Dr. Vitor Leal: Jovem cardiologista se destaca com seu trabalho em São José e Minas Gerais

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A missão e a gratidão em salvar vidas e, claro, a inspiração do pai, que também é médico, fizeram com que ele optasse pela Medicina

Reportagem e texto: Natália Tiezzi

Trabalhar com o coração, sendo o próprio e com o do paciente. Um perfeito equilíbrio entre o amor à carreira e a missão em salvar vidas tratando um órgão muscular tão nobre do corpo humano. Nossa entrevista especial de hoje contará um pouco da história de Vitor Henrique de Filippi Leal, um jovem médico cardiologista que em se destacando pela sua atuação em São José e região.

Vitor, que é campineiro, mas rio-pardense de coração, ingressou na faculdade de Medicina aos 17 anos e terminou o curso aos 23. Durante a entrevista, ele afirmou que a opção pela Medicina foi motivada pelo pai, que também é medico, mas também pelo fato de poder fazer a diferença para a vida e na vida de um ser humano.

Mesmo ainda muito jovem, o cardiologista, que completou 28 anos, também destacou alguns momentos que já o marcaram neste verdadeiro sacerdócio que é a Medicina, bem como falou especificamente sobre o coração: como mantê-lo mais saudável, principalmente neste período de isolamento social, onde as emoções negativas também podem influenciar no ‘bom funcionamento desta máquina’.

Atualmente, o médico atua em Rio Pardo, no Serviço de Atenção Domiciliar, na Prefeitura de Caconde e também é plantonista do Hospital Universitário Alzira Vellano de Alfenas. Em breve, Dr. Vitor estará atendendo aos rio-pardenses em consultório. Confira, abaixo, a entrevista na íntegra.

Doutor Vitor, o que o levou a cursar Medicina?

A missão de salvar vidas e sentir que está fazendo a diferença com certeza são motivos que atraem vários jovens para as áreas da saúde de uma maneira geral. Meu pai é médico radiologista, também em nossa cidade, e posso dizer que foi e é um grande motivo de inspiração.

E a opção pela Cardiologia? É uma área da Medicina realmente difícil? Por quê?

Até o último ano da faculdade ainda estava em dúvida em relação a qual área escolher. Pediatria e Cardiologia eram minhas opções. Após conversar com vários profissionais de ambas as especialidades, optei pela cardiologia. Em geral, todas as especialidades tem seu grau de dificuldade. A cardiologia, em especial, por se tratar de um órgão nobre, responsável pela circulação do sangue e nutrição de todos os outros órgãos, aumenta nossa necessidade de precisão. Infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e hipertensão são alguns exemplos de doenças que constantemente fazem parte de nosso dia a dia.

Formado pela UNIFENAS aos 23 anos, Dr. Vitor Leal atende seus pacientes em São José pelo Serviço de Atenção Domiciliar e, em breve, em consultório

Vamos falar sobre a faculdade. Em qual instituição estudou e onde fez residência médica?

Sou formado pela Universidade José do Rosário Velano (UNIFENAS – Alfenas-MG). Fiz residência de Clínica Médica no Hospital Universitário Alzira Vellano, também em Alfenas,e residência de Cardiologia no Hospital das Clínicas Samuel Libânio, e Pouso Alegre-MG.

Durante os anos de faculdade e residência, o doutor passou por algum momento que o tenha marcado?

Nem sei dizer quantos momentos poderia te contar. Felizes e tristes, praticamente todos os dias na vivência de um hospital. Lembro que uma vez, atendemos um senhor, lá com seus 70 e poucos anos, que chegou transferido de outro serviço, já com uma família desacreditada em relação ao prognóstico. O mesmo estava com pneumonia e derrame pleural (conhecido popularmente como água no pulmão). Após 03 meses de tratamento, drenos, punções e vários antibióticos conseguimos liberar o paciente. Uns três meses depois lembro de encontrar um senhor bem apresentável na recepção, quase não reconheci que se tratava do mesmo paciente. Tinha vindo para me agradecer por ter salvo sua vida. Foi um dia muito especial!

O que é o melhor e o que é o pior em ser cardiologista?

A maior parte das doenças em cardiologia conseguimos tratar e notar significativa melhora na qualidade de vida dos pacientes. Sendo um dos melhores fatores da área. A grande dificuldade, para todas as especialidades, seria a perda de uma vida. Sabemos que esta é um ciclo finito, estando destinado a um fim. Mas, constantemente estamos em uma luta frenética contra um inimigo que acaba sempre vencendo no final.

Por que optou por voltar a São José e atender aqui e na região, já que poderia ter escolhido um grande centro, por exemplo?

Sempre gostei muito de São José, desde pequeno. Uma cidade tranquila, com boa qualidade de vida. Minha família vive aqui, assim como amigos muito queridos. Na vida de um médico, as cidades do interior proporcionam ainda a possibilidade do antigo médico da família, que acompanha várias gerações e se criam vínculos, estilo que particularmente me identifico.  

O doutor foi interactiano. O que essa experiência marcou em sua vida?

Iniciei no Interact Club de São José do Rio Pardo em 2006. Mantive as atividades aqui até 2009, momento em que passei na faculdade. Após ingressei no Rotary Club Alfenas Norte, em 2010, onde permaneci até 2018. Na gestão 2015/2016 tive o prazer de ocupar o cargo de presidente deste distinto clube. De 2018 a 2020 participei do Rotary Club Pouso Alegre das Geraes. As atividades da ala jovem do Rotary ajudam muito no senso de responsabilidade e de participação social, auxiliando a sociedade com inúmeras campanhas de voluntariado. O Rotary complementa estas ações. Às vezes queremos ajudar, mas não sabemos muito bem como e não vemos grandes resultados se trabalharmos sozinhos. O Rotary ajuda a canalizar esses esforços, agregando vários profissionais com objetivos em comum.

Gostaria de falar um pouco sobre a cardiologia. Hoje, quais são os principais fatores de risco ao desenvolvimento de problemas cardíacos?

Um grande fator de risco para desenvolvimento de problemas cardíacos é a hipertensão arterial. Importante vilão que age às escuras, não levando sintomas na maioria dos casos, lesiona importantes órgãos com o passar do tempo. Rins, olhos e o próprio coração estão sujeitos às ações negativas desta doença. Além dela, posso citar também diabetes, obesidade, sedentarismo e tabagismo como fatores de risco.

As pessoas ainda tendem a associar problema cardíaco com velhice. Isso está correto ou a doença cardíaca pode acometer indivíduos em qualquer idade?

Com o passar da idade, a propensão para surgimento das doenças cardíacas se acentua devido ao enrijecimento da parede dos vasos sanguíneos. Porém, em qualquer faixa etária, a pessoa pode apresentar problemas cardíacos. Algumas doenças são mais comuns em jovens, como certos tipos de arritmia. Hipertensão pode se manifestar no jovem, mas, nestes casos, causas secundárias devem ser investigadas.

Em síntese, quais hábitos podem ser adotados para manter um coração mais saudável?

Podemos realizar simples mudanças no estilo de vida que impactam positivamente no coração. Iniciar uma alimentação saudável, rica em frutas e verduras; redução da quantidade de sal; prática de atividade física (pelo menos três vezes por semana); cessar tabagismo e etilismo (ingestão de bebida alcoólica) são importantes ações que ajudam a nos manter mais saudáveis!

Para finalizar, as emoções podem comprometer o coração, principalmente quando enfrentamos um período tão difícil quanto esse de isolamento social?

O estresse pode levar a liberação de adrenalina e causar danos ao coração. Portanto, raiva, medo, vamos dizer que podem influenciar. Porém, existem muitas emoções que também fazem bem para o corpo como amor, felicidade… Que possamos sentir as emoções mais positivas para o bem do corpo e, claro, do coração!

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