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Neste 08/03, uma homenagem à essa grande mulher, Dona Sônia!

Texto: Natália Tiezzi

Batalhadora e simples: somente essas duas palavras definiriam essa grande mulher

Neste Dia Internacional da Mulher, a homenagem do site e jornal online Minha São José e, em especial, minha, Natália, é à dona Sônia Maria Pizani Tiezzi, mãe, avó, dona de casa, comerciante…

Minha mãe é aquela mulher que, como inúmeras, se desdobra para ‘dar conta’ do trabalho em casa e fora dela. Aos 71 anos, mesmo com as limitações inerentes à idade, trabalha… e muito!

Ela aprendeu cedo: nasceu e viveu ‘na roça’ até mocinha, quando veio para a cidade. Estudou pouco e logo aprendeu a ‘se virar’ sozinha. O primeiro trabalho foi como manicure no Salão de dona Elsa Nahime. Lá aprendeu muito além da profissão, lições que levou para a vida.

Depois que se casou, ainda atuou como manicure atendendo em nossa casa, porém depois de um tempo passou a ajudar meu pai na quitanda que abriu ali na rua Treze de Maio, no início da década de 80, onde até hoje funciona o comércio da família, hoje uma pizzaria/casa de frios.

Cozinheira de mão cheia, fazia doces em compota, brigadeiros, pães e roscas, além de cuidar da casa e dos filhos, meu irmão e eu.

Aprendi a ver minha mãe sempre fazendo alguma coisa. Muitas vezes cansada, mas ali, firme, desempenhando com amor e dedicação as várias funções que tinha.

Após meu pai inserir a comercialização de pizzas semi-prontas ao comércio, ela passou a ‘chefiar’ a cozinha. Faz de tudo: do molho à preparação do frango temperado, ao ralador de queijo, e o capricho ao montar cada uma, dom e talento que foi dividido com muitos funcionários que ali passaram e ela ensinou.

É difícil encontrar alguém que não goste dela. Uma mulher que sempre foi e é muito querida: apesar do pouco conhecimento estudantil, o aprendizado com a vida chama a atenção de todos.

Dona Sônia nunca foi uma mulher controladora comigo. Fez e faz seu papel de mãe, de orientar, de ‘empurrar’ para o mundo, e fez isso naturalmente, com seus bons exemplos, vivências, experiência e, claro, conselhos: sim, conselho de mãe é e sempre será aviso de Deus!

Como avó é mais um orgulho de mulher às netas e a mim. Quando ambas eram bebês, ela me ajudou muito a me tornar a mãe que sou hoje. Ela é aquela vó com açúcar (e sal) mesmo, literalmente: nunca falta aqui em casa um bolinho brigadeiro, um pão de queijo ou uma torta de atum feitos por ela, com todo carinho!

A simplicidade de dona Sônia, a forma honesta e os valores que nos passou de forma tão nobre e transparente são admiráveis e a torna essa mulher que sempre terá minha admiração, respeito e muito, muito amor!

Através dela, cumprimentamos todas as mulheres, que sem perder a gentileza, a delicadeza e a nobreza de ser femininas, carregam a coragem para transformar o mundo!

Em um dos dias mais marcantes de minha vida, lá estava dona Sônia, sempre com seus bons conselhos!
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