CIDADEDESTAQUESAÚDE

Editorial: Pronto Socorro e ESFs necessitam de olhares mais atentos da Gestão

Semanas atrás, a Prefeitura, por meio da Pasta da Saúde teve atitude louvável ao orientar a população, por meio de suas redes sociais, acerca da busca por atendimento, informando quais tipos de sintomas e doenças devem ser consultados na Estratégia Saúde da Família, os conhecidos ESFs ou ‘postinhos dos bairros’, assim como aqueles em que o munícipe precisa procurar atendimento direto no Pronto Socorro.

A publicação de orientação, cujo objetivo era exatamente ‘desafogar’ o PS, já que a unidade atende demandas cada vez maiores, fazendo com que os moradores buscassem mais atendimentos nas ESFs, gerou controvérsias, uma vez que na semana passada, durante um feriado prolongado, mais uma vez o Pronto Socorro foi o único ponto de referência em atendimento em Saúde durante quatro dias seguidos, já que as ESFs estavam fechadas.

Aliás, em todos os feriados prolongados, essas unidades dos bairros não atendem, o que, obviamente, sobrecarrega o PS, pois doença não sabe que é feriado, ponto facultativo: ela simplesmente ocorre.

População que depende de atendimento pelo SUS e até alguns vereadores já propuseram que em feriados prolongados a Gestão mantenha pelo menos mais uma unidade básica de Saúde em atendimento, mesmo que em horário reduzido, como já foi realizado em período crítico de Dengue no município, que diminuiu consideravelmente estes atendimentos no PS. Tal medida poderia ser considerada novamente pela Secretaria Municipal da Saúde em dias em que as ESFs estão fechadas por conta dos ‘feriadões’.

Vale ressaltar que o Pronto Socorro não atende apenas pacientes rio-pardenses, mas de boa parte dos municípios da região, e que, segundo relatos de alguns munícipes, não há aumento de equipes profissionais no local durante os feriados prolongados.

Outro ponto questionável e que merece atenção da Saúde Pública é relativo aos atendimentos nas ESFs. Munícipes relataram, inclusive em publicações pelas redes sociais, que nos postinhos “são orientados a procurar atendimento no PS”; que “há um número determinado de consultas diárias que os médicos podem fazer”, e, além disso, a vereadora Sara Mafepi relatou, nesta semana na Câmara, mais uma queixa de muitos usuários: a não confiança em alguns médicos que atuam nas ESFs, motivos pelos quais buscam atendimento no PS, o que, sem dúvida, o sobrecarrega.

É necessários esclarecer estes pontos citados, se realmente há orientação ou necessidade para que as pessoas que vão até os postinhos sejam encaminhadas para atendimento no PS; rever o número de consultas diárias em contrato com os médicos, uma vez que parece que não estão suprindo a demanda, principalmente em bairros mais populosos como Cassucci e Vale do Redentor; assim como investigar os motivos da falta de confiança de parte dos munícipes em alguns médicos que atendem nas ESFs.

Muitas queixas também foram e são relatadas sobre os atendimento de alguns médicos que atuam no próprio PS. As principais, inclusive também abordadas pela vereadora Sara na Câmara, são sobre a demora ou erros nos diagnósticos, assim como a não solicitação de exames em diversos casos. Sobre ambos, a edil fez pedido formal, por meio de requerimento à Prefeitura, para esclarecimentos e providências urgentes, inclusive se também há número já determinado de exames que os médicos podem solicitar. “Pedir exame não é um gasto desnecessário. Não dá para fazer economia com a Saúde”, afirmou a vereadora.

Não é de hoje que muitos munícipes expõem esses problemas, mas, ao que parece, até o momento nada foi minimizado ou resolvido. E, nestes casos, se fazem necessárias as medidas de ‘urgência’ e ‘emergência’ aos ‘atendimentos’ dessas consideráveis demandas. É o povo clamando auxílio para ser auxiliado em uma área vital: a Saúde.

Diante de muitas queixas, demandas não solucionadas, boa parte dos usuários SUS questiona sobre o que está acontecendo com a Saúde em Rio Pardo, principalmente no PS e ESFs, que necessitam com ‘urgência’ e ‘emergência’ de olhares mais atentos da Gestão

error: Caso queira reproduzir este conteúdo, entre em contato pelo e-mail: minhasaojose@uol.com.br