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Psicologia UNIP promoveu Mesa Redonda sobre os 25 anos da Lei Antimanicomial no Brasil

Texto: Natália Tiezzi. Fotos: professor Márcio Menardi

Palestrantes destacaram suas experiências e vivências, numa rica troca de informações e conhecimento junto aos universitários do curso, sobre a luta antimanicomial

O curso de Psicologia da UNIP/Rio Pardo promoveu quinta-feira, 28/05, Mesa Redonda à abordagem sobre os 25 anos da Lei Antimanicomial no Brasil.

O evento foi estruturado pelos alunos do 6º e 7º semestres do curso, com a disciplina Psicopatologia, sob a supervisão da professora Renata Elias. Os futuros psicólogos trouxeram à tona tema ainda sensível ao debate, mas que após a promulgação da Lei nº 10.216/2001 vem garantindo ações humanizadas relativas aos direitos e tratamentos às pessoas com transtornos mentais, sendo que o principal objetivo da norma é garantir o cuidado em liberdade, priorizando a reinserção familiar, social e profissional do paciente.

A Mesa Redonda foi composta por profissionais que atuam junto às políticas públicas voltadas à Assistência Social e Saúde de Casa Branca, sendo Margareti Bernardi, assistente social e secretária adjunta de Saúde; Murilo Bini, psicólogo clínico e da Residência Inclusiva, e Karina Sandoval, psicóloga psicanalista e do CAPS III, que destacaram suas experiências e vivências, numa rica troca de informações e conhecimento junto aos universitários do curso.

Em depoimento às mídias Minha São José, o professor coordenador do curso, Márcio Menardi, falou um pouco sobre a luta antimanicomial, relatando pontos históricos. “Historicamente a compreensão do que é considerado loucura sempre foi uma inquietação investigadora para o homem em sua relação consigo mesmo e com o mundo. Inicialmente as explicações foram dadas pelo misticismo e a visão dos considerados bruxos ou magos que relacionavam a loucura a forças demoníacas, tornando a perseguição como procedimento social. Depois a religião tornou-se a leitura e a cuidadora dos desvalidos. Com a evolução científica no século XX, a Medicina estabeleceu a postura higienista trancando e isolando nos hospitais psiquiátricos”, explicou.

Ainda, conforme Menardi, “a reforma antimanicomial reestrutura a possibilidade do homem cuidar de si mesmo sem precisar institucionalizar a vida e suas manifestações de saúde mental”.

Sobre o evento, o professor coordenador observou ter sido uma grande oportunidade aos alunos, professores, que propôs fazer uma reflexão contemporânea sobre o tema, no enfoque multidisciplinar, a partir da prática profissional e depoimentos dos participantes da Mesa Redonda, que muito contribuíram ao debate e explanações sobre o sempre importante tema, que é a luta antimanicomial no Brasil.

Mesa Redonda foi aberta a todos os alunos do Curso de Psicologia da UNIP/Rio Pardo e convidados
A professora Renata, a segunda da esquerda para a direita, junto aos palestrantes Murilo, Karina e Margareti

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