CIDADEDESTAQUELEITURA

A Crônica da Semana: Os ‘nãos’ profissionais que vêm para o bem!

Caros amigos e amigas, a Crônica desta semana traz uma reflexão (ou sei lá como vocês quiserem chamar) sobre os ‘nãos’ que tomamos ao longo da vida profissional, que acredito que a maioria aqui já passou por essa nada agradável experiência.

Entretanto, um ‘não’, uma demissão, um ‘pé na bunda’ no trabalho pode ser transformado em um novo ‘sim’ à profissão. Tudo é uma questão de perspectiva e não ficar parado ‘chorando o leite derramado…’ E, na vida adulta, isso é inerente à sobrevivência no mercado de trabalho.

Particularmente já tive muitas experiências de ‘não’ em alguns trabalhos. Recém formada, um diretor do jornal em que eu trabalhava, escreveu uma carta, lida por ele a mim, a qual entregaria ao proprietário do semanário, dizendo que eu não tinha talento algum ao Jornalismo Escutei, calada, afinal ele tinha muito mais experiência que eu… Dias depois veio a demissão.

E junto também veio a decepção, a frustração, mas, no fundo eu sabia que reportar, redigir, contar fatos e histórias eram coisas que eu faria para o resto da vida, independente da opinião dele, que respeitei, mas não aceitei!

Depois desse ‘não’ tantos outros também escutei. E de todos alguma lição eu tirei: ou de melhorar profissionalmente ou de simplesmente não fazer muitas coisas que me propuseram. Às vezes é preferível perder o emprego do que a dignidade, a essência, os valores.

E, é claro que não foi fácil em nenhuma das vezes que uma porta profissional se fechou a mim. Mas, como diz aquele velho ditado: quando se fecha uma porta, abrem-se janelas (basta você virar a fechadura). Foi o que fiz, foi o que tive que fazer.

Hoje, com mais maturidade e experiência (dentro e fora da profissão) compreendo que os nãos que tomei me fizeram, no mínimo, sair de minha zona de conforto. Olho para trás e noto progresso, um progresso que talvez eu não teria alcançado se tivesse ‘estacionado’ nos lugares onde estive.

Quantas vezes na nossa profissão acostumamos ao ‘modo automático’, fazemos algo que nem nos faz tão bem por conta de estabilidade financeira, sim, eu não sou hipócrita: o medo de arriscar muitas vezes faz com que fiquemos ‘estacionados’ e cada um sabe de sua realidade.

Todavia, assim como eu, muitos passam por demissões e são obrigados a mudar, reinventar, acreditar ainda mais em si mesmos, principalmente quando é para empreender…

Ser dono do próprio negócio não é fácil, mas para mim é prazeroso, desafiador. Os altos e baixos fazem com que eu sempre esteja em movimento. Não existe rotina, estagnação e (quase) tudo depende só de mim: do sucesso ao fracasso… Pode soar assustador e é (risos), porém também é libertador.

Aliás, liberdade, na minha profissão é uma questão até ética. Liberdade essa que só aprendi a vivenciar após os ‘pés na bunda’ que eu levei dos patrões.

Se você está passando por uma situação de demissão, acredite: tudo pode mudar (e para melhor): só depende de sua vontade, resiliência e ação. Não desanime! Aprenda a virar a fechadura para abrir novas janelas profissionais. (E, mesmo com tristeza, raiva, decepção, agradeça aos locais onde te deram uma oportunidade de trabalho, pois tudo é aprendizado: ou para seguir ou para não partilhar).

Acredite: algumas vezes você também terá que aprender a dizer não a um trabalho. Parece loucura, mas não é! Como assim, negar uma oportunidade de trabalho? Sim! Não é vaidade, não é soberba: é apenas reconhecer que ali não é seu lugar, que você não ‘renderia’ satisfatoriamente ou simplesmente você não quer mesmo (e está tudo bem!).

E vos digo: Se um dia eu novamente encontrasse aquele diretor que escreveu sobre mim e me disse ‘não’, eu o agradeceria. Ele, sem querer ou querendo, me fez sair de minha zona de conforto e a experimentar o novo, tão bem vindo e vivenciado hoje em minha profissão!

Uma boa semana, um bom trabalho!

Natália Tiezzi

error: Caso queira reproduzir este conteúdo, entre em contato pelo e-mail: minhasaojose@uol.com.br