Dr. Pedro Bertogna Capuano: 15 anos de trabalho, dedicação e estudos na Advocacia

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Advogado destacou que o gosto pela leitura e o incentivo de familiares foram decisivos na escolha da profissão

Entrevista e texto: Natália Tiezzi

Muitas vezes nossas futuras carreiras são determinadas a partir de vivências de infância como, por exemplo, a leitura. Simples visitas às bibliotecas escolares e o incentivo dos professores podem abrir caminhos que contribuam para a escolha de uma profissão, assim como ocorreu com o rio-pardense Dr. Pedro Bertogna Capuano, que está completando 15 anos nesta, que ainda é uma das profissões mais admiradas e também mais procuradas pelos estudantes, o Direito.

Em entrevista ao www.minhasaojose.com.br, site o qual ele contribuirá a partir de dezembro com matérias voltadas principalmente ao Direito Empresarial, Direito Civil e Processual Civil e Arbitragem, áreas em que é especialista, o advogado contou um pouco sobre a carreira, destacando que sua base familiar foi decisiva para sua formação pessoal e profissional.

Dr. Pedro falou sobre os estudos, uma vez que nunca deixou os bancos acadêmicos desde a graduação, ocorrida em 2006 pela UNIP Rio Pardo, bem como as expectativas para o futuro da carreira, que prevê um curso de Doutorado na Alemanha, já que uma de suas pretensões também é seguir a carreira acadêmica.

O advogado destacou algumas sentenças em que obteve êxito e que lhe marcaram e, ainda, como lida quando o resultado é negativo, uma vez que a negativa também faz parte do cotidiano da profissão.

Ele citou, ainda, algumas pessoas que fizeram e ainda fazem a diferença em sua carreira, entre elas professores, o tio e também advogado, Dr. Oswaldo Bertogna Júnior e a querida avó, dona Célia, a qual Dr. Pedro tem um carinho especial pelo incentivo à Advocacia.

Mas, o que ele consideraria ser um bom advogado e qual é a essência desta carreira tão complexa? “Empatia ao cliente, ao ser humano, e ressaltar o que há de melhor em uma situação, quase com um olhar de escritor” foram destacados em sua resposta.

Confiram, abaixo, a entrevista na Íntegra.

Dr. Pedro, o que o levou a optar pela carreira no Direito?

Dr. Pedro Bertogna Capuano: Desde criança sempre fui incentivado à leitura, interpretação de texto, principalmente nos anos em que estudei na E.E. “Dr. Cândido Rodrigues”. Os professores Cordélia Barsontini, Valdir Ferreira e o saudoso Fernando Torres incentivavam-nos a frequentar a biblioteca da escola, um lugar mágico para mim e onde pude retornar algumas vezes depois de adulto. Não compreendia ou sabia, mas aquele hábito de ler, interpretar, fazer trabalhos sobre leitura seria fundamental à escolha de minha profissão futuramente, já que boa parte da base do Direito é leitura, interpretação, estudos e mais estudos!

Você teve algum incentivo aos estudos à Advocacia?

Sim. Na verdade meus pais sempre me incentivaram não propriamente ao Direito, mas me proporcionaram uma formação pessoal que me tornaram um cidadão, fundamentada nos princípios da honestidade, caráter, bondade. E isso, sem dúvida, me impulsionou a buscar uma carreira. Incentivo à Advocacia eu tive mesmo de minha avó materna, querida dona Célia, e de meu tio Oswaldo, um dos profissionais que mais admiro e respeito nesta carreira. Não poderia deixar de citar o saudoso Dr. José Eduardo Bastos (Dado), que também me influenciou, principalmente acreditando que eu poderia ser um bom profissional que estuda o Direito, sendo uma espécie de orientador para mim.

Após a graduação, qual foi seu primeiro trabalho?

Concluí a graduação pela UNIP/Rio Pardo em 2006 e em janeiro de 2007 já comecei a trabalhar no escritório do Dr. Oswaldo, sendo que em abril do mesmo ano obtive aprovação na OAB. O início na carreira foi um grande desafio, pois meu tio já demonstrava confiança em meu trabalho e passava causas bem complexas, que me exigiram muita dedicação. Essas fizeram com que eu realmente acreditasse em minhas habilidades na profissão, ou seja, nortearam e me fizeram acreditar que estava realmente no caminho certo quanto à carreira.

Conte um pouco sobre seus estudos e suas especializações.

Após concluir a graduação nunca mais deixei de estudar, já que uma de minhas pretensões é seguir a carreira acadêmica e acredito que não é possível ser um bom professor de Direito se você não estudar, sempre.  Fiz vários cursos de extensão, inclusive pela PUC. No ano de 2012 ingressei no curso de especialização em Processo Civil pela USP, onde tive como orientador o renomado Dr. Fernando Gajardoni, além de professores como Cândido Dinamarco, Arruda Alvim, que durante 2 anos e meio me direcionaram de vez à vida acadêmica. Em 2019 obtive novamente aprovação em mais uma especialização pela USP, esta em Direito Comercial, onde fui orientado pelo professor titular Dr. Gustavo Saad Diniz. Também fiz mestrado na PUC/SP, quando fui orientado pela querida Dra. Rosa Nery, um curso que me dediquei ao extremo, e que também obtive êxito. Também passei uma temporada nos Estados Unidos estudando Business Jurídico Negocial. Enfim, tenho duas especializações pela USP em Processo Civil e Direito Comercial e mestrado nas áreas de Direito Civil, Processual Civil e Arbitragem. Também cito meu grande teacher Davi Ribeiro pelas riquíssimas aulas de inglês, idioma indispensável para a excelência no Direito atualmente.

Dr. Pedro afirmou que pretende fazer Doutorado na Alemanha e também seguir a carreira acadêmica

E o que é ser um bom advogado?

O bom advogado deve estar sempre atento aos detalhes, pois já tive casos em minhas mãos em que, a princípio, não vislumbrava solução, mas que após avaliar detalhadamente, encontrei caminhos ao êxito. Acredito que o bom advogado também tenha que ter empatia pelo problema do cliente, pelo ser humano como um todo, bem como ter visão do problema com um olhar quase que de escritor, ou seja, de alguém que ressalte o que há de melhor em uma determinada situação.

Quais foram os momentos mais marcantes nestes 15 anos no Direito?

Para ser sincero cada resultado positivo de uma ação me deixa eufórico. Um dos momentos que me marcou muito foi a segunda vez que fiz uma sustentação oral no tribunal, onde consegui reverter uma situação desfavorável em 1ª Instância para favorável em 2ª Instância. Também citaria um caso que aconteceu enquanto eu trabalhava com Assistência Jurídica, sendo uma intervenção que colaborou para que um paciente que estava à beira da morte fosse operado, entre tantos outros. Mas também tive e ainda tenho que aprende a lidar com a negativa de causas e confesso que é bem difícil, todavia faz parte da profissão.

E se o Dr. Pedro não fosse advogado, o que seria?

Acho que alguma profissão que tivesse alguma interligação ou fosse parecida na atuação com o Direito, que faz uso da palavra, como, por exemplo, escritor ou jornalista!

Como um amante e apreciador da leitura, qual o seu autor predileto e livros?

Pessoalmente falando, José Saramago em “Ensaio sobre a Cegueira”. Também gostei muito do livro “Massa e Poder”, de Elias Canetti. Já na área do Direito citaria os autores Fredie Didier (Processual Civil) e Gustavo Saad Diniz (Direito Comercial).

Para finalizar, quais são seu planos profissionais futuros?

Como pretendo seguir a carreira acadêmica, o próximo passo é fazer o Doutorado na Alemanha, que está previsto para daqui dois anos. Enquanto isso já estou tendo aulas de alemão. Além disso quero continuar minha base esportiva, gosto e preciso da prática de esportes, que me auxilia até mesmo na profissão, e, quem sabe escrever um livro, claro que na área do Direito!

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