Alexsandra Soares Cunha: Amor, respeito e dedicação à Enfermagem

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Enfermeira atua há 13 anos na área e atualmente coordena uma equipe de 150 profissionais na Santa Casa

Neste dia 1º de maio, em que homenageamos os trabalhadores brasileiros, destacamos a história de uma mulher que vem se destacando em seu trabalho não apenas pela competência, mas pelo amor, respeito e dedicação a uma profissão que, apesar de essencial, ainda é um pouco desvalorizada no Brasil: a Enfermagem.

Natural de São João da Boa Vista, a Enfermeira Alexsandra Soares Cunha, de 37 anos, graduou-se em 2005 pela Uniararas e antes mesmo da formatura já estagiava na área. “Fui criada em meio a muitas enfermeiras: foi a profissão da minha mãe, tias, enfim, acho que isso me influenciou na escolha… Mas, meus pais nunca me forçaram a segui-la, nem mesmo minha mãe, que até brincava dizendo que enfermeiro trabalhava demais e não era muito bem remunerado”, disse.

E, realmente, a questão financeira não pesou na decisão de Alexsandra pela Enfermagem. “Eu vejo minha profissão como essencial, cujos profissionais carregam uma carga de responsabilidade muito grande e sinto que esse olhar humano ao próximo, a vontade de ajudar, cuidar, acolher me fez escolher esse caminho”, destacou.

8 ANOS VIAJANDO DE SÃO JOÃO A SÃO JOSÉ

Apesar de muito jovem, Alexsandra já prestou serviços na Santa Casa de Araras, São João da Boa Vista, por um pequeno período em Mogi Guaçu até chegar a São José, onde, segundo ela, está vivendo o melhor momento de sua carreira.

“O primeiro cargo que ocupei na Santa Casa de São José foi Enfermeira Assistencial, que atendia praticamente todos os setores. Isso aconteceu em 2008 e permaneci até 2013. Naquele mesmo ano, prestei um concurso para Enfermeira Auditora, para a Operadora SAVISA, passei e fiquei até 2016, sendo que no mês de junho daquele ano a surperintendente Jane Santurbano fez um convite para que eu ocupasse o cargo de Responsável Técnica da Enfermagem que, prontamente aceitei e estou no momento”.

Um dos períodos mais marcantes da carreira de Alexsandra foi durante os oito anos que viajava todos os dias, de São João da Boa Vista a Rio Pardo, para trabalhar. “Eu ainda morava em São João e confesso que foi um período muito difícil, cansativo, mas que valeu muito a pena. Hoje posso dizer que estou vivenciando um dos melhores momentos de minha carreira profissional, pois tenho apoio da administração da Santa Casa para poder tomar minhas decisões e também colocar em prática minhas idéias para melhorar o setor dentro do hospital”.

DOÇURA E FIRMEZA: A SATISFAÇÃO E A FRUSTRAÇÃO NA ENFERMAGEM

Alexsandra coordena todos os dias uma equipe de Enfermagem formada por, aproximadamente, 150 profissionais, entre Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem. Apesar do olhar doce e do jeito sereno, a Enfermeira disse que não é fácil lidar com inúmeras situações do dia-a-dia. “A rotina é, por vezes, desgastante, pois não é fácil coordenar uma equipe tão numerosa, porém, sempre acredito muito em todos os profissionais que trabalham aqui. Eles sabem que posso contar com eles, da mesma forma que também podem contar comigo. É uma troca, uma relação de respeito e, acima de tudo, profissionalismo”.

Todo enfermeiro precisa saber lidar com momentos de alegria e tristeza, isso é fato. Para Alexsandra não há nada que lhe dê maior satisfação do que ver um paciente melhorar sua condição de saúde, além, é claro do reconhecimento. “É gratificante saber que nós, enfermeiros, contribuímos para a recuperação de um paciente e é uma grande satisfação quando o próprio paciente nos agradece, a família se emociona conosco, enfim, esse é o lado bom da profissão. Já o lado ruim, de frustração, é a perda do paciente. É e sempre será nossa maior tristeza. Além disso, acredito que a nossa profissão ainda é muito desvalorizada financeiramente falando, o que acaba gerando uma desmotivação nos profissionais”, disse.

O QUE É SER UM BOM ENFERMEIRO?

“Um bom enfermeiro, técnico ou auxiliar de Enfermagem é aquele que se coloca no lugar do paciente. Que olha para o paciente através da humanização e que acolhe, além do doente, a família, pois quando uma pessoa está enferma seus entes queridos também precisam de apoio, carinho, atenção e cuidados”, destacou Alexsandra.

Ela também ressaltou que estes profissionais devem trabalhar sem trazer os problemas de casa ou de outros locais onde prestam seus serviços. “Hoje a maioria deles tem jornada dupla justamente para acrescentar nos salários ao final do mês. E imagina misturar problemas pessoais ou de outros postos de trabalho aqui? Oriento sempre a deixarem seus demais problemas em casa e aqui no hospital dispor atenção, observação e acolhimento dos pacientes e seus familiares, pois a Enfermagem é isso: amor, dedicação e acolhimento ao próximo que, naquele momento, está passando por algum problema de saúde”.

 A CARREIRA E A MATERNIDADE

Além da fase positiva na carreira, Alexsandra também está curtindo uma de suas melhores fases na vida pessoal, pois há seis meses e meio chegou Cecília. “A maternidade muda muito a vida de qualquer mulher e comigo não foi, aliás, não está sendo diferente. Quando voltei da licença não foi fácil, mas tivemos que nos adaptar e hoje, aos poucos, estamos fazendo uma nova rotina”.

Questionada se pensou em parar de trabalhar com a chegada da filha, a Enfermeira foi enfática. “Nunca pensei nisso. Sabia que seria difícil (e foi mesmo), esses primeiros meses, mas nada que me fizesse deixar o trabalho. Graças a Deus estou conseguindo conciliar muito bem as duas coisas e, acima de tudo, tendo um tempo para ficar com a Cecília”.

Para finalizar, Alexsandra deixou uma mensagem a todos aqueles que estão em busca de um emprego neste dia tão especial para os trabalhadores. “Que todos que estejam nessa situação terrível de desemprego não desistam de lutar para conquistar um trabalho e que também invistam em si próprios para alcançar esse objetivo, seja por meio de cursos, inclusive gratuitos, disponíveis até mesmo on line atualmente. O importante é se qualificar sempre e não desanimar nunca”, concluiu.

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