E. E. Euclides da Cunha promoveu “Feira do Curso Técnico de Farmácia” com palestras e ações junto aos alunos
A Escola Estadual Euclides da Cunha promoveu terça-feira, 08/09, Feira do Curso Técnico de Farmácia, cujo objetivo foi divulgar informações e atividades referentes ao curso pelos próprios alunos que o frequentam, incentivando demais estudantes do Ensino Médio a também fazê-lo, sendo uma excelente oportunidade de qualificação profissional.
De acordo com a professora do curso, a farmacêutica esteta Daniela Baldo de Castro, duas palestras foram promovidas durante a Feira, entre elas com a farmacêutica hospitalar Maria de Jesus Remédio, que durante anos se dedicou à função na Santa Casa Hospital São Vicente, e manipulação de produtos de limpeza, com o empresário Nilton Cueva, da empresa Limp Bem.
“Além das excelentes abordagens realizadas pelos nossos profissionais convidados, os alunos se empenharam muito, realizaram um excelente trabalho e conseguiram expor muitos conteúdos que aprenderam no Curso aos demais alunos. Os estudantes dos 2º e 3º anos evidenciaram diversos temas como a manipulação de cosméticos, diferenças das formas farmacêuticas cápsulas, comprimidos, drágeas, tipagem sanguínea, sistema digestivo, sistema cardiovascular, interação medicamentosa, etc”, destacou a professora.


FARMÁCIA HOSPITALAR: MUITO ALÉM DE MEDICAMENTOS
A farmacêutica hospitalar Maria destacou um pouco sobre sua abordagem junto aos alunos. “A palestra apresentou aos técnicos em farmácia uma visão ampla sobre a importância da Farmácia Hospitalar e sua participação em diferentes etapas do cuidado ao paciente. Destaquei a evolução da profissão, desde os primeiros usos de plantas medicinais e a atuação das antigas boticas, até o desenvolvimento da moderna Farmácia Hospitalar e da Farmácia Clínica”, informou.
A experiência de Maria na Santa Casa junto ao setor de Farmácia também foi evidenciado. “Apresentei os diversos caminhos percorridos pelo medicamento dentro do hospital — desde a seleção, programação, aquisição e recebimento até o armazenamento, controle, dispensação e acompanhamento de sua utilização. Ressaltei que cada uma dessas etapas representa uma importante barreira de segurança e que o uso adequado dos medicamentos está diretamente relacionado à qualidade da assistência e à segurança do paciente”.
Ela mencionou, ainda, a atuação clínica do farmacêutico, incluindo a análise da farmacoterapia, identificação de possíveis problemas relacionados aos medicamentos, conciliação medicamentosa, intervenções farmacêuticas e acompanhamento dos pacientes, sempre em conjunto com os demais profissionais da equipe de saúde.
Outro ponto abordado foi as diversas possibilidades de atuação do farmacêutico dentro do ambiente hospitalar, como Farmácia Clínica, Oncologia, Nutrição Parenteral, Farmacotécnica, compras, gestão de estoques, logística, segurança do paciente, controle de antimicrobianos, qualidade, elaboração e revisão de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), normas e protocolos institucionais, além de educação e treinamento das equipes.
A importância da gestão foi outro ponto enfatizado. O uso racional dos medicamentos, o controle de estoques, a prevenção de perdas, o acompanhamento de indicadores e o planejamento adequado contribuem não apenas para a sustentabilidade da instituição, mas principalmente para garantir que o medicamento necessário esteja disponível, com qualidade e segurança, no momento em que o paciente precisar.
“Um dos momentos de destaque foi a valorização do Técnico em Farmácia, profissional que participa diariamente de etapas fundamentais desse processo, como recebimento, armazenamento, organização, controle de validade e lotes, separação e dispensação, devoluções e cumprimento dos protocolos de segurança, sempre dentro de suas atribuições e em integração com o farmacêutico e a equipe multiprofissional”.
Maria ressaltou que a mensagem final da palestra reforçou que não existe atividade pequena quando se trabalha com medicamentos. Cada conferência, cada organização, cada procedimento corretamente executado pode representar uma barreira para evitar que um erro chegue ao paciente.
“Mais do que conhecer tarefas, o objetivo foi incentivar os profissionais a estudar, buscar conhecimento, compreender a importância de cada procedimento e valorizar sua profissão. Você pode não estar à beira do leito, mas o seu trabalho chega até o paciente. A Farmácia Hospitalar, portanto, está muito além dos medicamentos: está presente na gestão, na assistência, na segurança, na qualidade e, acima de tudo, no cuidado com o paciente”, concluiu.








