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Daniela Marcon Furlan destaca os 20 anos no Magistério e desafios e conquistas na carreira

Entrevista e texto: Natália Tiezzi

A professora Daniela iniciou sua carreira em Caconde, mas a consolidou em São José do Rio Pardo, onde atua na Rede Municipal e em escola particular

Amigos internautas e leitores, neste sábado, 28/03, o site e jornal online Minha São José traz mais uma história de êxito no Magistério, enaltecendo e reconhecendo essa profissão tão indispensável na vida de todos por meio da professora Daniela Marcon Furlan que, com muita competência e amor, se dedica à profissão faz 20 anos.

Ela é graduada em Letras – Português, Inglês, 2006/ Habilitação em Espanhol, além de Licenciatura em Pedagogia, Pós Graduação Metodologia do Ensino de Inglês e também em Língua Portuguesa, Compreensão e Produção de Texto e atualmente é mestranda em Educação – Formação de Professores, que cursa desde 2024, mostrando que o bom  professor não apenas ensina, mas também necessita de aprendizado constante.

Daniela iniciou sua carreira em Caconde, mas foi em São José do Rio Pardo que a consolidou. Atualmente, além de lecionar, ela também desempenha a função de coordenadora pedagógica na EMEB “Profª Stella Maris Barbosa Catalano”, no bairro Cassucci, uma das unidades escolares de maior estrutura física e com maior número de alunos no município.

Ao longo da entrevista, a professora contou as conquistas e desafios do Magistério, o que essa profissão ensinou nestas duas décadas de atuação e seus planos para o futuro na carreira.

Ela também destacou histórias que lhe marcaram ao longo da carreira e a satisfação que teria se algum de seus filhos, já que é mãe de Sofia e Davi, também seguisse seus passos junto ao Magistério.

Como se definiria como professora? Daniela foi enfática: “Não sou uma professora rígida no sentido de ser brava, mas mantenho firmeza quanto à disciplina e ao compromisso com o ensino e a aprendizagem”, observou.

Confiram, abaixo, a entrevista na íntegra.

Além de ministrar aulas de Português e Inglês, ela desempenha a função de coordenadora pedagógica em uma EMEB

Minha São José: Daniela, por que optou pelo Magistério?

Daniela Marcon Furlan: Optei pelo Magistério por ter afinidade e satisfação em lecionar minhas disciplinas, dedicar-me aos estudos e à leitura, além de valorizar o convívio e a rica troca de experiências com as pessoas. Acredito na Educação como um instrumento essencial de transformação social e de construção de um futuro melhor.

Faz quanto tempo que leciona e qual foi seu primeiro emprego na área?

Estou na profissão há vinte anos. Iniciei minha trajetória como professora de Inglês na Prefeitura de Caconde, como docente efetiva, onde atuei por cinco anos. Nesse mesmo período, também trabalhei em uma escola de Inglês em São José do Rio Pardo, ampliando minha experiência na área educacional.

Quais instituições escolares já trabalhou e qual seu local e função de trabalho atualmente?

Além de atuar em Caconde, como mencionei, também atuei em escolas particulares e na rede estadual de São Paulo. Há quinze anos, ingressei na Prefeitura de São José do Rio Pardo como professora de Inglês e, cinco anos depois, conquistei meu segundo cargo efetivo, desta vez como professora de Língua Portuguesa, na mesma instituição de ensino. Atualmente, além de ministrar algumas aulas em uma escola particular, exerço a função de Professora Coordenadora Pedagógica na EMEB Stella Maris Barbosa Catalano, onde sou efetiva nos cargos de Inglês e Língua Portuguesa.

O que é o melhor e o que é pior em ser professor?

O melhor é exercer a profissão que amo e ter a certeza de que, de alguma forma, contribuo para a formação e faço a diferença na vida das pessoas. O mais desafiador é lidar com a desvalorização profissional e com o desinteresse demonstrado por alguns alunos, situações que exigem constante resiliência e dedicação.

Como definiria a Dani educadora? Qual sua característica mais marcante?

Sou uma profissional dedicada, que realmente gosta do que faz: ensinar, conviver com as pessoas e buscar constante aprimoramento por meio de estudos e novas aprendizagens. Considero como características marcantes o respeito e a empatia que tenho pelos meus alunos, procurando sempre preparar conteúdo significativos e adequados, respeitando o ritmo e os limites de cada um. Não sou uma professora rígida no sentido de ser brava, mas mantenho firmeza quanto à disciplina e ao compromisso com o ensino e a aprendizagem.

“Para o futuro, meus planos são continuar me capacitando e concluir a formação que estou realizando atualmente, buscando sempre aprimorar minha prática pedagógica”, afirmou

Há alguma história que te marcou ao longo da carreira em sala de aula, que possa dividir?

Ao longo dessa trajetória, acumulei inúmeras histórias marcantes, especialmente aquelas relacionadas às vivências e confidências que os alunos compartilham conosco, muitos se sentem acolhidos e à vontade para se abrir com seus professores. Entretanto, a que mais me emocionou foi reencontrar, há pouco tempo, uma ex-aluna que me contou ter escolhido a mesma profissão que a minha e que eu fui uma de suas inspirações. Saber que pude influenciar de forma tão significativa sua trajetória foi, sem dúvida, um dos momentos gratificantes da minha carreira.

Por falar em valorização profissional, o que falta para o professor ser mais valorizado no Brasil?

Falta, sobretudo, maior reconhecimento social da importância do professor na formação das novas gerações. Uma valorização que reflita em salários mais justos, melhores condições de trabalho e acesso a uma formação continuada de qualidade. Além disso, é fundamental fortalecer a parceria entre família e escola, bem como implementar políticas públicas consistentes que consolidem a carreira docente e promovam o respeito e a dignidade que a profissão merece.

E qual foi a principal lição que o Magistério te ensinou?

A principal lição que o Magistério me ensinou foi o respeito à pluralidade. Aprendi que cada aluno é único, que as pessoas aprendem de maneiras diferentes e em ritmos distintos, e que é nosso dever reconhecer e acolher essas diferenças. Também aprendi a não desistir do aluno e nem do compromisso de ensinar, mesmo diante dos inúmeros desafios que a profissão apresenta. O Magistério me ensinou a ter perseverança, empatia e a acreditar sempre no potencial de cada estudante.

Você se sentiria orgulhosa se seus filhos também fossem professores? Ou não?

Sim. Se eles escolhessem a mesma profissão que a minha, me sentiria muito orgulhosa. Saber que estariam dando continuidade a uma missão tão significativa, contribuindo para a formação de novas gerações e para a construção de uma sociedade mais justa e consciente, seria motivo de grande felicidade e realização para mim. Quem sabe, daqui a alguns anos, no momento de escolherem sua profissão, a docência esteja ainda mais valorizada, com o reconhecimento e o respeito que merece.

Para finalizar, quais são seus planos para o futuro na profissão?

Para o futuro, meus planos são continuar me capacitando e concluir a formação que estou realizando atualmente, buscando sempre aprimorar minha prática pedagógica. Desejo permanecer firme nessa missão, sem me deixar desanimar pelos desafios do dia a dia, que fazem parte da realidade da Educação. Almejo encerrar minha trajetória profissional com a certeza de que exerci meu papel com dedicação, ética e compromisso, podendo olhar para trás e reconhecer que fiz o meu melhor enquanto profissional da Educação.

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