Sidney Braga: Cinegrafista investe na comida oriental para sobreviver na Pandemia

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Com os trabalhos reduzidos devido ao isolamento social, ele está viabilizando um sonho antigo

Reportagem e texto: Natália Tiezzi

De repente, o contrato de aniversário foi cancelado, o casamento desmarcado, o evento adiado. E as câmeras e filmadoras, que garantiam o sustento, desligadas. Mas, muitas vezes, da adversidade surge a oportunidade. Assim está acontecendo na vida do cinegrafista e fotógrafo Sidney Braga.

Devido ao isolamento social, ele teve que apagar os flashes, mas iluminou um sonho antigo, que está garantindo sua sobrevivência nestes tempos de Pandemia: fazer e servir a arte da comida oriental aos rio-pardenses.

O Japan Food – Brazilian Flavor já está em funcionamento e Sidney inovou em alguns pratos, misturando a cultura oriental com o sabor tipicamente brasileiro, já que o cinegrafista também residiu por alguns anos no Japão e aprendeu muitos segredos culinários por lá.

Apesar de estar se dedicando ao novo trabalho, Sidney não pretende abandonar as filmagens e a fotografia. Ele está aproveitando essa quarentena para organizar seu novo estúdio.

Confira, na entrevista abaixo, mais detalhes desta nova opção em sabores em São José, sendo mais um exemplo de que nos momentos mais difíceis podem ser colocados em prática os maiores sonhos adormecidos.

Sidney, como está sendo essa nova fase sem a câmera e a filmadora?

O impacto da Pandemia na minha profissão foi muito grande. Tive que deixar de fazer duas coisas que gostava muito, que é filmar e fotografar. É difícil ver aniversários cancelados, casamentos remanejados, alguns eventos cancelados. De repente me vi sem poder trabalhar e sem remuneração!

Por que optou pela cozinha oriental? Já era um sonho antigo?

A opção não foi exatamente pela comida japonesa, mas sim pela arte da comida oriental. Morei no Japão por 6 Anos e pude notar o capricho dos pratos, o colorido e a harmonia e isto me fascinava, mas aqui no Brasil têm muita gente que não gosta da comida japonesa e no comércio já existe bastante casas revendendo o produto. Daí resolvi inovar com o mesmo capricho, porém com o sabor nacional.

Onde aprendeu a fazer os pratos? Você conta com o auxílio de alguém na cozinha?

Trabalhei no Japão em uma fábrica de alimentos – preparava o arroz japonês em várias formas para fazer sushi / oniguiri e outros pratos, mas a criação dos pratos que estou fazendo hoje é minha, inspirada na cozinha oriental. Inicialmente somente eu e minha esposa estamos neste empreendimento.

Poderia citar algumas especialidades e novidades da casa?

Comecei inicialmente com o “Lanshi”, um sushi, em outra forma, com sabor nacional. Um lanche com base de arroz composto por grelhados e frios. Ele é composto da mesma forma, porém sem o Nori (algas, que muitos não gostam ). Na opinião de quem já experimentou, o Lanshi é uma refeição leve e de qualidade, pois ele é composto de arroz, omelete, grelhado, pepino, rúcula ou alface, bacon, e fechado com uma tira de Nori.

Como são as vendas? Apenas delivery ou também revendas de produtos?

Trabalhamos por enquanto no sistema Delivery e fazendo parcerias com o comércio local para revender nossos produtos. Já tenho interessados que serão apresentados assim que conseguir concluir as normas para venda no comércio.

Você pretende continuar neste ramo de alimentação após a Pandemia?

Acredito que tudo em nossa vida só saberemos se vai dar certo ou não se tentarmos. Eu espero que com este novo negócio eu consiga passar esta fase da vida pelo menos com mais tranquilidade, pois na minha área acredito que não será em breve que iremos começar a trabalhar.

Estou trabalhando para que tudo dê certo! Sobre as filmagens e fotografias, tenho vários casamentos agendados até 2021 e pretendo continuar na área assim que tudo voltar ao normal. E conciliar ambos trabalhos, já que os eventos são realizados geralmente aos sábados, único dia que terei que me programar com relação ao Japan Food – Brazilian Flavor.

Para finalizar, uma frase para pessoas que como você, também perderam ou não estão podendo trabalhar.

Acredito que tudo isso não passa de mais uma fase e que logo iremos voltar à normalidade. Mas acreditar não é ficar de braço cruzado esperando ajuda do governo, amigos ou familiares. Temos que agir!

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