Assédio no ambiente de trabalho foi tema de palestra com a psicóloga Larissa Bernadochi e Dr. Marcelo Rocha
Texto e fotos: Natália Tiezzi – Assessoria de Comunicação Santa Casa/SAVISA

A Saúde Mental dos colaboradores foi novamente abordada durante palestra realizada pela psicóloga Larissa Bernadochi, que enfatizou o enfrentamento do Assédio no ambiente de trabalho, e também pelo advogado Dr. Marcelo Nogueira Rocha, que destacou um pouco das leis que amparam quem sofre esse tipo de violência, que pode ser psicológica, moral e física.
As palestras fizeram parte da programação e do encerramento da XVI SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho, promovida pela Santa Casa de Misericórdia Hospital São Vicente, e direcionada a funcionários da Instituição e da Operadora SAVISA.
Larissa observou que o assédio não necessariamente é promovido apenas por profissionais que atuam na chefia, diretoria, mas entre os colegas de trabalho de uma mesma área, e que precisam ser evitados, denunciados, garantindo o bem estar dos colaboradores.
“Aqui na Santa Casa notamos um ambiente de trabalho saudável, embora o stress, o cansaço sejam inerentes às situações enfrentadas no dia-a-dia de um hospital. Por isso, devemos sempre estar atentos às situações de assédio, tanto conosco, quanto com nossos colegas de trabalho”, afirmou.
Sobre ações ou situações que caracterizam assédio no trabalho, a psicóloga citou algumas, principalmente ligadas ao desrespeito, sendo humilhações, ameaças, gritos, intimidações. “Quando isso passa a acontecer de forma frequente contra o colaborador obviamente criam-se situações que o adoecem. E é por isso que é tão importante identificarmos esse tipo de comportamento indevido para tentarmos buscar auxílio psicológico, pois muitas vezes o assédio realmente leva ao adoecimento mental, estresse, tristeza, ansiedade”.
Larissa alertou que seja em situações de assedio ou demais que possam adoecer o colaborador, é necessário um olhar para si e tentar identificar, o mais rápido possível, alterações de humor, comportamento que podem sinalizar que o profissional está passando por algum momento de conflito.
“Recomendo sempre aquele olhar de atenção e carinho consigo mesmo, mas que também pode e deve ser entre os colaboradores, pois muitas vezes quem passa pelo assedio ou alguma situação de conflito não percebe o quanto mudou no ambiente de trabalho. Nestes casos, a busca por ajuda psicológica salva vidas, salva trabalhos. Não é fraqueza, mas um sinal de coragem diante dessas situações”.
A psicóloga observou, ainda, a importância de se priorizar e fazer escolhas diárias, principalmente à diminuição do estresse como, por exemplo, alimentação saudável, prática de atividade física, acolhimento.


“O ASSÉDIO PODE E DEVE SER DENUNCIADO”
Já Dr. Marcelo, que atua pela Santa Casa, também falou sobre os tipos de assédio mais comuns, enfatizando que as mulheres ainda são as maiores vítimas, inclusive nos ambientes de trabalho, observando que esse tipo de situação pode e deve ser denunciada, caso ocorra.
“Há casos de assédio desde apelidos, diminuição à capacidade do trabalhador, ridicularização frente aos demais colaboradores, até perseguições, além do assédio e importunação sexual, tão graves quanto o assédio moral, e que também, em inúmeros casos, levam a vítima ao adoecimento, principalmente mulheres, que são as que mais sofrem esse tipo de violência”, disse.
O advogado, assim como Larissa, ressaltou o bom comportamento dos colaboradores da Santa Casa, que cria uma atmosfera tranquila aos trabalhos, mas observou que caso haja alguma situação de assédio é indispensável a denúncia, pois há legislações específicas que protegem a vítima destes comportamentos abusivos. E o denunciante pode fazê-la em total sigilo às autoridades competentes.
“Embora haja mecanismos às denúncias, temos que sempre lutar para combater o assédio no trabalho, criando uma conscientização aos profissionais de todas as áreas, para que compreendam que o respeito também é a base à qualidade das funções no trabalho e evita muitos problemas, inclusive com a Justiça”, observou.
Ele foi além e salientou que, ao longo dos anos, as mulheres foram responsáveis pelas leis que as amparam. “Mais do que criar uma consciência ao equilíbrio no ambiente de trabalho, reprimir e abolir o assédio, precisamos conscientizar a todos que o mundo está em transformação e que é preciso respeitar as pessoas como elas são”, concluiu.
Ao final das palestras, foram apresentados os novos membros eleitos à CIPA 2026/27 e a despedida dos membros da gestão anterior.
A XVI SIPAT foi encerrada com sorteio de brindes aos colaboradores que participaram das ações da Semana, que foi selada com uma confraternização no Grêmio da Santa Casa.
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