Acolhimento, escuta e saúde: Unidade Gestora da Mulher e Recanto Girassol promoveram “Encontro de Mães Atípicas”
Na última semana, a Unidade Gestora da Mulher (SAIS) e o Recanto Girassol (Secretaria Municipal da Saúde) promoveram o primeiro ‘Encontro de Mães Atípicas”, que aconteceu no espaço, recentemente adequado ao acolhimento de crianças, mas que dessa vez teve um olhar especial voltado aos desafios diários da maternidade atípica.
“O Encontro nasceu da compreensão de que o cuidado com a criança não pode ser dissociado do cuidado com quem cuida. Na vivência da maternidade atípica, muitas mães enfrentam uma rotina marcada por consultas, terapias, acompanhamentos, demandas escolares e cuidados constantes. Em muitos casos, essas responsabilidades recaem predominantemente sobre a mãe, que, além de exercer a função de cuidadora, também precisa lidar com suas próprias necessidades emocionais, sociais, profissionais e pessoais”, observou a gestora da Unidade, Mariana Landenberger.
Além do cotidiano também atípico dessas mulheres, ela citou outro fato desafiador, quando essa mãe é solo e não dispõe de uma rede de apoio estruturada. “A ausência de pessoas com quem compartilhar responsabilidades, experiências e sentimentos pode intensificar a sobrecarga e o sentimento de solidão. Por isso, iniciativas como este Encontro são tão importantes. A construção de uma rede de apoio entre pares possibilita que mães que vivenciam desafios semelhantes se reconheçam umas nas outras, compartilhem experiências, informações e estratégias de enfrentamento, além de fortalecerem vínculos de pertencimento e solidariedade”, observou.
Mariana lembrou, ainda, que no contexto da maternidade atípica, encontrar outras mulheres que compreendam, a partir da própria experiência, os desafios cotidianos pode contribuir para diminuir o isolamento e fortalecer a percepção de que ninguém precisa enfrentar essa caminhada sozinha.
“Assim, o encontro não se voltou apenas para as necessidades das crianças. Ele também olhou para as mães: para suas dores, dúvidas, sonhos, limites, necessidades e direitos”, evidenciando todo o trabalho da Unidade Gestora da Mulher como política pública para as mulheres.
Ela concluiu observando que uma rede de apoio também pode nascer do encontro. E, especialmente, este primeiro que promovemos foi um espaço de escuta, acolhimento, troca de experiências e construção de conexões, porque cuidar de quem cuida também é uma forma de promover saúde, dignidade e qualidade de vida”.







