Marielle Rioli: Há 15 anos em São Paulo, ela é Supervisora em uma grande Agência Bancária

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Formada em Farmácia e Bioquímica, ela não hesitou em mudar de área para alcançar o êxito profissional

Entrevista e texto: Natália Tiezzi

Nossa segunda entrevista da série “Cadê Você” é com a rio-pardense Marielle Cristina Rioli, que saiu de São José do Rio Pardo muito jovem, aos 20 anos, para estudar em São Paulo e que se adaptou muito bem à cidade grande, onde reside há 15 anos.

Curiosamente, Marielle graduou-se em uma profissão, mas acabou exercendo outra, em uma área bem diferente de sua graduação. E, conforme explicou, essa mudança profissional foi muito positiva, já que com muita competência, dedicação e estudos foi conquistando seu espaço e há dois anos ocupa um cargo que lhe exige muita responsabilidade em uma agência bancária.

Além da profissão, Marielle também falou do grande apoio dos pais, o casal Vera e Jurandir Rioli, quando ela decidiu morar e estudar na capital. A bancária também mencionou os irmãos, Márcio Domingos e Marcos Tadeu que, embora em outras carreiras, são seus grandes exemplos de seriedade e dedicação profissionais.

Durante a entrevista, Marielle destacou ainda alguns momentos marcantes de sua carreira, grandes lições de sobrevivência em uma metrópole e, embora estabilizada profissionalmente em São Paulo, ela não descarta a possibilidade de um retorno à terra natal. “É aí, junto da minha família, onde recarrego minhas energias e encontro aquela paz que só temos no interior”, afirmou.

Confira, abaixo, a entrevista na íntegra.

Marielle disse que sempre contou com o apoio dos pais em sua decisão de viver em São Paulo e tem nos irmãos grandes exemplos de dedicação e seriedade profissionais

Marielle, vamos começar falando um pouco de seus estudos em São José e depois sua formação profissional. Em quais instituições estudou?

Marielle Cristina Rioli: Enquanto morei em São José estudei nas escolas “Euclides da Cunha”, Fundação Educacional, Colégio Objetivo e De Grau em Grau – COC. Graduei-me em Farmácia e Bioquímica pelas Faculdades Oswaldo Cruz em São Paulo. Depois fiz pós graduação MBA em Empreendedorismo na área de Administração.

Você escolheu um curso bem diferente de seus irmãos, por exemplo, que fizeram carreira no Direito. Por que optou por essa área?

Embora estivesse vivenciando as alegrias das conquistas dos meus irmãos no Direito, aos 18 anos eu me interessava mais pelas áreas de Ciências e da Saúde, por isso optei pelo curso de Farmácia e Bioquímica. Meus pais sempre apoiaram essa escolha e meus irmãos também. Quanto à área profissional não houve influência de ambos, mas com certeza a seriedade e dedicação com que eles lidam com suas carreiras influenciou e segue influenciando em toda a minha vida profissional, independente das áreas de atuação.

O que a motivou a estudar e trabalhar em São Paulo?

Eu moro em São Paulo há 15 anos. Quando vim para fazer a faculdade contei com o apoio do meu saudoso tio Milson Nogueira e da minha tia Cléria. Na época morávamos no mesmo prédio e isso me motivou. O primeiro ano aqui foi difícil, pois sentia muita saudade da família e precisava me adaptar a um novo estilo de vida. Meus pais não permitiram que eu desistisse, ainda bem, pois com o tempo fui conquistando maturidade e independência, e hoje sou muito grata a eles por esse apoio, sem o qual não teria atingido meus objetivos.

Qual foi seu primeiro emprego e onde trabalha atualmente?

Meu primeiro emprego foi como farmacêutica em uma rede de drogarias assim que concluí a graduação. Mas logo depois eu comecei a me preparar para concurso público e fui aprovada em uma agência bancária. Não hesitei em mudar de área profissional e nunca me arrependi disso. Iniciei a nova jornada em um departamento interno do banco, onde trabalho há 10 anos. Participei de processos seletivos internos para ascender profissionalmente, e em 2018 fui promovida a Supervisora de Centralizadora, função que exerço atualmente.

Você já vivenciou um grande desafio profissional?

A função de Supervisora foi meu primeiro cargo gerencial e, sim, um grande desafio profissional. Eu estava à frente de uma das equipes da Centralizadora, com 23 pessoas e algumas metas importantes para atingir com eles. Eu havia tido um grande exemplo de Gestor nos anos anteriores, o meu Supervisor, que sempre atuou com grande generosidade, sensibilidade no trato com a equipe e uma ótima visão estratégica. Com essa base, encarei o desafio, e em 2 anos à frente dessa equipe conquistamos resultados excelentes. Construímos uma pequena história de sucesso, o que me motivou a seguir em busca de novos desafios na área gerencial.

O que é o melhor e o pior em sua profissão?

O melhor é a possibilidade de fazer a diferença na vida pessoal e profissional das pessoas com quem trabalho diretamente, bem como colaborar com meus colegas das agências para que os clientes do banco tenham suas necessidades atendidas com rapidez e qualidade. O maior desafio talvez seja lidar com a pressão diária, característica das instituições financeiras.

Em todos esses anos de profissão algum momento te marcou?

No final de 2019 eu fui representar o meu setor na Matriz da Instituição Financeira em que trabalho, em um evento de reconhecimento para as Unidades que mais se destacaram naquele ano. Nessa oportunidade, pude fazer um pequeno discurso para o Presidente da empresa, relatando sobre como trabalhar com foco nas pessoas e união entre as equipes colaborou para nossos bons resultados. Porém, ainda mais emocionantes do que estar nesse evento, foram os momentos em que percebi que o meu trabalho ajudou de alguma forma na evolução pessoal e/ou profissional das pessoas da minha equipe. Esse é o meu principal objetivo, e o que mais me realiza na atividade que exerço atualmente.

Qual a principal lição que a carreira na cidade grande te ensinou?

A ter coragem para vencer os desafios que surgem ao longo do caminho e a ser perseverante na busca pelos meus sonhos.

E a sua maior saudade em São José? Você visita aqui com frequência?

A minha maior saudade é da convivência com meus pais, irmãos e sobrinhos. Procuro estar em São José ao menos uma vez por mês. Porém esse ano, devido à pandemia, precisei ficar mais afastada, o que aumentou muito a saudade. Também sinto falta da época da escola, dos amigos e dos ótimos professores que eu tive. Consigo acompanhar alguns pelas redes sociais, amenizando um pouco a saudade.

Para finalizar, quais são seus planos para o futuro? Voltar a São José faz parte deles ou não?

Pretendo seguir a minha carreira em São Paulo por mais um tempo e não descarto a possibilidade de voltar para São José depois, afinal é aí junto da minha família onde recarrego minhas energias, e encontro aquela paz que só temos no interior.

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