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Padre Rogério Moreira observa momentos de introspecção e renovação na Semana Santa e Páscoa

Texto: Natália Tiezzi

“A Semana Santa naturalmente nos conduz a um movimento interior. A Igreja, com sua sabedoria, nos convida a desacelerar, a silenciar e a contemplar o mistério do amor de Deus manifestado na entrega de Cristo”, destacou Padre Rogério

Semana Santa. Um período que para os cristãos e muitas pessoas significa introspecção, reflexão, aquele tempo que passamos a observar e analisar a vida, de todas as perspetivas, cuja fé e a esperança se renovam diante da Páscoa, como se, assim como Jesus, dispuséssemos a ‘vencer a morte’, ou seja, os obstáculos, os infortúnios e os calvários nossos, quase diários.

Mas, será que esse momento é mesmo assim, de olharmos para nosso interior, uma autoanálise às mudanças necessárias que, como um chamado, essa época nos remete, contemplados pelo amor incondicional de Cristo a nós?

Por que sentimos mais introspecção neste período que antecede a Páscoa? Como lidar com isso sem nos parecer tristes, angustiados?

Essa foi a pergunta que o site e jornal online Minha São José fez ao Padre Rogério Moreira, da Comunidade Deus Proverá, que assim ele respondeu: “A Semana Santa naturalmente nos conduz a um movimento interior. A Igreja, com sua sabedoria, nos convida a desacelerar, a silenciar e a contemplar o mistério do amor de Deus manifestado na entrega de Cristo. Essa introspecção não é sinal de tristeza vazia, mas de profundidade espiritual. É o coração sendo tocado por um amor tão grande que nos leva à reflexão. Sentir-se mais recolhido nesses dias é, na verdade, um convite à verdade: olhar para dentro, reconhecer nossas fragilidades, mas também perceber o quanto somos amados.

O grande aprendizado que a Páscoa nos deixa para o resto do ano é este: viver como ressuscitados. Isso significa cultivar esperança mesmo nas dificuldades, acreditar na transformação, escolher o bem mesmo quando é mais difícil

Não se trata de cultivar angústia, mas de permitir que o silêncio gere encontro. Para viver isso bem, é importante compreender que não estamos caminhando para a morte, mas para a vida. A cruz não é o fim — ela é passagem. Por isso, nossa introspecção deve ser serena, cheia de esperança. Podemos vivê-la com oração, escuta da Palavra, participação nas celebrações e pequenos gestos de amor. Assim, o recolhimento não pesa, mas ilumina”, afirmou.

E como amanhã, domingo, já é Páscoa, as mídias também o questionaram sobre o que ela representa e como podemos vivencia-la e te-la como aprendizado ao restante do ano.

“A Páscoa é o coração da nossa fé. Ela nos recorda que a vida vence a morte, que a luz supera as trevas e que o amor é mais forte que qualquer sofrimento. Não celebramos apenas um acontecimento do passado, mas uma realidade viva que continua a transformar nossas vidas hoje. Para nós, a Páscoa representa recomeço. É a certeza de que nunca estamos presos definitivamente ao erro, ao pecado ou à dor. Sempre há um caminho novo, sempre há ressurreição possível. 

Neste tempo, somos chamados a viver algumas atitudes concretas: deixar morrer em nós aquilo que não gera vida — mágoas, egoísmo, indiferença — e permitir que Deus faça nascer algo novo: mais amor, mais paciência, mais entrega. 

O grande aprendizado que a Páscoa nos deixa para o resto do ano é este: viver como ressuscitados. Isso significa cultivar esperança mesmo nas dificuldades, acreditar na transformação, escolher o bem mesmo quando é mais difícil.

Quem faz a experiência verdadeira da Páscoa não volta o mesmo. Leva consigo uma certeza profunda: Deus caminha conosco, e em cada cruz há uma promessa de vida nova. Cristo está vivo, ressuscitado, presente em nosso meio!”, concluiu.

Com estas palavras de alento, coragem, fé e renovação destacadas pelo Padre Rogério cdp., o Minha São José deseja a todos uma Páscoa abençoada, uma vida renovada e a certeza de que Deus ama-nos incondicionalmente e caminha conosco, sempre!

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