“As cores de uma vida”: Aos 94 anos, Octávio Callegari conta sua história em livro
Texto: Natália Tiezzi
É quase impossível viver aqui em Rio Pardo e não conhecer o senhor Octávio Callegari. De pintor de geladeiras na antiga refrigeração Nasser, proprietário de funilaria até exímio artista plástico, os traços e as cores sempre fizeram parte de sua vida, antes mesmo de exercer essas profissões.
Desde criança, senhor Octávio sempre gostou de desenhar e pintar. “Fui um menino diferente, curioso, prestativo. E desenhar, para mim, sempre foi uma coisa fácil, assim como pintar”, disse em um dos capítulos do livro, que conta detalhes de sua trajetória pessoal e profissional.
Intitulado “Octávio Callegari: As telas, os pincéis e as cores de uma vida”, a publicação reúne memórias do ‘pintor’, como ele próprio se define, além de depoimentos dos três filhos, dos netos, em histórias que marcaram sua vida e, provavelmente, a vida de muitas pessoas que tiveram e têm o privilégio de sua convivência.
Em alguns capítulos, senhor Octávio recordou os bons tempos em que viveu em Campinas, após o casamento com a senhora Maria Emília – uma união de mais de seis décadas. Em outras passagens, ele destacou período em que viveu na capital, cursou técnico em desenho, além dos negócios próprios que teve, a exemplo da funilaria, loja de quadros, etc.

Memórias de uma verdadeira viagem no tempo, principalmente nas décadas de 40, 50, são contadas em pequenos depoimentos dele, sempre com riqueza de detalhes.
Seus hobbies, entre eles a pescaria, passear de fusca e ouvir modas de viola também são contados na publicação, principalmente a comemoração de seus aniversários em família.
O livro foi escrito pela jornalista Natália Tiezzi que, em pouco mais de um ano, colheu depoimentos junto ao senhor Octávio, dona Emília e familiares, além de fotos que guardam e retratam momentos muito especiais do querido pai, marido, avô e bisavô.
“Escrever esse livro foi um grande privilégio. A convivência com o senhor Octávio durante as entrevistas foi de muito aprendizado, sorrisos e lágrimas de emoção. Ele é uma pessoa muito simples, de um coração que não cabe no peito, que gosta de ‘prosear’. E como aprendi com seus relatos, sua forma tranquila de enxergar e viver a vida. Me fez recordar os tempos que convivi com meus avós, se tornando um vovô muito querido para mim. Quem ainda tiver a oportunidade de conviver com seus avós, assim faça. Como cito na epígrafe do livro, na fase de Jorge Tolim, ‘Incline-se para ouvir os mais velhos. Assim irás aprender, pois a sabedoria é fruto de experiências vividas’”, concluiu a jornalista.
A publicação, que foi feita a pedido especial da família de Elieth Callegari, a primogênita do casal Octávio e Maria Emília, em homenagem ao pai, será lançada em breve.





