“O Câncer me Curou”: Professor lança livro relatando sua experiência com a doença

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Wiliam de Oliveira teve um câncer em 2002 e em 2018 resolveu contar sua história por meio da publicação, que em breve terá lançamento oficial, inclusive em São José do Rio Pardo, após o período de medida emergencial

Entrevista e texto: Natália Tiezzi

O câncer assusta? Intimida? É uma sentença de morte? Talvez para boa parte das pessoas sim, mas não foi para Wiliam de Oliveira, que enxergou a doença com uma outra visão, desmistificando a doença.

Aos 62 anos, o jornalista e professor universitário, que é natural de Poços de Caldas, lança seu 5º livro, “O Câncer me Curou” que, segundo ele, objetiva trazer um pouco de alento e otimismo para quem está passando pela doença ou tem familiares e amigos nesta situação.

Sempre muito bem humorado, na entrevista que concedeu ao www.minhasaojose.com.br, Wiliam falou um pouco sobre o livro, o qual também pretende lançar presencialmente e quando for possível em São José do Rio Pardo.

Confira, abaixo, a entrevista na íntegra.

Professor Wiliam, como surgiu a ideia de escrever este livro?

Wiliam de OLiveira: Eu tive câncer em 2002 e em 2018 resolvi contar a minha experiência com a doença com o objetivo de desmistificar o problema e de trazer um pouco de alento e otimismo para quem passa pela doença ou tem algum familiar ou amigo nessa situação. Fiquei sabendo que estava com câncer no dia do meu aniversário (04 de junho) e por mais paradoxal que isso possa ser, fiquei pensando, tempos depois, se não havia sido um “presente”, um instrumento de cura e daí o título do livro “O Câncer me curou”, em um trocadilho vivencial, alertando que podemos ser “ curados” de outras “patologias” como o egoísmo, a vaidade, a arrogância etc. Demorei um pouco para publicar o livro, pois vivi um conflito, já que tenho uma forma de escrever (dizem) “leve” e fiquei em dúvida, já que o tema, por natureza, é “pesado”. Mas, depois refleti que era exatamente por isso que valeria a pena publicá-lo.

Na compra do livro, parte da renda será destinada a instituições que promovem trabalhos relativos ao câncer e grupos de apoio

Como o professor descreveria o livro?

Faço questão de ressaltar que a publicação não é um livro de autoajuda, um guia, uma receita de sobrevivência. É tão somente o relato da minha experiência com o câncer.

E quantos capítulos e páginas possui? 

O livro possui 54 páginas e diversos capítulos já que em minha modesta opinião, não é a quantidade de páginas, mas o conteúdo, o mais importante.

O professor é uma pessoa religiosa? A doença fez com que você aumentasse sua fé? Ela o ajudou na fase em que estava doente?

Sou uma pessoa espiritualizada e acredito em uma força maior que rege o Universo. A fé tem me ajudado em todos os momentos da vida, me auxiliando a fazer o melhor de mim na certeza de que um ser maior faz o melhor por mim.

Qual é o principal objetivo deste livro?

Vou citar um pequeno trecho do livro. “Foi escrito na crença de que a melhor vacina contra o câncer, a “tristeza das células”, é multiplicar as células de alegria neste corpo social já tão debilitado, tendo a esperança como metástase em tempos tão doentes. Assim, se este livro conseguir levar esperança e alegria a quem o ler, terá validado sua existência”.

Qual foi a maior cura que o câncer lhe trouxe?

A busca por não viver morrendo, ou seja, agradecer diariamente por tudo que a vida me oferece.

O que você faz agora em sua vida que antes da doença nem pensava em fazer?

O câncer não altera a personalidade de uma pessoa, embora contribua para que possamos enxergar as dores do próximo. Antes da doença, não pensava em escrever um livro sobre a doença (risos).

Qual o seu olhar sobre a pandemia, já que venceu uma doença tão grave?

Isso é outra coisa que busco desmistificar.  Não existem vencedores, nem perdedores, nem vitoriosos, nem derrotados. Eu passei pela doença, simples assim. Com relação a pandemia, uma das lições que já havíamos esquecido na sala de aula da existência é que o Coletivo é mais importante que o individual. Temos a possiblidade de ser menos individualistas, egoístas e egocêntricos. A pandemia pode nos curar dessas “doenças”, se assim compreendermos.

Que mensagem deixaria para as pessoas que hoje estão doentes (não apenas do corpo, mas da alma, seja qual for a enfermidade)?

A morte não é o contrário da vida, pois tudo renasce. Contudo, a vida é uma benção. Lutar para viver é uma demonstração de agradecimento. Aceitar o imponderável é uma demonstração de crença no divino.

Para finalizar, como podemos adquirir seu livro?

Devo fazer o lançamento em Poços de Caldas e posteriormente em São João da Boa Vista. Estou esperando e desejando que os índices de casos de Covid sejam reduzidos. Lembro que parte da venda do livro será destinado a alguma entidade assistencial que auxilia de alguma forma quem está com câncer. Por isso, em Poços e São João, duas entidades serão auxiliadas com a venda o livro. Existe, inclusive, a possiblidade de fazer o lançamento também em São José, com parte da renda revertida para alguma entidade que dê assistência a pacientes oncológicos. Por enquanto, o livro se encontra a venda em alguns locais em Poços de Caldas, mas podem ser solicitados pelo email: wiliam.oliveira@uol.com.br. Grato pelo espaço. Saúde e Paz!

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