Regina Machado Gramani fala sobre a paixão pelas comunicações

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O dom em comunicar em diversos meios foi descoberto na adolescência e a ajudou a superar a timidez

Entrevista e texto: Natália Tiezzi

Quem assiste ou já teve a oportunidade de ouvir a comunicadora Regina Machado Gramani no ar, seja em lives pela Internet ou em programas de rádio, nem imagina que ela foi uma criança e uma adolescente bem tímida.

A desenvoltura e a simplicidade com que a tapiratibense de 45 anos se comunica ao público chama a atenção, mas nem sempre foi assim. “Eu era muito tímida e quando tinha 14 anos tive a oportunidade de fazer uma leitura na missa do querido padre Luis Carlos, na fazenda Sapé, em Tapiratiba. A partir daquele momento comecei a perder a timidez e me encontrar na oratória, embora nunca tenha pensado em ser comunicadora”, destacou.

Mas, parece que o destino também deu uma mãozinha para que Regina trilhasse o caminho das comunicações. “Em 2012 tive a oportunidade de trabalhar na Assembléia Legislativa de São Paulo e isso me possibilitou conhecimento e muitas oportunidades de trabalho posteriores. Após esse período trabalhei durante 8 anos na Rádio Soledade FM, em Tapiratiba. E foi por meio desse programa que me tornei mais conhecida no rádio e realmente ‘peguei gosto’ pelas comunicações”.

Regina também trabalhou por alguns meses na Rádio Difusora em Guaxupé, mas depois deixou a comunicação de lado por alguns anos quando foi morar em Indaiatuba, onde pode realizar mais um sonho: trabalhar com estética. “Fiz cursos de micro pigmentação Master e Cirurgia Sem Corte, abri uma clínica em ‘Indaiá’ e estava obtendo êxito também nesta área, porém um chamado muito especial me fez voltar os olhos à minha cidade e à comunicação novamente”, contou.

A volta para Tapiratiba aconteceu em 2019 quando Regina foi procurada por munícipes que lhe disseram que a cidade estava numa situação crítica, pois muitas famílias estavam passando por dificuldades por conta de que muita gente havia perdido o emprego em uma grande usina. “Peguei o celular e fiz um vídeo pedindo união dos Poderes e da população para que pudéssemos reverter algumas situações ruins que estavam acontecendo em Tapiratiba. Nunca imaginei que pudesse surtir o efeito que aconteceu. Até alimentos arrecadamos e distribuímos para essas famílias”, recordou-se.

Espontânea e sem papas na língua: Regina é uma pessoa simples e sua simplicidade cativa os públicos nas redes sociais

“EU FALO O QUE O POVO QUER OUVIR: SEM MEDO!”

A forma como Regina sempre se expôs, seja nos programas de rádio ou pelos vídeos e lives, lhe rendeu notoriedade em toda região. “Eu sou a mesma Regina em casa, no trabalho, nas lives, enfim, não tenho um personagem. Falo o que o povo quer ouvir, numa liguagem que todos entendem e sem medo”, observou.

E foi assim que mais portas profissionais se abriram à ela. Regina comandou um programa de muito sucesso em uma rádio aqui em São José e logo após sair da mesma conseguiu realizar mais um sonho: ter um programa em uma web tv. “O jornalista Pedro Baizi, proprietário da RPlay TV fez um convite para que eu integrasse sua equipe e de cara aceitei. Confio muito no trabalho dele, na RPlay e estou muito feliz e realizada com meu programa, o “Regina com Você”, que vai ao ar nas noites de quinta-feira, 20h00. Nele, sempre temos um convidado que conta um pouco de sua carreira, num bate papo bem descontraído, mas sempre destacando assuntos bem relevantes à sociedade”.

Regina também faz sucesso com o ‘Stop’, que transmite por meio de suas redes sociais, aliás, as redes sociais são suas grandes aliadas, já que comunica muito além do seu programa. “Gosto de fazer a brincadeira do Stop, mas também venho a público falar de coisas muito sérias. Meu público espera isso de mim, esse respeito, lealdade e transparência”.

HISTÓRIAS QUE EMOCIONAM

Quem trabalha ou já trabalhou em rádio ou com comunicação sabe como o público idealiza a figura do locutor. Com Regina não foi diferente. “Muitas pessoas que me conheciam pessoalmente me diziam assim: ‘nossa, mas te imaginava mais alta’; ‘quero conhecer a Regina, parece que você não é a Regina’, enfim, histórias curiosas e engraçadas ao mesmo tempo”.

Mas também existem aquelas histórias que emocionam e duas delas deixaram Regina em prantos. “Lembro de um ouvinte, o sr. José Apolinário, que era fiel ao meu programa na rádio em Tapiratiba. Um homem forte, que enfrentou inúmeros problemas, e que certo dia me fez essa pergunta: “Regina, se Deus descesse à Terra, qual seria seu único pedido a ele?” Fiquei sem resposta e devolvi a pergunta a ele. “Eu pediria para você viver até os 100 anos para você poder alegrar sempre as minhas tardes”, respondeu. Me emociono até hoje com essas palavras dele… Outra história é da querida Lígia, que ao me conhecer pessoalmente disse que eu a havia ajudado a sair da depressão por meio dos meus programas. Isso é muito gratificante para um comunicador. Tocar o coração das pessoas assim é muito especial. Sinto-me uma pessoa privilegiada! Acho que esse é o lado bom da comunicação: poder transmitir uma mensagem que possa auxiliar as pessoas, trazer conforto, carinho e ser instrumento de mudança na vida dos ouvintes, internautas”.

Entretanto, Regina também relatou o lado ruim da profissão. “Não destacaria como lado ruim, mas uma falta de respeito com o profissional que realmente quer levar a informação correta, que são os perfis fakes, que deturpam e desinformam, prestam um desserviço à população e usam a Internet, que é uma ferramenta essencial nos dias atuais, para disseminar o ódio, o rancor, mentiras, etc”.

“NINGUÉM É MAIS QUE NINGUÉM”

Na escola da vida, a qual ela faz questão de dizer que é formada, Regina disse que costuma não fazer planos para o futuro. “Deixo simplesmente as coisas fluírem. A minha pretensão enquanto pessoa e profissional é melhorar sempre, aprender sempre, mas sempre levando a verdade ao meu público.

Sobre a principal lição que aprendeu e que tenta passar aos filhos e netos, Regina foi enfática: “Aprendi que ninguém é mais que ninguém. A mão que te empurra hoje pode precisar da sua mão de amparo amanhã. Jamais devemos mudar nossa essência, nosso caráter. Somos todos iguais”, concluiu.

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