Dia das Mães: Marinice fala sobre maternidade e revela como será quando for vovó

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“Sou uma mãe controladora, extremamente preocupada e até meio chatinha com meus filhos, mas também uma mãe muito amorosa, pronta para ajudar sempre”

Entrevista e texto: Natália Tiezzi

Neste domingo tão especial, a homenagem do www.minhasaojose.com.br a todas as mamães se dará através de uma das mulheres mais queridas e respeitadas da sociedade rio-pardense, que também se tornou um exemplo de mãe para tantas outras: Marinice Regina Franchi Teixeira Andreghetto.

Graduada em Economia, ela optou por deixar um pouco a profissão de lado para exercer seu dom à maternidade e ao lar. Marinice foi mãe pela primeira vez aos 23 anos e depois mais duas vezes, completando sua família, ao lado do marido, o médico ginecologista e obstetra, Herbert Andreghetto e seus três meninos.

Ao longo da entrevista, ela disse que sempre quis ser mãe, biológica ou do coração, e que as três gestações foram muito esperadas e planejadas. “Nossos três filhos foram planejados, esperados e muito amados mesmo antes de acontecerem as gestações. Sonhamos por muito tempo com esses três filhos…”, ressaltou.

E Marinice não se envergonha em dizer que é uma mãe controladora e extremamente preocupada com os filhos (e agora também com suas duas noras). E já confessou que espera ansiosamente pelos netos que, futuramente, virão.

Além das bases familiares sólidas, onde também tem na mãe, dona Terezinha, um exemplo de coragem e dedicação à maternidade, Marinice é uma mãe de muita fé e busca na espiritualidade forças para enfrentar essa doce tarefa de amar incondicionalmente, sem esperar nada em troca.

Vamos conhecer um pouco mais da história dessa mamãe, que confessou até algumas histórias engraçadas devido àquela superproteção aos filhos? Confira, abaixo, a entrevista na íntegra.

Marinice, você sempre sonhou ser mãe?

Durante nossos 8 anos de namoro, Herbert e eu sempre conversávamos sobre como seria nossa família. Tínhamos a intenção de termos pelo menos três filhos, fossem eles biológicos ou adotados. Nas reuniões familiares, ficávamos imaginando que, um dia, seriam nossos filhos que estariam ali, brincando, correndo, vibrando ansiosos com a chegada do Papai Noel ou do Coelhinho da Páscoa. O tempo foi passando e o nosso sonho se tornando realidade. De repente, percebemos que éramos nós dois, mais nossos três meninos… Existe alegria maior? E agora, nossa família está ainda mais completa com a chegada das noras Letícia e Isabella! Não existe satisfação maior para nós, que estarmos reunidos e cada dia mais unidos!

Quando você foi mãe pela primeira vez? E quando ocorreram suas outras duas gestações? Elas foram planejadas?

Após dois anos e meio de casados, sentimos que era hora da nossa família crescer. Assim, em 1988, aos 23 anos, me descobri gestante do nosso primeiro filho, o Roberto. O segundo menino, Herbert, chegou em 1991 e o caçulinha, Mauro, em 1995. Estava formada nossa família!

Nossos três filhos foram planejados, esperados e muito amados mesmo antes de acontecerem as gestações. Sonhamos por muito tempo com esses três filhos…

Qual foi a maior dificuldade que enfrentou ao ser mamãe?

Com certeza a impossibilidade de me colocar no lugar dos meus filhos: sentir suas dores, suas angústias, seus medos e suas incertezas. Qual mãe aguenta ver um filho seu sofrendo? Mas com muita confiança neles e orações, conseguimos vê-los superando cada obstáculo que enfrentaram e ainda enfrentam pela vida.

E como foi lidar com a adolescência dos três filhos, período considerado difícil para grande parte das mães?

Período difícil mesmo! Mas com muito diálogo, regras pré-estabelecidas, limites definidos conseguimos vencer juntos o desafio de coloca-los na vida adulta, sem tanto sofrimento ou estresse. Acredito que tudo isso pelo fato dos meninos serem muito compreensivos, obedientes e responsáveis.

No registro em família: Marinice (da esquerda para a direita): Mauro, Herbert, o esposo, dr. Herbert Andreghetto e Roberto

Há alguma situação com seus filhos que tenha lhe marcado?

Todos os finais de semana, os meninos podiam levar amigos para passarem o fim de semana na fazenda. Lá jogavam futebol, brincavam de polícia e ladrão, enfim se divertiam prá valer! Mas eu, como uma mãe muito preocupada, obrigava que meus filhos usassem aquelas toucas ninja, que deixam somente os olhinhos descobertos, durante a noite, para não pegarem gripes, resfriados, pneumonias… (risos). E isso valia tanto  para meus filho, quanto para os amiguinhos. Era um martírio verdadeiro. Até hoje eles brincam comigo, dizendo que ficaram traumatizados por nunca terem jogado futebol na chuva… (risos)

O que é o melhor e o que é pior em ser mamãe?

Ser mãe é transbordar nosso amor para fora de nosso corpo; é amar por todos os lados. Após a maternidade, nossa vida fica mais bela, mais iluminada, mais intensa e muito mais feliz! Ser mãe é realmente uma benção de Deus. Como dizer que existe lado ruim ou negativo em ser mãe? Mãe é amar sem limites e para todo o sempre!

Quais foram as lições/aprendizados que sua mãe, dona Terezinha, lhe passou e que você aplicou aos seus filhos?

Minha mãe é a responsável por eu ser quem eu sou… Sempre me espelhei nela: na forma como nos educou, como nos amou incondicionalmente, como nos conduziu sempre para perto de Deus. Ela é a dona do melhor carinho, do melhor abraço, dos melhores conselhos e do melhor colo, que é capaz de curar qualquer dor. Te amo muito, mamis! Tendo essa mestra como modelo, sempre procurei fazer exatamente com meus filhos, como ela fez!

Você acha que uma gravidez precisa sempre ser planejada? Por quê?

É sempre bom o casal poder planejar uma gravidez, pois se preparando tanto emocionalmente quanto financeiramente, terá melhores condições de cuidar do bebê que logo chegará. Porem, um bebê é sempre uma benção de Deus e devemos nos alegrar por recebermos essa importante missão que nos foi confiada, assim como fez Maria, ao receber Jesus, com todo seu coração.

Defina a Marinice como mãe.

Marinice é uma mãe controladora, extremamente preocupada e até meio chatinha com seus filhos e agora, com suas noras também. Mas também uma mãe muito amorosa, pronta para ajudar no que for preciso e que procura a cada dia se espelhar nas virtudes e na fé infinita da Virgem Maria, procurando evoluir mais e mais a cada dia, tanto como cristã, como mulher.

E como será a Marinice vovó? Já pensou nisso?

A Marinice vovó certamente será uma vovó babona, super protetora e amará incondicionalmente seus netos. Não vejo a hora de poder ver os filhos de meus filhos brincando, correndo, fazendo artes por aqui… Já são muito amados e esperados!

Hoje, mais experiente, você faria alguma coisa diferente do que fez na criação/educação dos seus filhos do que a anos atrás?

Ah! Com certeza deixaria os meninos jogarem bola na chuva, soltarem pipa o dia todo e às vezes até faltarem das aulas sem motivo… Enfim, seria muito menos rigorosa nas regras que eu mesma impunha a eles.

Para finalizar, gostaria que deixasse uma mensagem especial à sua mãe e também a todas as mamães rio-pardenses.

Ser mãe é amar incondicionalmente. É um presente de Deus, independente de se ter gerado ou não o bebe em seu ventre. Ser mãe é prover seus filhos e sua família com muita dedicação, amor, compreensão, sempre se esforçando para manter a união e a harmonia familiar. Queridas mamães… aproveitem cada segundo com seus filhos. O nosso tempo é o presente mais precioso que podemos dar a eles. O tempo passa muito depressa… Então beije, abrace, brinque, estude com eles. Logo eles não precisarão mais de seu colo, de sua companhia. Estarão prontos para voar e formar suas famílias, que muito orgulhará você! Gostaria de agradecer à minha mãe por ter me ensinado a ser uma verdadeira mãe, que cuida e ama seus filhos e sua família acima de tudo… e que muito me ajudou a trilhar os árduos caminhos da maternidade! Te amo, mamis! Muitos beijos também para minha querida sogra Alveny, que fez de meu marido o melhor pai do mundo e às minhas amadas tias Rosa Maria e Neusa, minhas segundas mães! Amo todas vocês!!! FELIZ DIA DAS MÃES!!!

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