“População não quer muito, somente o básico do Executivo”, avaliam vereadores

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Os sete vereadores, que são contrários a algumas linhas de conduta da atual administração, destacaram como pretendem agir neste último ano de mandato

Os vereadores que atualmente são contrários a algumas linhas de conduta que julgam arbitrárias do Executivo, entre eles Rafael Kocian, Pedo Giantomassi, Lúcia Libânio, Sidney Morgan, Mateus Mafepi, Carlos de Oliveira, além de Luís Henrique Artioli Tobias, atual presidente da Câmara, falaram sobre as perspectivas sobre este último ano de mandato, bem como fizeram uma avaliação da atual administração frente não apenas ao Legislativo, mas à população e funcionalismo público.

Eles também destacaram algumas frustrações e o que esperam das próximas eleições, chamando a atenção para o que se conhece popularmente como ‘voto de protesto’.

A entrevista foi realizada na Câmara, a convite do www.minhasaojose.com.br, que também abordará o assunto em outra oportunidade com os vereadores que formam a popular base de apoio ao prefeito Ernani Vasconcelos na Casa de Leis. Confira, abaixo, a entrevista com os sete vereadores.

Como será o trabalho de vocês neste último ano de mandato, visto que este é um ano de eleições?

Rafael Kocian: Nossa postura permanecerá a mesma dos últimos três anos, inclusive com relação à independência entre nós e o Executivo, sempre em busca daquilo que for o melhor para a população, bem como para o próprio funcionalismo, fiscalizando para que os recursos públicos sejam bem aplicados.

Lúcia Libânio: Reitero que nossa postura com o Executivo também prevalecerá, inclusive sempre abertos ao diálogo e alertando ao prefeito Ernani, principalmente sobre cumprimentos de prazos para obtenção de recursos.

Sidney Morgan: Aliás, esse é um dos papéis do vereador e que procuramos desempenhar mesmo diante de inúmeras dificuldades, o de fiscalizar, levantar os problemas junto à população e, na medida do que é possível, ajudarmos na resolução dos mesmos.

E com relação ao Executivo em si, quais são as perspectivas para este último ano da administração Ernani na Prefeitura?

Pedro Giantomassi: Embora estejamos muito frustrados, assim como a maioria da população com relação à essa administração, esperamos que pelo menos algumas obras sejam concluídas e que o Prefeito volte seus olhos aos rio-pardenses, pois parece que nos últimos três anos eles permaneceram fechados, assim como para o funcionalismo público.

Vereadores geralmente são alvos de muitos pedidos. O que mais a população rio-pardense está pedindo atualmente?

Lúcia Libânio: De maneira geral, o rio-pardense pede tão pouco… o básico: tapa buracos bem feito, limpeza de ruas e terrenos, qualidade da água e abastecimento, enfim, nada do que a gestão não tenha obrigação de fazer. E basta querer, pois há condições para isso.

Fala-se muito em ‘a culpa é do prefeito’. Mas, e os Secterários Municipais – Eles também têm parcela de culpa em situações de caos, como algumas em que a própria população relata ultimamente?

Carlos de Oliveira: Acredito que essa rotatividade de secretários é muito ruim para qualquer área de atuação, principalmente na Secretaria de Gestão, que mudou 9 vezes de secretário nestes últimos 3 anos.

Pedro Giantomassi: Além disso, alguns secretários ocuparam pastas sem nenhum conhecimento técnico sobre as áreas. É muito difícil desempenhar ou delegar funções se você não sabe ou não conhece sobre a situação.

Rafael Kocian: Soma-se à falta de qualificação ao cargo, a falta de fiscalização por parte do próprio prefeito, que pouco fica na Prefeitura. Sendo assim, o secretariado também não fiscaliza seus subordinados, tonando-se, muitas vezes, um círculo vicioso inoperante. Neste ínterim vale aquele velho ditado: “É o olho do dono que engorda o porco”.

Lúcia Libânio: Alguns até demonstraram vontade de fazer acontecer no início da administração, mas acho que desanimaram, não apenas por tudo que meus colegas apontaram, mas também pelo fato de não terem autonomia e muitas vezes faltar o básico para fazer as secretarias funcionarem bem.

Luís Henrique, especificamente sobre a presidência da Câmara, como será sua conduta?

Importante destacar que não fazemos ‘oposição por oposição’, mas sim oposição contra idéias e atitudes do Executivo que sejam contrárias ao bem público. Vamos apoiar sempre o que é benéfico à população, caso contrário o grupo se posicionará contra nas votações. Neste último ano de mandato também vamos informar aos munícipes, além dos requerimentos e projetos de lei, aquilo que os vereadores evitaram e contribuíram para não tornar o problema ainda maior à comunidade.

O que faltou para o êxito na atual administração?

Lúcia Libânio: Em 16 anos de Câmara nunca me deparei com uma gestão assim, tão complicada, onde se defende agredindo. Faltou competência e sobrou omissão. E vou além: minha maior decepção em todos esses anos foi com o vice-prefeito. O Reinaldo Milan era funcionário público, da Saúde, sabia os problemas enfrentados pelo menos nessa pasta, tinha conhecimento popular, foi vereador e também se omitiu diante da gestão.

Pedro Giantomassi: Faltou comprometimento com a população e, claro, planejamento de gestão.

O que vocês esperam do próximo prefeito?

Carlos de Oliveira: Ele terá muito trabalho pela frente, principalmente para conseguir o apoio do funcionalismo a seu governo, independente de quem for eleito. O funcionalismo é o braço direito da prefeitura.

Rafael Kocian: Embora estejamos um pouco frustrados é preciso acreditar que vai melhorar e que a próxima gestão não cometerá os mesmos equívocos dessa, pois orçamento terá: serão R$ 210 milhões. Basta saber planejar e administrar para o bem comum, pois acho que é isso que todos nós, enquanto cidadãos, esperamos.

Sidney Morgan: Além da população, o próximo prefeito precisa ouvir um pouco mais a experiência dos funcionários públicos. Pessoas que vivenciam os problemas da Máquina Administrativa no dia-a-dia. Além disso, valorizar o funcionalismo não apenas financeiramente falando, mas proporcionar oportunidades de crescimento profissional.

E com relação aos novos vereadores que forem eleitos?

Rafael Kocian: Independentemente se formos ou não eleitos, nossa missão será sempre fiscalizar os recursos públicos e sermos os olhos da população perante ao Executivo. Que os próximos eleitos também tenham esse comprometimento com seus eleitores. Importante destacar que os novos eleitos passarão por um curso, que será realizado entre outubro e dezembro, sobre alguns procedimentos da Câmara. São conhecimentos básicos que acreditamos ser de suma importância para o bom desempenho de todos.

Para finalizar, vocês acreditam que nesta eleição poderá ter muitos ‘votos de protesto’. Como analisam isso?

Lúcia Libânio: Sabemos que a tendência é realmente ter votos de protesto devido a esse desânimo da população com a administração. Porém, o voto de protesto é um grande erro. É preciso saber escolher seu candidato, analisar propostas e o conhecimento de cada um, seja para prefeito ou para vereador.

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