Arritmias: Cardiologista Dr. Marcelo Raddo explica o que são e quais os tipos mais comuns

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Entrevista e texto: Natália Tiezzi

Um tema que ainda gera muitas dúvidas e que, literalmente, faz o coração sair do ritmo: as arritmias. Mas, você, internauta, sabe o que são elas? Como detectá-las? Quais os tipos mais comuns?

Para responder a esses questionamentos, o www.minhasaojose.com.br traz entrevista com o médico cardiologista Marcelo Raddo, que também destacou os sintomas, como são realizados os diagnósticos e quando procurar auxílio para trata-las.

Dr. Marcelo Raddo é graduado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto USP, possui Residências em Clínica Médica, Cardiologia e Ecocardiografia também pela USP de Ribeirão Preto, além de Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC. 

Ele ‘adotou’ São José do Rio Pardo como sua segunda terra natal, já que possui um carinho e respeito muito grandes pelos rio-pardenses, e atende em clínica médica própria à rua Itororó, 375, na Vila Pereira.

Confiram, abaixo, a entrevista na íntegra e tirem suas dúvidas sobre as arritmias.

“Sugiro que o paciente procure orientação médica quando existir a associação com dores no peito, queda de pressão, desmaios ou episódios de confusão mental para que haja uma investigação minuciosa”, alertou Dr. Marcelo em relação às arritmias

Dr. Marcelo, o que são as arritmias?

Dr. Marcelo Raddo: Arritmia é um termo que  se refere a qualquer alteração no  ritmo normal do coração. Existe uma espécie de “central de comando” em nosso coração que é capaz de gerar impulsos elétricos para todo músculo fazendo com que o coração bata de forma regular.  Quando há alguma alteração nessa central ou nos pequenos nervos que distribuem esses impulsos podem ocorrer as arritmias.

Quais os tipos de arritmia existentes? Elas são comuns?

Basicamente há dois tipos: as bradiarritmias, quando o número de batimentos diminuem (abaixo de 50 batimentos/minuto) e as taquiarritmias,  quando ocorre aceleração do  coração (acima de 100 batimentos/minuto). Dentro de cada um desses grupos há diversos subtipos.

Elas podem ocasionar sintomas? Quais sintomas podem indicar um maior risco?

Apesar de muitas arritmias não apresentarem sintomas, quando ocorrem, os mais comuns são sensação de palpitações no peito, ocasionando frequentemente uma sensação de mal-estar bastante importante. Outros sintomas comuns são tonturas, enjoo, vômitos, sensação de cansaço ou falta de ar.  

E como é realizado o diagnóstico?

O exame essencial para o diagnóstico das arritmias é o eletrocardiograma. Este é um exame rápido e indolor, que é capaz de detectar a atividade elétrica gerada pelo músculo do coração, permitindo a identificação  de anomalias no ritmo que por ventura possam estar presentes. Em algumas situações pode ser necessário a realização de holter de 24 horas ou menos comumente o emprego de outros dispositivos que permanecem com o paciente por um período de tempo maior.

Existem hábitos que podem piorar o quadro das arritmias?

Sim: o tabagismo e a ingesta de algumas substâncias e mesmo alguns medicamentos podem agir como gatilhos para o aparecimento de episódios de arritmia, principalmente nas pessoas que já possuem alguma cardiopatia. Bebidas que contenham estimulantes em excesso como os energéticos ou cafeína devem ter seu uso reduzido, bem como bebidas alcoólicas.

Para finalizar, quando o paciente deve procurar um médico?

Sugiro que o paciente procure orientação médica quando existir a associação com dores no peito, queda de pressão, desmaios ou episódios de confusão mental para que haja uma investigação minuciosa. Algumas arritmias são consideradas uma urgência podendo colocar a vida em risco necessitando de internação e intervenção médica.  Outras arritmias, como a fibrilação atrial pode não ocasionar qualquer desconforto, porém aumenta o risco de eventos cardiovasculares como AVC ao longo dos anos.

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