Rio Pardo 2050 e o Agronegócio: Como transformar as dificuldades em oportunidades

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O agronegócio, suas perspectivas durante e após a pandemia estão sendo temas para mais um questionário preparado pelo Projeto Rio Pardo 2050, que nesta semana inicia sua pesquisa junto aos agricultores. São José do Rio Pardo é considerada uma cidade que possui uma forte base econômica vinda da atividade agrícola, sendo historicamente responsável por grande parte do desenvolvimento do município. Mas, para manter esta tradição, muitas mudanças devem acontecer a partir de agora.

Existem muitas incertezas no presente e no horizonte de curto prazo. Uma das poucas convicções produzidas pelo episódio que estamos vivendo é: nada mais será como antes. Muitas mudanças e transformações ocorrerão em todas as áreas da atividade humana, seja pessoal, familiar, empresarial ou social. E a agricultura não ficará de fora.

Segundo estudos do setor, a presença da tecnologia e da ciência deve se intensificar, bem como o crescente emprego de recursos digitais. O acesso ao conhecimento científico e às novas soluções tecnológicas para melhor produtividade, a implantação de projetos que melhorem a gestão e otimizem o aproveitamento dos recursos humanos, técnicos e naturais dos estabelecimentos rurais de pequeno e médio porte, assim como o investimento na valorização da produção local e em certidão de origem, estruturadas em um projeto de médio e longo prazo deverá ser fundamental para que o setor supere as dificuldades impostas pela atual realidade.

Outra realidade que estes estudos revelam é sobre as transações online, que se tornaram mais habituais no dia a dia dos produtores. A experiência do Brasil em sites voltados à agricultura ainda não está no patamar de outros setores de e-commerce varejista, como moda, alimentação e eletrônicos, entre outros. Mas, a tendência é que cresçam com a pandemia tanto na compra de insumos, como para obtenção de crédito rural.

Neste sentido, o Projeto Rio Pardo 2050 pretende obter informações de produtores rurais, trabalhadores do campo, empresários do agronegócio e profissionais que atuam neste segmento, traçando um diagnóstico atual da atividade agrícola do município, com seus aspectos positivos e dificuldades, assim como entender como este setor está se preparando para a retomada da economia, diante das oportunidades que certamente devem ocorrer para o crescimento de suas atividades e de sua contribuição para a economia local.

Outra importante avaliação será sobre a sucessão familiar destas propriedades rurais atuantes no município, assim como chegada das recentes gerações que veem o campo como uma alternativa para dar continuidade ao trabalho da família, numa visão de médio e longo prazo.

Para a aplicação da pesquisa, o Rio Pardo 2050 disponibiliza um questionário através do link https://forms.gle/nhgyjHh4f4RyDYJn7. As informações sobre o trabalho podem ser obtidas no site www.riopardo2050 ou em suas redes sociais oficiais no Facebook, LinkedIn e Instagram. Além disso, parcerias com o Sindicato Rural e outras instituições públicas e privadas ligadas ao agronegócio também foram contatadas para auxiliar no levantamento de dados.

Agronegócio no Brasil cresce mesmo na pandemia.

Mesmo no cenário de terra arrasada na economia brasileira por causa do novo Corona-vírus, o agronegócio avança. Com crescimento esperado de até 3% neste ano — contra uma retração da economia que pode chegar a 7% em algumas previsões —, a agropecuária aproveita vantagens criadas pela pandemia no mercado internacional.

Dados divulgados pelos Ministérios da Agricultura (Mapa) e da Economia, referentes à balança comercial, apontaram que o mês de abril foi de recorde para as exportações de alguns produtos da agropecuária, como soja, carne e algodão, as maiores produções do Estado de Mato Grosso. Um estudo da Agrinvest Commodities apontou que o Brasil deve sair duplamente fortalecido da crise econômica causada pelo surto do Corona-vírus, por causa do aumento da demanda e das consequências inflacionárias.

Posicionado como “fornecedor fiel” de alimentos, o Brasil conquistou novos mercados lá fora em pleno abalo global. E bate recorde em exportações agrícolas, turbinadas pela alta do dólar provocada pelas crises sanitária, econômica e política. Ao mesmo tempo, apesar das restrições de mobilidade, os produtores conseguiram manter o abastecimento interno num momento em que os brasileiros priorizaram a compra de alimentos.

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