Realizada a 1ª cirurgia bariátrica por videolaparoscopia pelo SAVISA na Santa Casa
Uma grande conquista para a Saúde rio-pardense: semanas atrás foi realizada, com sucesso, a 1ª cirurgia bariátrica por videolaparoscopia pela Operadora SAVISA na Santa Casa de Misericórdia Hospital São Vicente.

Ela foi promovida pela equipe de cirurgiões da Clínica Digastro, credenciada ao SAVISA, sendo eles Dr. Lucas Fileni Baptistella, Dr. Diego Caldeira e Dr. Carlos Eduardo Pizani, este último rio-pardense, cuja cirurgia foi a primeira realizada por ele na Santa Casa e em sua cidade natal.
Em entrevista à Rádio Difusora, no programa Jornal do Meio Meio, o cirurgião do aparelho digestivo, Dr. Lucas, falou sobre a bem sucedida cirurgia, realizada em uma paciente com ‘Grau 2 de Obesidade’ e com comorbidades.
O médico foi entrevistado pelo radialista Paulo Sérgio Rodrigues, o Paulão, acompanhado pela assessoria de comunicação da Santa Casa/SAVISA, Natália Tiezzi.


“OBESIDADE É DOENÇA E A BARIÁTRICA É UMA FERRAMENTA DE CONTROLE”
Atualmente, no Brasil, 25% da população é considerada obesa e outros 36% considerada acima do peso, ou seja 61% das pessoas não têm um peso adequado. Porém, passar por uma cirurgia bariátrica não é uma indicação a todos os pacientes.
Dr. Lucas explicou que antes de ser indicado ao procedimento cirúrgico, o paciente é avaliado por uma equipe multi profissional que, além do médico, inclui endocrinologista, nutrólogo/nutricionista, psiquiatra/psicólogo e educador físico. “Esse paciente é acompanhado, passa por constantes avaliações e apenas após relatórios às autorizações a bariátrica, de fato, ocorre. Ou seja, não é apenas o médico cirurgião que avalia a possibilidade da cirurgia, mas demais profissionais”.
Ele frisou que a obesidade é uma doença e que a cirurgia bariátrica é uma ferramenta de controle, explicando que o método cirúrgico tem indicação absoluta para pessoas com Índice de Massa Corpórea entre 35 e 40 (obesidade grau 2), associado a uma comorbidade, bem como a pacientes com IMC acima de 40, sendo que nestes casos não é necessário ter comorbidades associadas.
O ÊXITO NESTA PRIMEIRA CIRURGIA POR VÍDEO
Sobre a cirurgia, Dr. Lucas explicou que foi promovida pelo método Bypass – uma combinação de técnicas com restrição (diminuição) do estômago, com desvio ao trânsito intestinal. “Cerca de 95% das bariátricas são realizadas por esta técnica. Apenas 5% utiliza a Sleeve, que é uma técnica mais restritiva do estômago”, disse.
Além de enaltecer os colegas médicos cirurgiões, ele também destacou a exímia atuação dos anestesiologistas Dr. Carlos Augusto Pizani e Dra. Sheila Pizani, assim como da Enfermagem e demais equipes da Santa Casa, que muito contribuíram ao êxito da cirurgia.
“Não poderia deixar de mencionar a excelente estrutura da Santa Casa, que adquiriu novas mesas e focos cirúrgicos, adaptaram tudo à realização do procedimento para que a cirurgia fosse bem sucedida como assim aconteceu. Além disso, também contamos com o respaldo da nova UTI, recém inaugurada, que, felizmente, a paciente não precisou dela. Aliás, há pouquíssima intercorrência à UTI em pacientes que passam pela bariátrica, entretanto é sempre bom termos esse suporte”.
Questionado sobre os riscos do procedimento, Dr. Lucas explicou que são os inerentes às cirurgias de grande porte, que podem ser reações aos anestésicos, porém bem minimizadas atualmente, o tromboembolismo e a fístula gastroentestinal, todavia ressaltou que nunca ocorreram em pacientes durante cirurgias realizadas por ele.

A VIDEOLAPAROSCOPIA E O PÓS OPERATÓRIO
O médico destacou, ainda, como é realizada a cirurgia videolaparoscopia, um procedimento menos invasivo e consequentemente com traumas cirúrgicos menores ao paciente. “Em síntese, a cirurgia por vídeo é realizada por meio de pequenas incisões abdominais, com utilização de microcâmeras para realização dos procedimentos já citados no estômago/intestino”.
Em relação ao pós operatório, Dr. Lucas disse que grande parte dos pacientes tem alta médica no dia seguinte à cirurgia, mas que o acompanhamento é constante pela equipe multi profissional. “É preciso entender que esse paciente não terá alta deste acompanhamento com os profissionais da Saúde, mesmo após passar pela cirurgia. Como disse, a obesidade é uma doença, multifatorial, e a bariátrica é uma das ferramentas de controle, associada a todas as demais inseridas nestes acompanhamentos multi profissionais”, afirmou.
QUALIDADE DE VIDA APÓS A BARIÁTRICA
Dr. Lucas ressaltou a melhora na qualidade de vida em pacientes que passam pela bariátrica. “Junto com a diminuição do peso, há também mais controle das comorbidades deste paciente, maior facilidade nas práticas de atividades físicas, esportivas, melhora no aspecto psicossocial, etc. A qualidade de vida melhora em todos os aspectos, mas sempre lembrando que o paciente que tem obesidade precisa ter esse acompanhamento contínuo com as equipes multi profissionais”, concluiu.
Texto e fotos: Natália Tiezzi





