Renato Giovanelli: Ele saiu de Rio Pardo aos 17 anos e é Educador Físico em São Paulo

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Apaixonado por esportes desde criança, ele destacou que isso acabou influenciando pela escolha da Educação Física

Entrevista e texto: Natália Tiezzi

Amigos internautas, o www.minhasaojose.com.br traz em seu espaço “Cadê Você?” desta semana a história profissional de um rio-pardense que deixou sua terra natal ainda muito jovem, com apenas 17 anos, mas com a certeza de que havia feito a escolha certa pela carreira, o Educador Físico Renato Ribeiro Giovanelli.

Ele cursou Educação Física na UNESP de Rio Claro e concluiu o curso em 2010. Enquanto residiu em São José, ele estudou dos 3 aos 17 anos no Colégio De Grau em Grau/COC e foi lá, com os professores da disciplina, que começou a se apaixonar pelos esportes.

“Comecei a me interessar pelos esportes na escola, quando tinha 7 anos, e entrei na escolinha de basquete do Rio Pardo Futebol Clube. Tive o incentivo do meus pais e principalmente dos meus professores de Educação Física, Luis Antônio de Souza Junior (Juninho) e Emerson, que eram os meus professores no De Grau e nas escolinhas do Rio Pardo, juntamente com o professor Hebinho”, lembrou.

Após a graduação, Renato fez diversos cursos na área de Educação Física Escolar e também nas áreas de clubes, recreação e academia, inclusive em algumas empresas onde trabalhou como a renomada Repúbllica do Lago Acampamento, Wellness Running e Bem Me Quer Sports.

Ao longo da entrevista, Renato contou detalhes da profissão, que desempenha há seis anos em São Paulo, cidade onde reside atualmente. Ele também destacou momentos marcantes da carreira, as saudades que sente daqui, inclusive do cheiro de alho e cebola fritos pela mãe e pela madrinha durante o preparo das refeições.

Renato falou, ainda, sobre os projetos para o futuro que, por enquanto, se concentram na capital, mas não descartou a possibilidade de um retorno à ‘terrinha’.

Em ambas fotos, Renato, ainda criança quando estudava no Colégio De Grau em Grau/COC, onde teve seu primeiro contato com os esportes

Confira, abaixo, a entrevista na íntegra.

Renato, quando surgiu essa paixão pelos esportes? Quem o incentivou e qual foi o primeiro esporte que praticou?

Renato Ribeiro Giovanelli: Começou na escola quando tinha 7 anos e entrei na escolinha de basquete do RPFC! Tive o incentivo do meus pais e principalmente dos meus professores de Educação Física, Juninho e Emerson, que também eram os professores do De Grau e das escolinhas do Rio Pardo, juntamente com o Hebinho! Basquete foi minha infância e o Rio Pardo F.C. meu quintal!!!

Essa paixão o levou a cursar Educação Física ou não o influenciou na escolha?

Influenciou e muito a minha escolha em cursar Educação Física. Sempre frequentava as aulas de educação física e se pudesse as das outras classes. Amava praticar esportes!! Além do basquete, também treinava futebol no alvinegro. O esporte sempre esteve na minha vida e não me via fazendo outra coisa a não ser algo relacionado a ele. E tinha o objetivo de passar na faculdade considerada a melhor do Brasil na área de Educação Física na época. E com muita dedicação e com muito apoio dos meus pais eu obtive êxito no vestibular da UNESP em Rio Claro em 2007, ano que completei 18 anos.

Neste registro, o professor durante recreação na Repubblica do Lago, em Leme

Qual foi o seu primeiro emprego na área?

Meu primeiro emprego foi ainda na faculdade, no Acampamento Republica Lago, como monitor de recreação localizado na cidade de Leme – SP. Iniciei os trabalhos em meados de 2008, logo no segundo ano de faculdade. Lugar mágico que considero minha segunda casa, pois trabalhei por 10 anos seguidos e ainda faço alguns eventos esporádicos deles aqui na capital.

Renato, e quais são seus trabalhos atuais na Educação Física?

Hoje trabalho na empresa Bem Me Quer Assessoria Esportiva em dois condomínios de luxo na cidade de Osasco e São Paulo. Atuo como professor e coordenador de atividades esportivas do condomínio. Também faço eventos pelo acampamento Republlica Lago e particulares também.

E qual foi o momento mais especial/marcante de sua carreira?

Foi quando me arrisquei em concursos públicos e consegui passar em primeiro lugar na cidade de Santa Rita do Passa Quatro! Tinha 22 anos, recém formado e com uma responsabilidade gigante nas mãos: 15 salas, com cerca de 20 alunos cada pela frente, primeira experiência na área escolar! Foram 2 anos espetaculares, onde realmente ganhei experiência profissional e de vida que até hoje me marcam muito. Levo amigos e amigas que foram uma família para mim os dois anos que fiquei naquela cidade. E tenho certeza que deixei marcas como profissional na escola em que ministrei aulas, a Madre Carmelita.

Renato (o último em pé, da esquerda para a direita) com a equipe da Bem me Quer Assessoria Esportiva

O que é o melhor e o que é o pior em morar fora tão jovem?

A parte melhor é a independência que você adquire conforme vai passando os anos. Isso é essencial na vida! A parte ruim é a saudade da família, que você passa a ver bem menos do que deseja e, claro, a saudade da comida da mãe, que faz falta sempre!

Já que falou em saudade, qual é a maior delas aqui de São José?

Tenho várias: meus pais, que atualmente consigo ver uma vez por mês (na primeira quarentena fiquei 6 meses sem vê-los). Meus amigos de infância que também vejo muito pouco, e a tranquilidade de uma cidade do interior. São Paulo é correria o dia todo com o transporte! São José é mais tranquilo, finais de semana é uma paz… sem barulhos de carros, buzinas, poluição, etc…

Outro registro de atividades com o professor Renato: Paixão pelos esportes e por recreação com as crianças

Vamos recordar um pouco mais a terrinha. Cite um sabor, um cheiro e um som que lembrem Rio Pardo.

Um sabor que me lembra São José com certeza o pastel de feira, que me lembram as grandes Semanas Euclidianas, com as barracas na praça e aquela animação no começo de agosto!

Um cheiro que me lembra São José é quando alguém está fritando cebola e alho, aquele cheiro me lembra minha casa, minha mãe e minha madrinha Rita cozinhando na minha infância e aquele cheiro dominava minha casa”

Um som que me lembra São José é qualquer sertanejo mais antigo que me faz recordar os grandes rodeios da cidade, que mobilizavam os jovens em meados de abril! Tem também outro que marcou minha infância que foi o apito do trem azul, que com certeza marcou a infância de muitos na cidade!

Renato, quais são seus projetos para o futuro? Voltar a morar e trabalhar aqui em Rio Pardo faz parte deles?

Tenho muitos projetos sim! Me especializar na minha área o máximo possível e investir muito na minha carreira, conseguir montar algo meu futuramente na área esportiva ou escolar, que são minhas paixões, com possibilidades de ser em São José quem sabe… Mas, no momento vejo a minha vida em São Paulo. Porém, não descarto mais para frente poder voltar para minha cidade querida!!!

Renato com os pais, o casal Rubens e Dulce, e a sobrinha Isabella
Neste registro, Renato segurando Isabella, a mãe, Dulce e o irmão, João Gabriel
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