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A Crônica da Semana: Lúcia Vitto – Memória viva da Arte e de muitas Semanas Euclidianas…

Texto: Natália Tiezzi

Amigos internautas e leitores. A Crônica dessa semana é, na verdade, mais que uma homenagem: é um agradecimento e um reconhecimento a uma mulher, atriz, que muito contribuiu (e contribui) à Cultura rio-pardense e que, num período de Semana Euclidiana, merece ser lembrada: Lúcia Helena Vitto.

Através de sua arte tão peculiar, a de expressão, muito mais da alma do que do corpo, ela ensinou às novas gerações suas técnicas, conhecimentos, experiências e vivências dos muitos palcos em que atuou.

Na Fábrica de Expressão ‘ergueu’ um verdadeiro império cultural, contribuindo à difusão das tantas expressões que cabem naquela espaço.

No extinto DEC – Departamento de Esportes e Cultura, talvez onde encontrou seus maiores desafios e conquistas profissionais, atuou com personalidade, misturando ‘o sagrado e o profano’: quem não conheceu a Lúcia enérgica e, ao mesmo tempo, a brincalhona?

Por lá, as duas faces da atriz tiveram que ‘entrar em cena’, principalmente nas brilhantes conduções e estratégicas à continuidade e sobrevivência de muitos projetos, inclusive a própria Fábrica.

Criativa, inteligente, mas, acima de tudo, sincera, Lúcia colecionou amigos, verdadeiros irmãos, nos muitos trabalhos que desenvolveu enquanto funcionária pública, a exemplo de Agenor Ribeiro Netto, Eliana Dipe, Renata Aga, Nelson Alves Filho, o saudoso Marlon Callegari da Silva, estes da chamada ‘velha guarda’.

Outra característica peculiar dela é o senso crítico, que a levou a conquistar muito além dos palcos, mas auxiliou muitas pessoas a enxergarem e a entenderem que a Arte é a própria vida, às vezes um pouco melhorada, às vezes mais dramática, mas, acima de tudo, presente, democrática.

Lúcia em suas muitas faces: Sua arte imita a vida e sua vida imita a arte!

E já que estamos tão próximos da Semana Euclidiana, muitas que aconteceram anos atrás também tiveram ‘o dedinho’, aliás as mãos, braços, pernas e cabeça pensante de Lúcia. É impossível falar neste evento tão emblemático e não remeter a eventos que a marcaram tanto.

De descarregar cadeiras a projetar grandiosos e marcantes espetáculos cênicos, Lúcia ‘era pau para toda obra’: o objetivo era sempre o mesmo: dar oportunidade à população, não apenas a um nicho dela, à cultura, disseminar as artes para todos, porém não qualquer manifestação artística, mas aquela que brilhava aos olhos, pensada, preparada e executada com atenção, carinho e dedicação, tal qual Lúcia sempre entregou em seus trabalhos.

Ontem, 05/08,ela festejou seu aniversário e essa crônica é um singelo ‘presente’, em nome de muitas pessoas, que muito fizeram à arte rio-pardense, e que jamais podem ser esquecidas.

Em tempo: Conheci Lúcia quando eu era uma criança já curiosa. A casa onde minha família residia ficava em frente ao ‘antigo teatro’ onde Lúcia, o saudoso Benê Trevisan entre tantos outros nomes ensaiavam. Olhava aquelas ‘figuras diferentes’ e Lúcia me chamava a atenção pelos cabelos curtos, a face e corpo expressivos… Muito tempo depois, a encontrei num feliz momento de minha vida profissional, quando foi minha ‘fonte’ em inúmeras matérias que fiz para os jornais impressos em que trabalhei como repórter. Um pouco mais tarde, nossas vidas se cruzaram novamente, dessa vez no DEC, quando, por um curto período, atuei como assessora de comunicação. Lembro do carinho como ela e o então presidente da autarquia, Marlon, me receberam, e da confiança em mim depositada à divulgação de um Departamento amplo em informação. Ríamos, chorávamos, trabalhávamos com garra e afinco, e devo muito à Lúcia do que aprendi com relação à Cultura, à amizade, a respeito e, claro, à alegria e ao humor, por vezes ácido!

A você, minha grande amiga, o meu sempre obrigada! E, atrasado, mas de coração: Feliz Aniversário!

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