Hebinho Souza: A paixão pelo Basquetebol e a satisfação em auxiliar as crianças no Esporte

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Ele, que começou como atleta na modalidade há 31 anos, se tornou técnico e comanda 9 equipes pelo DEC São José

Reportagem e Texto: Natália Tiezzi Manetta

Uma quadra, uma bola, um time e o olhar atento, enérgico, mas também quase de um pai com centenas de crianças e adolescentes. Assim Heber Luís de Souza, o Hebinho, vem fazendo nos últimos 16 anos desde que assumiu o treinamento de sua primeira equipe de basquetebol na cidade.

O treinador vem de uma família que tem tradição na modalidade esportiva, sendo que seu irmão mais velho foi uma grande influência nos Esportes. “Sempre gostei de praticar esporte. Quando criança fiz de tudo: futebol, natação, enfim, mas paixão mesmo foi pelo basquete. Meu irmão, Émerson Luis de Souza, no final da década de 1980 já jogava e eu o acompanhava nos jogos, treinos. Mas foi em 1988, quando assisti aos Jogos Regionais que estavam sendo disputados aqui na cidade que me despertou realmente para o basquete. E, aos 13 anos, passei a treinar e levar a sério este Esporte. E acho que também acabei incentivando meu irmão mais novo, o Juninho, pois também se tornou atleta e técnico”, disse.

Como atleta, Hebinho jogou por sete anos e defendeu a equipe do Rio Pardo Futebol Clube e a Caldense, de Poços de Caldas. “Tive a oportunidade de não apenas atuar como atleta, mas também como técnico. Cursei Educação Física pela FEUC e treinei equipes no RPFC, na Associação Atlética Riopardense e, em 2013, tive a chance de ir para o Paraná, onde meu irmão Émerson fez e faz uma grande carreira como treinador. Fiquei um ano por lá e adquiri novas experiências profissionais”, contou.

HEBINHO COM A EQUIPE DE BASQUETEBOL DA AAR: UM DOS TIMES QUE AUXILIOU NA FORMAÇÃO E TREINAMENTO HÁ ALGUNS ANOS

O PRAZER EM DESCOBRIR NOVOS TALENTOS

A volta para São José aconteceu em 2014, quando passou em um concurso da Prefeitura e também na Secretaria Estadual de Educação. Em 2015, Hebinho assumiu o basquetebol do DEC, bem como ministra aulas em uma escola estadual em São João da Boa Vista e há quatro anos também treina alunos da EMEI “Profª Stella Maris Barbosa Catalano” (CAIC).

“Atualmente sou o treinador de 9 equipes pelo DEC São José Basquete, sendo quatro femininas e 5 masculinas. São crianças e adolescentes, na maioria vindas de famílias humildes, que estão encontrando no basquete, ou melhor, no esporte, uma oportunidade para abertura de novos caminhos”, observou.

Tido como um técnico ‘bravo’, Hebinho afirmou que se considera enérgico com os atletas, pois sua maior satisfação é ver seus alunos trilhando bons caminhos. “Eles precisam enxergar que o esporte é uma grande oportunidade para que sejam, realmente, cidadãos. E não precisa necessariamente ser um atleta de alto nível, jogar numa seleção, mas fazer do esporte o caminho para estudos futuros, profissões, etc. Da mesma forma que já descobri muitos talentos que hoje estão despontando no basquete, acredito que o esporte foi um grande incentivo para que muitos alunos não parassem de estudar. Hoje, muitos estão formados, trabalhando, etc”.

Sobre o que, de fato, o basquete auxilia na vida de seus alunos, Hebinho destacou a disciplina, o cumprimento de regras, o trabalho em equipe, a convivência social, o respeito e, claro, a saúde. “Não apenas o basquete, mas o esporte em si prepara o aluno para a sociedade. Coisas que algumas crianças não possuem no ambiente familiar o esporte acaba auxiliando e muitas vezes até suprindo”.

Para manter a atenção dos alunos e fazer com que frequentem os treinos, Hebinho, em diversas ocasiões, faz as vezes de pai. “Procuro conversar muito com meus alunos, sejam meninos ou meninas. A orientação ajuda muito no esporte. Se o atleta não tiver calma, paciência ele coloca tudo a perder num jogo, por exemplo, bem como em inúmeras situações do seu cotidiano”.

Além de seus alunos, Hebinho também tem orgulho dos 3 filhos que também foram acostumados a esse ambiente esportivo desde criança. “Meu filho mais velho participa da equipe do DEC São José Basquete. Já minha filha também está começando a se interessar pelos treinos e muitas vezes me acompanha neles. E o caçula, de dois anos e meio, adora uma bola. Incentivo não vai faltar, até porque minha esposa, Marina, também é professora de Educação Física e sempre incentivou as crianças ao esporte”, disse Hebinho.

Sobre o que o basquete representa em sua vida, Hebinho foi enfático. “Não vejo a minha vida sem o basquete e não me vejo fora dele. Se um dia não for mais treinador acredito que vou trabalha-lo de uma outra forma, mas nunca deixa-lo. É uma paixão, um estilo de vida. E, como disse, uma forma de poder ajudar, abrir caminhos e novos horizontes para essas crianças e adolescentes. Nada é mais gratificante que o treinador ver a evolução do seu aluno não apenas em quadra, mas na vida pessoal e profissional”, concluiu.

O TÉCNICO COM O FILHO MAIS VELHO DURANTE UMA DAS CONQUISTAS DO DEC SÃO JOSÉ BASQUETE
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