Padre Rogério Moreira (cdp) conta sua 1ª experiência no “Caminho da Fé”

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O sacerdote e os quatro peregrinos saíram de Águas da Prata para iniciar o percurso de 318 quilômetros, que percorreram em 12 dias

Entrevista e texto: Natália Tiezzi

“O Caminho da Fé não tem esse nome à toa. Vai muito além de levarmos ao encontro da Mãe Aparecida – é um momento de reflexão, de olhar nossas fragilidades, superar nossos limites, valorizar o que temos, enfim, é, no real sentido da palavra, uma experiência de fé”.

Assim o Padre Rogério Ribeiro Moreira, cdp, descreveu sua 1ª experiência no Caminho da Fé, o qual ele e mais quatro peregrinos fizeram entre os dias 4 e 15 deste mês. “Saímos de Águas da Prata, um dos pontos do ‘Caminho’ e tínhamos que percorrer 318 quilômetros até a cidade de Aparecida, cujo nosso ponto de chegada seria a Basílica de Nossa Senhora Aparecida”, explicou.

Ele disse que sempre teve o desejo de fazer o Caminho da Fé, mas foi no ano passado, quando membros da Comunidade Deus Proverá fizeram uma peregrinação até Tambaú, que uma das peregrinas convidou o Padre ao desafiador percurso.

“E, realmente, é preciso muita fé para fazer o Caminho. Nunca imaginei que o relevo fosse tão ‘de altos e baixos’: subidas e descidas intermináveis, que realmente desgastaram a todos, mesmo a mim que tinha me preparado fisicamente, com treinamentos para o percurso”, afirmou.

Padre Rogério disse que o grupo caminhava entre 15 e 35 quilômetros por dia, até 12 horas diárias. “Nossa intenção não era chegar mais rápido, mas chegar bem ao nosso destino. Por conta do relevo muito difícil tínhamos que parar para descansar, repor as energias e depois continuar. Graças a Deus conseguimos fazer todo o caminho assim”.

Nas hospedarias e pousadas, Padre Rogério sempre celebrava Missas

EXPERIÊNCIAS E VIVÊNCIAS

E, ao longo do percurso, Padre Rogério conheceu muitos peregrinos e com eles ouviu muitas histórias, além de aprender muito sobre o Caminho da Fé. “O Caminho é feito de pessoas. Cada uma com sua história, com um ensinamento, com uma experiência. Conhecemos pessoas de várias regiões, inclusive de outros países, como Portugal. E as pessoas não fazem o Caminho somente a pé. Muitos vão de bicicleta, a cavalo, etc, e de todas as idades. Conhecemos pessoas de 60, 70 anos que estavam fazendo o percurso; outras que o fazem todos os anos, o que se torna um verdadeiro estilo de vida, enfim, uma troca de experiências maravilhosa”.

O grupo rio-pardense ficou hospedado em pousadas credenciadas ao Caminho da Fé durante o percurso. “Tivemos o cuidado de antes de partir deixar tudo acertado com essas pousadas. E isso é muito importante, pois, se os peregrinos não avisam é possível não encontrar lugares nestes locais devido à demanda. Em todas fomos muito bem acolhidos e eu tive a oportunidade de viver mais essa experiência de consagração através da celebração de missas nas pousadas”.

Ele contou que um dos pontos mais marcantes foi quando chegaram em uma pousada e, infelizmente, não havia mais lugar para ficarem. “Isso realmente aconteceu, mas a proprietária da hospedaria, dona Elza, ofereceu sua própria casa para nosso descanso. Isso me marcou muito”.

Ao longo do caminho, o grupo encontrou muitos peregrinos, cada um com sua história, sua vivência e experiência, que foram partilhadas com todos

A CHEGADA EM APARECIDA

Um dos percursos menos íngremes do Caminho da Fé é próximo ao município de Aparecida. E nós avistamos a Basílica 10 quilômetros antes de propriamente chegarmos. Até então eu só tinha feito essa viagem de ônibus, carro, mas a pé e avista-la após essa peregrinação foi uma sensação inexplicável: um misto de missão cumprida, emoção, fé renovada”, contou.

Padre Rogério disse que o grupo participou de duas missas na Basílica, que ele também teve a honra de celebrar junto aos demais sacerdotes. “Além disso pude entregar os pedidos confiados a mim por rio-pardenses, que deixei com muita fé, carinho e amor na Basílica. Oremos por todos e agradecemos pelas orações a nós direcionadas durante o Caminho da Fé”.

Ele recomendou que todas as pessoas que queiram vivenciar uma experiência de amor e fé façam o Caminho. “E todos podem fazer! Percorremos mais de 300 quilômetros em 12 dias. Foi um grande desafio, assim como é nossa vida: um desafio diário, constante. Mas precisamos superar os desafios, os obstáculos, perdoar, refletir e realmente fazermos de nossa casa a nossa igreja, reconhecendo nossas fragilidades e valorizando as pequenas coisas, os momentos, assim como ocorreu conosco em todo o Caminho da Fé”, finalizou.

Nas mãos de Padre Rogério, os pedidos a ele confiados e entregues à Nossa Senhora Aparecida

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