Denise Ferreira e a paixão pela Oftalmologia: médica já integra o SAVISA

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Ela, que é filha do dr. Fábio Ferreira, também realiza atendimentos em consultório nas especialidades Transplante de Córnea e Cirurgia Refrativa

Reportagem e texto: Natália Tiezzi Manetta

Cuidar da visão, proporcionando curas e melhoras na qualidade de vida para aqueles que voltam a enxergar. Essa sempre foi a grande paixão do médico oftalmologista Fábio Ferreira, um dos mais conhecidos e respeitados na área em São José e região. E essa verdadeira vocação pelo tratamento de um dos principais sentidos do ser humano também ‘contaminou’ a filha, a oftalmologista Denise Fronzaglia Ferreira.

Formada pela Universidade de São Paulo, na capital, Denise, aos 32 anos, fez três anos de Residência Médica no Hospital das Clínicas, que pertence à USP, com especializações e Transplante de Córnea, Cirurgia Refrativa e Catarata. Em entrevista ao www.minhasaojose.com.br, ela contou como optou pela Medicina, as experiências que teve na Residência durante os mais de 10 anos que residiu e estudou em São Paulo, bem como seu retorno a São José do Rio Pardo, uma vez que já está fazendo atendimentos em seu consultório, que fica junto à Clínica do pai, na Praça Oliveiros Pinheiros.

“Estou muito otimista com minha volta a São José não apenas com relação aos atendimentos que realizarei no consultório, mas pelo meu credenciamento junto à Operadora SAVISA, a qual pretendo colaborar para suprir uma alta demanda oftalmológica”, destacou a médica que você, internauta, conhece um pouco mais na entrevista, na íntegra, abaixo.

Denise, o que te despertou o desejo de cursar Medicina?

Denise Fronzaglia Ferreira: Acho que essa paixão pela Medicina vem de família! Meus avôs materno e paterno eram ginecologistas e meu pai oftalmologista. Desde criança, com 6, 7 anos, já acompanhava meu pai nos atendimentos no hospital. E uma curiosidade: sempre quando meus irmãos se machucavam e tinham que suturar (dar ponto), meu pai fazia a sutura e eu cortava o pedacinho da linha que sobrava! Eu sempre convivi neste meio médico e agradeço, pois isso me ajudou a escolher a minha profissão.

Você pensou em seguir outra carreira ou sempre a Medicina foi a primeira opção?

A Medicina não foi minha única opção. Cheguei a pensar em fazer Jornalismo (risos), uma área totalmente oposta à médica. Amadureci a ideia de fazer Medicina no cursinho, que fiz por dois anos, o que resultou no êxito no vestibular da USP, em São Paulo.

Impossível não fazer essa pergunta, mas seu pai te influenciou à carreira?

Nunca! Ele sempre se preocupou com meu futuro profissional e questionava o que eu ia prestar no vestibular. Acredito que a influência dele foi indireta e desde quando eu era criança, pois tive a chance de vivenciar um pouco do que é ser médico com ele.

E por que optou pela Oftalmologia?

A Oftalmologia também não foi minha primeira opção para a Residência Médica. Pensei na Ortopedia e até Psquiatria, mas nesta escolha acho que a paixão do meu pai me ‘contaminou’. Ele sempre falou e exerceu com tanto amor, dedicação e respeito a Oftalmologia que foi impossível ‘resistir’.

Conte um pouco sobre a sua Residência Médica. Quantos anos foram para as especializações?

Fui para São Paulo cursar Medicina em 2006. Após concluir a graduação foram mais 3 anos de Residência Médica, onde me especializei em Transplante de Córnea, Cirurgia Refrativa (correção do grau) e Catarata.  Digo que a Residência é a grande chance do aprendizado real da Medicina. Meus colegas e eu atendíamos de tudo: casos clínicos, cirúrgicos, dos mais simples aos mais complexos. Enfim, é o período onde você mais adquire experiência, responsabilidade e confiança para  exercer a profissão.

Além de atender pacientes conveniados SAVISA, a dra. Denise também faz atendimentos no consultório, que fica na clínica Dr. Fábio Ferreira, à praça Oliveiros Pinheiros

Durante esse período, algum caso que você atendeu te marcou?

Sim e foi um verdadeiro ‘divisor de águas’ para mim, pois realmente enxerguei, literalmente falando, a importância do oftalmologista no “fazer voltar a enxergar” do ser humano. Estava no 2º ano da Residência quando chegou até mim o caso do sr. Ayrton. Ele era diabético descompensado, que já havia perdido a visão de um olho, e que precisava passar por uma cirurgia para Catarata. Além disso era portador de Retinopatia Diabética. Ele já estava esperando pela cirurgia há pelo menos 2 anos e, realmente, estava quase cego. Esse seu estado o tornou uma pessoa um pouco difícil de lidar, assim como sua esposa. Ninguém queria opera-lo. Levei o caso ao conhecimento de meus superiores e uma das minhas coordenadoras deu aval para a cirurgia. Confesso que estava insegura: havia operado pouco mais de 20 cataratas e sabia que o caso do sr. Ayrton era muito complexo, porém encarei esse verdadeiro desafio. Fiz a cirurgia, acompanhada por um professor, o que, naquele momento, me passou mais segurança. Um dia após, o sr. Ayrton me procurou, chorando, junto à esposa e me contou que havia visto o neto pela primeira vez. Não aguentei a emoção deles e chorei junto! Ambos me agradeceram infinitamente por ter proporcionado aquele momento dele poder enxergar o neto. Naquele instante percebi o tamanho de minha responsabilidade como médica. O quanto temos que ser empáticos com o paciente mesmo diante de sua impaciência. E como o meu conhecimento e técnica podem ajudar a realizar o sonho de voltar a enxergar. Dali em diante me transformei como profissional.

Você está de volta a São José. Foi difícil tomar essa decisão de voltar?

Após concluir a Residência fiz 2 anos de atendimento em consultório na capital, entretanto a qualidade de vida em São Paulo não existe. Assim como também não existe essa proximidade com o paciente, com os familiares, como meu pai, por exemplo, tem aqui em São José (Acho que ele já está na 3ª geração de pacientes). Em São Paulo tudo é muito rápido, mecânico. Além disso o aluguel para estabelecer um consultório é altíssimo. Diante de tudo isso, pensei: vou voltar a São José, pois lá, além de minha família, tenho espaço na Clínica do meu pai e será um desafio a mais para mim enquanto profissional. E cá estou.

Como seu pai recebeu a notícia que você viria para cá?

Nossa, ele ficou e está muito feliz. Diria radiante! Será uma grande oportunidade para eu adquirir ainda mais experiência ao lado do profissional que mais admiro, respeito e amo na área!

Quando começam os atendimentos na clínica?

Iniciei essa semana. Além disso também estou credeciada ao SAVISA, que pretendo auxiliar nos atendimentos para suprir uma alta demanda oftalmológica. Tanto no consultório, quanto pelo SAVISA, atenderei pacientes infantis, adultos e Terceira Idade, desde os casos mais simples aos mais complexos.

Por falar em complexidade, você mesma atenderá, diagnosticará e fará a cirurgia em suas especialidades? Acredita que isso pode otimizar na resolução dos problemas de seus pacientes?

Sim. Os atendimentos nas especialidades (Transplante de Córnea e Cirurgia Refrativa), por exemplo, serão realizados aqui no consultório e as cirurgias realizadas por mim no Instituto da Visão, em Ribeirão Preto, que é credenciado ao Banco de Olhos para recebimento e transplante de córneas e possui toda a aparelhagem a laser para a realização da cirurgia refrativa. Além destes, também farei as cirurgias de Catarata e colocação de lente rígida (para transplantados de longa data e alguns casos de Ceratocone). Acredito que quando o médico faz o diagnóstico, a cirurgia e acompanha o pós cirúrgico cria uma relação de maior confiança entre ele o paciente. Além disso, muitos pacientes que precisam se deslocar para outras cidades para esse diagnóstico que agora poderão te-lo aqui, facilitando também neste sentido. Estou muito feliz e otimista com essa nova etapa profissional aqui em São José e também com o credenciamento ao SAVISA, esse plano que realmente acredito e me dedicarei.

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