Homenagem ao saudoso Roque Maida: Contador de histórias e um apaixonado pelo trabalho 

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Texto: Natália Tiezzi

Uma palavra, um conselho, um exemplo. As pessoas passam por nossas vidas de diferentes formas, mas o homenageado de hoje no Espaço “Conta Pra Mim!” foi destes cidadãos que realmente nos fazem falta, principalmente pela alegria, humildade e sapiência: Roque Maida. 

E boa parte das informações contidas nesta singela homenagem foi passada à jornalista Natália Tiezzi pela neta de ‘seu’ Roque, Tânia Callegari, que era simplesmente apaixonada pelo saudoso avô, que nasceu dia 19 de novembro de 1924 e faleceu dia 25 de outubro de 2020, aos 96 (bem vividos) anos. 

“Seu” Roque foi de tudo nesta vida, como ele mesmo costumava dizer. Trabalhou no cinema, como garçom, além de auxiliar o padre Bonifácio na Fazenda Tubaca. Mas foi na extinta Casa Simonetti que ele se tornou mais conhecido e trabalhou por décadas, sempre com uma atenção e disposição invejáveis às atividades que desempenhava no estabelecimento comercial. 

“Inclusive, nas longas conversas que ele falava sobre seus trabalhos, mencionava com muita gratidão, carinho e respeito a família Simonetti”, observou Tânia. 

Por conta do trabalho e da gentileza como tratava a todos, seu Roque colecionou amigos ao longo da vida e sempre que podia aconselhava os mais jovens para trabalharem. “Eu mesma fui aconselhada várias vezes por ele, ainda quando era adolescente. Quando encontrava com ele pelas ruas, sempre me perguntava: já está trabalhando? Onde? Trabalhar é uma das melhores coisas dessa vida. Faz a gente se sentir ativo, útil, não importa o ‘ofício’”, disse a jornalista.

E não pensem que ele trabalhava apenas fora de casa. “Trabalho era sinal de dignidade para meu avô. Mesmo em casa e com mais idade não parava e fazia os serviços, ajudando minha avó. Ele sempre estava alegre e não tinha dias ruins e também se tinha não deixava transparecer”, afirmou a neta. 

Amor à família: Roque Maida junto aos bisnetos

A família era outra devoção de ‘seu’ Roque, uma vez que também foi um homem de muita fé. “Meu avô sempre se preocupou e quis ajudar a todos da família. Foi amoroso, dedicado e sentia uma paixão enorme pelos bisnetos”.

Bom de conversa, ele foi exímio contador de histórias. “Ele gostava de falar sobre seu passado, histórias de trabalho, falava sobre política, enfim, adorava conversar e fazia isso com todos, independente de idade, posição social, profissão”.

O esbelto e saudável senhor Roque assim o foi talvez pelas longas caminhadas que fez ao longo da vida. “Ele nunca teve carro, nunca dirigiu. Sempre andou a pé, conquistou a população assim, com sua dignidade, seu caráter, sua honestidade, sabedoria. Ele andou a pé por toda a cidade e sua felicidade era encontrar com um, com outro para prosear”,  ressaltou Tânia.

Ao perguntar à Tânia como descreveria o avô em uma palavra, ela foi enfática. “Impossível descrever meu avô em uma palavra, são muitas, mas resumo em amor, felicidade, admiração, respeito, um ser humano que foi muito abençoado… Sinto muita gratidão por ter tido a oportunidade de conviver com ele, que foi uma pessoa incrível”, concluiu.

É, ‘seu’ Roque, que falta sentimos de suas conversas, da fala rápida, sua alegria e disposição à vida, que lhe presenteou com tantos anos e que o senhor soube aproveita-los, principalmente compartilhando a bondade. Tenha certeza que será sempre um ‘patrimônio’ para nossa comunidade!
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