Resgate à memória: Rio-pardense conta a história da cidade através de fotos

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Uma viagem ao passado contada por meio de muitas e muitas imagens. É assim o pintor Nelson Simplício da Silva resgata um pouco da memória rio-pardense. Em entrevista ao site, ele contou que começou a divulgar as fotos em 2016 através do grupo ‘Maravilhas de São José do Rio Pardo’ e nunca mais parou. Hoje, além do grupo, ele também faz suas postagens na página ‘Cantinho da Saudade’ e em seu perfil no Facebook.

“Sempre gostei de fotos antigas, de reviver alguns momentos da minha infância e conhecer tantos outros. É uma forma singela de também levar conhecimento para muita gente, principalmente os mais jovens. Retratar a cidade através dessas imagens é minha paixão”, contou.

Além dos jovens, Nelson vem despertando uma grande nostalgia no público da Melhor Idade, inclusive rio-pardenses que vivem fora de São José. “Não imaginava que essas postagens iriam despertar esse sentimento tão bom nas pessoas, de saudade, de boas lembranças, enfim, muita gente me agradece pelas fotos e até se emociona quando é algum lugar que fez parte de suas vidas”, destacou.

Nelson disse ainda que o mais interessante são as histórias que as pessoas postam nos comentários das fotos. “Na verdade, a história é contada por aqueles que veem e curtem as imagens. Cada um com um olhar, um momento vivido ou contando, de fato, sobre o que está retratado, principalmente casas, ruas e comércios antigos. Eu mesmo fiquei sabendo de muita coisa assim. Na verdade, eu posto a foto, explico minimamente sobre ela e depois o pessoal se encarrega de contar a história da mesma”, explicou.

UM ‘CAÇADOR’ DE FOTOS ANTIGAS

Para abastecer os grupos com as fotos, Nelson afirmou que ‘corre a cidade’ atrás delas. “Às vezes passo em frente a algum casarão e fico curioso para saber sua história. Aí começo a correr atrás de familiares, proprietários ou pessoas que, como eu, também apreciam as imagens, como é o caso do amigo Chilinho. Ele tem muita foto antiga e já me cedeu muitas para postar. Entretanto, às vezes não é fácil conseguir a foto. Passo semanas e até meses à procura”.

Nelson informou que também utiliza os livros do saudoso professor Rodolpho José Del Guerra para enriquecer suas postagens. “Conheci o sr. Rodolpho, mas nunca tive a oportunidade de ler nenhum livro dele. Faz pouco tempo que tive contato com alguns títulos e me encantei com a riqueza, principalmente em fotos. Acho que as pessoas precisam conhecer a obra que ele deixou e eu contribuo um pouquinho para isso por meio das fotografias presentes em seus livros”.

Entre as fotografias que mais o emocionaram em suas postagens, Nelson destacou a da Casa Braghetta e também do trem da antiga Fepasa que passava pelo pontilhão sobre o rio Pardo. “A da Casa Braghetta foi difícil encontrar e quando postei uma pessoa da família Braghetta me escreveu e disse que havia se emocionado com a foto, que a fez recordar momentos muito especiais do seu passado. Já a do trem é um resgate à minha infância, uma vez que morei em um sítio que ficava próximo à ferrovia e minha irmã e eu gostávamos de ver e ouvi-lo passar”.

E não são apenas as fotos antigas postadas por Nelson que despertam sentimentos. Ele disse que também fotografa muitos pontos da cidade, inclusive alguns prédios e casas que estão se deteriorando com o tempo. “É uma judiação dois casarões tão imponentes à rua Francisquinho Dias em ruínas e ninguém toma nenhuma atitude. Essas fotografias que faço são também para chamar a atenção que é necessário cuidar destes patrimônios”, observou.

EXPOSIÇÃO E MUSEU FOTOGRÁFICO

Nelson afirmou que quer fazer uma exposição de fotos antigas ainda este ano na cidade. “Serão centenas de fotos e acho que as pessoas vão gostar, desde os mais velhos até as crianças”, considerou.

Sobre um sonho, ele disse que quer fundar um museu fotográfico em Rio Pardo. “Sei que não é fácil, mas amo tanto levar até o público todas essas fotografias que esse museu é um grande sonho que gostaria de realizar. Fotografia foi, é e sempre será uma fonte de conhecimento para todos”, concluiu.

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