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“É muita taxa ao cidadão”: Xandão Tosini se posiciona sobre novas tarifas cobradas pela Prefeitura

Durante a Sessão Ordinária da Câmara, realizada terça-feira, 11/08, o vereador Alexandre Tosini se posicionou sobre novas tarifas cobradas pela Prefeitura aos munícipes, além de também mencionar a nova taxa à utilização do Velório Municipal.

“Ninguém aguenta mais pagar tantas tarifas, principalmente num ano em que é nítida a dificuldade do setor comercial e do povo, principalmente devido ao aumento das taxas de juros. A prefeitura criou recentemente a taxa do lixo, além disso cito aqui as multas, cerca de 6.000 aplicadas nos últimos dois anos, e tudo isso sendo justificado como ‘ajuste fiscal’, inclusive pelo secretário de Gestão”, destacou.

O vereador, também em entrevista às mídias Minha São José, disse que foi e é procurado semanalmente por munícipes que reclamam dessas novas taxas, incluindo proprietários de bares e agricultores. “Proprietários de estabelecimentos que ofereçam música ao vivo precisam recolher o ISSQN, um imposto sobre serviços, taxa que não existia. Além disso, os agricultores também terão que pagar uma nova tarifa. Já é difícil para ambas áreas manterem suas atividades, seja uma porta comercial aberta ou a manutenção das roças, e agora com mais essas tarifas vai ficar mais complicado ainda, principalmente para não repassar o aumento destes custos ao consumidor final”, observou.

Com relação à nova tarifa para utilização do Velório Municipal, Tosini disse que a maior preocupação também é o repasse ao consumidor. “Pelo que entendi, a taxa de R$ 350,00 por velório será repassada pelas funerárias à Comderp, que agora administra o espaço. Mas, será que as empresas funerárias vão conseguir arcar com estes valores repassados à Companhia sem também repassar ao consumidor? Fica a dúvida”, disse.

Durante o Expediente Livre, o vereador destacou algumas novas tarifas do Executivo à população, que vem gerando muitas reclamações de boa parte dos munícipes e empresários

O vereador também teceu críticas à Gestão, observando que são necessárias vivências e experiências para entender a questão dos reajustes fiscais, que devem ser promovidos sempre com olhar voltado ao equilíbrio junto aos contribuintes.

“Cargos de livre nomeação, indicação, como os secretários municipais deveriam exigir experiências na área de atuação, pois somente vivendo o dia-a-dia é possível entender os dois lados, tanto o administrativo, quanto o dos munícipes, empresários. O secretário de Gestão já demonstrou dificuldade na gestão de pessoas, que ficou claro quando geriu a Pasta da Saúde, com a saída de muitos médicos, e também na compreensão do cotidiano do empresário, que já arca com muitos impostos. Enfim, quando se onera demais o empresariado, este acaba sendo obrigado a repassar nos valores de seus produtos e serviços, que, obviamente, chega ao cliente”.

Ele concluiu observando que, ao que parece, a Gestão está muito “ansiosa por arrecadação”. “Notamos uma certa ansiedade do Executivo pela arrecadação, cada vez maior. Não sou contra ajuste fiscal, mas, nesta questão, não apenas eu, mas boa parte da população questiona o porquê a Gestão não controla suas próprias despesas administrativas, já que mais 15 cargos comissionados foram aprovados, o que gera um impacto de cerca de R$ 2 milhões ao ano. Fica mais esse questionamento à Gestão”, concluiu.

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