem para área da Saúde ficaria realizada. Não necessariamente sendo enfermeira, mas vejo que essas profissões ligadas à Saúde trazem um grande enriquecimento para vida pessoal, a empatia pelo próximo.

Como as pessoas e a classe que detém o poder público poderiam valorizar o enfermeiro?

Assegurar condições de trabalho, ambientes seguros e remuneração adequada às jornadas que exercem.O trabalho de enfermeiros, técnicos, auxiliares é árduo em meio a inúmeros desafios os quais estamos vivendo, mesmo antes da pandemia de COVID-19, que intensificou ainda mais as jornadas de trabalho. Espera-se que o reconhecimento não fique apenas nas palmas neste momento tão desafiador. Elas são muito bem-vindas, mas a valorização precisa ser constante, incluindo o respeito à classe.

Em meio a essa pandemia, qual foi a principal lição que aprendeu como enfermeira?

O isolamento social trouxe incômodos , medo, preocupação, e a dor, a dor do sofrimento, das perdas. A principal lição foi de viver melhor o momento, pois amanhã somente a Deus pertence; cuidarmos mais um dos outros, valorizar mais momentos especiais com as pessoas que amamos e cuidamos. E a maior lição: de pensar que aquele paciente é a vida , o familiar, o pai ou mãe de alguém, que sofre por este momento.

Para finalizar, gostaria que deixasse uma mensagem aos futuros enfermeiros, principalmente às enfermeiras neste Dia Internacional da Mulher.

Para realizar grandes coisas você não deve apenas agir, mas também sonhar, não apenas planejar, mas também acreditar. Não desistir e sempre lutar e antes de ser um excelente enfermeiro (a) ser um excelente ser humano! Com a enfermagem temos a oportunidade de curar a mente, a alma o coração e corpo de nossos pacientes, de suas famílias e de nós mesmos. “Eles podem não se lembrar do seu nome, mas nunca esquecerão a maneira como você os fez sentir.”(Maya Angelou).

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