Nota de Pesar: José Fernando Megale – Do Magistério às Fanfarras, o amor à História e à Música
O site e jornal online Minha São José manifestam condolências aos familiares e amigos do professor José Fernando do Carmo Megale pelo seu passamento, ocorrido dia 11/08/2026.
“Seu” Fernando, como era carinhosamente conhecido pelos seus muitos alunos, deixou legado no Magistério, onde atuou por mais de duas décadas em diversas escolas, entre elas a E.E. “Dr. Cândido Rodrigues”, a E.E. “Profª Stella Couvert Ribeiro” e E.E. Profª Laudelina de Oliveira Pourrat”.
Apaixonado pela História, ministrou aulas com atenção, carinho e aquele jeito peculiar de percorrer as fileiras de alunos nas salas, ora lendo os livros, ora explicando e também ‘brincando’ em algumas oportunidades, já que tinha um bom humor bem característico, o que o aproximava ainda mais dos estudantes.

Além da Educação, Fernando também foi apaixonado pela Música, em especial às fanfarras, e essa paixão começou cedo, aos cinco anos, quando foi mascote de uma fanfarra. Ele tocava caixa ou caixinha, como se costuma dizer.
Na adolescência também participou das fanfarras do Tiro de Guerra 02-038, na percussão, e da E.E. Euclides da Cunha. Já como professor, conciliou perfeitamente as funções dentro de sala de aula e fora dela, incentivando os alunos a participarem das fanfarras, sempre envolvido com elas.
Ele, inclusive, ajudou a resgatar muitas que já estavam desativadas, a exemplo de uma em Espírito Santo do Pinhal e da própria ‘fanfarra’ da escola “Dr. Cândido Rodrigues”, onde, junto com o regente Israel Reis, à época, reiniciou um trabalho para reativa-la.
“Fernando acreditava que a música, a fanfarra era uma forma de manter as crianças e jovens longe dos perigos das ruas, do ócio, uma vez que para tocar os instrumentos exigia-se estudos, dedicação e disciplina. Fernando contribuiu muito para que inúmeras delas também se apaixonassem pela música”, contou a esposa, dona Mércia, em entrevista às mídias em setembro de 2024, quando o professor foi homenageado durante o Encontro Rio-Pardense de Bandas e Fanfarras.
Mércia também contou, naquela entrevista, que o filho do casal, Thales, início dos anos 90, aos dois anos de idade, também foi mascote da fanfarra da escola. E, ao que parece, a paixão pela música e pelas fanfarras está perdurando na família: uma das netas de Fernando participa da Banda Marcial do Colégio Santa Inês.
“Digo que o Fernando fez muito além de apenas incentivar as fanfarras, os alunos, mas se empenhou para conseguir novos instrumentos, recursos para mantê-las, enfim, sempre muito empenhado para manter viva essa bonita tradição na cidade”, concluiu.
EM TEMPO: Fui aluna do professor Fernando na escola “Dr. Cândido Rodrigues” e lembro das aulas de História lecionadas por ele, que chamavam a atenção. Lembranças dele também em meio à fanfarra da escola, conversando com os alunos, nos desfiles da Semana Euclidiana – momentos inesquecíveis de um professor muito querido e respeitado pelas gerações de alunos que tiveram o privilégio de suas aulas e de seu incentivo à música.
Hoje, o sentimento é de gratidão e de saudades. Obrigada, “Seu” Fernando pelos conhecimentos passados aos alunos, pelo incentivo à música e por lutar pela manutenção e permanência de tantas fanfarras! Que Deus o receba de braços abertos e conforte dona Mércia, Thales, Lica e demais familiares.
Texto: Natália Tiezzi

