Dia do Rim: Homenagem ao Centro Regional de Nefrologia, que promoverá ação dia 19/03
Texto: Natália Tiezzi

Neste 12/03, é lembrado mundialmente o Dia do Rim e em São José do Rio Pardo, por mais de 15 anos, o município e toda a região contam com o Centro Regional de Nefrologia, referência em tratamento de hemodiálise para pacientes renais.
Recentemente, o CRN passou por consideráveis reformas, o que possibilitou ampliar os atendimentos e proporcionar ambientes ainda mais acolhedores, sempre dispondo de equipe multidisciplinar, com profissionais altamente qualificados, ao acompanhamento dos pacientes e apoio aos familiares.
Além dos profissionais, o CRN conta com equipamentos de última geração, dispondo de alta tecnologia, que resultam na qualidade dos atendimentos. Além disso, a estrutura também chama a atenção, uma vez que foram promovidas ampliações da sala de diálise, remodelação da sala de recepção e adequações nas demais áreas, além da implantação da farmácia, com fabricação própria da Solução utilizada nas Diálises,e de três consultórios médicos, que fazem parte da nova área construída.
Atualmente, a Clínica tende mais de 180 pacientes rio-pardenses e de Caconde, Casa Branca, Divinolândia, Itobi, São Sebastião da Grama, Tapiratiba e Mococa, em tratamento de diálise, funcionando das 5h00 às 21h00, de segunda até sábado.


AÇÃO JUNTO À POPULAÇÃO NA PRAÇA DO MERCADO
Além do acompanhamento e tratamento dos pacientes, o CRN promove Campanhas para chamar a atenção da população sobre inúmeras doenças, principalmente as renais. Neste ano a Campanha alusiva ao Dia Mundial do Rim está marcada para dia 19/03, concomitantemente ao aniversário da cidade, que acontecerá na Praça Barão do Rio Branco – Mercado Cultural, com horário ainda s ser definido.
Durante a ação, que será promovida em parceria com a UNIP/Rio Pardo por meio do curso de Medicina, os universitários e a equipe multiprofissional do CRN promoverá aferição de pressão arterial e glicemia, além de orientações sobre como manter a saúde dos Rins, também conscientizando a população sobre a Doença Renal Crônica.
Mas, você sabe quais são as funções do rim, o que são as doenças renais, seus sintomas, tratamentos e como preveni-las, mantendo esse órgão saudável? Confira, abaixo, algumas informações destacadas pelas instituições Fundação do Rim do Ceará, Hospital Albert Einstein, International Society of Nephrology, Sociedade Brasileira de Nefrologia, e World Kidney Day.
QUAIS SÃO AS FUNÇÕES DO RIM?
Os rins têm a função de limpar todas as impurezas e as toxinas de nosso corpo; regular a água e manter o equilíbrio das substâncias minerais do corpo (sódio, potássio e fósforo); liberar hormônios para manter a pressão arterial e regular a produção de células vermelhas no sangue, além de ativar a vitamina D, que mantém a estrutura dos ossos.
O QUE É A INSUFICIÊNCIA RENAL E A DOENÇA RENAL CRÔNICA?
Estima-se que haja atualmente no mundo 850 milhões de pessoas com doença renal, decorrente de várias causas. A Doença Renal Crônica (DRC) causa pelo menos 2,4 milhões de mortes por ano, com uma taxa crescente de mortalidade. No Brasil, a estimativa é de que mais de dez milhões de pessoas tenham a doença.
Insuficiência renal é a condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar suas funções básicas. A insuficiência renal pode ser aguda, quando ocorre súbita e rápida perda da função renal, ou crônica, quando esta perda é lenta, progressiva e irreversível.
A doença renal crônica está associada a duas doenças de alta incidência na população brasileira: hipertensão arterial e diabetes. Como o rim é um dos responsáveis pelo controle da pressão arterial, quando ele não funciona adequadamente há alteração nos níveis de pressão. A mudança dos níveis de pressão também sobrecarrega os rins. Portanto, a hipertensão pode ser a causa ou a consequência da disfunção renal, e seu controle é fundamental para a prevenção da doença.
Já a diabetes pode danificar os vasos sanguíneos dos rins, interferindo no funcionamento destes órgãos, que não conseguem filtrar o sangue corretamente. Mais de 25% das pessoas com diabetes tipo I e 5 a 10% dos portadores de diabetes tipo II desenvolvem insuficiência renal.
Outras causas são: nefrite (inflamação dos rins), cistos hereditários, infecções urinárias frequentes que danificam o trato urinário e doenças congênitas.
QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
A progressão lenta da doença permite que o organismo se adapte à diminuição da função renal. Por isso, muitas vezes, a doença não manifesta sintomas até que haja um comprometimento grave dos rins, com perda de até 90% de sua função. Nesses casos, os sinais são: aumento do volume e alteração na cor da urina; fadiga; dificuldade de concentração; diminuição do apetite; sangue e espuma na urina; incômodo ao urinar; inchaço nos olhos, tornozelos e pés; dor lombar; anemia; fraqueza; enjôos e vômitos; alteração na pressão arterial.
COMO SÃO REALIZADOS O DIAGNÓSTICO E O TRATAMENTO?
A disfunção renal pode ser identificada por meio de dois exames: um de análise da urina e outro de sangue. O primeiro identifica a presença de uma proteína (albumina) na urina, e o exame de sangue verifica a presença de outra, a creatinina.
Não existe cura para a doença renal crônica, embora o tratamento possa retardar ou interromper a progressão da doença e impedir o desenvolvimento de outras condições graves. A insuficiência renal pode ser tratada com medicamentos e controle da dieta. Nos casos mais extremos pode ser necessária a realização de diálise ou transplante renal, como terapêutica definitiva de substituição da função renal.
E COMO PREVENIR AS DOENÇAS RENAIS E MANTER OS RINS SAUDÁVEIS?
O primeiro passo é prevenir o desenvolvimento da hipertensão arterial e controlar a diabetes, doenças que mais levam à insuficiência renal. Além disso, conhecer o histórico de doenças da sua família; controlar os níveis de pressão; realizar avaliação médica anual, principalmente após os quarenta anos; seguir uma dieta equilibrada, com baixa ingestão de sal e de açúcar; controlar seu peso; exercitar-se regularmente; não fumar; se fizer uso de bebidas alcoólicas, que seja de forma moderada; monitorar seus níveis de colesterol e evitar o uso de medicamentos sem orientação médica.





