Consciência Negra: “I Mostra Cultural” será aberta na noite de quarta, dia 13, no Mercado Cultural

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O Conselho Municipal de Educação (CME), em parceria com o Fórum Municipal de Educação (FME) promove a I Mostra Cultural: “A Invisibilidade Negra – Da Segregação à Luta e Resiliência!”, que será aberta na noite desta quarta-feira, 13, a partir das 19h00, no EspaçoEcoEducar, no Mercado Cultural, à praça Barão do Rio Branco.

Conforme a educadora Ana Lúcia Porfírio, que coordena o FME e é historiadora, “o evento reunirá uma série de atividades culturais e filosóficas que tem por objetivo a releitura social do nosso entorno, contribuindo para o reconhecimento sócio, histórico e cultural de nossa Cidade com relação à História Afro-Brasileira”.

O educador Milton Herrera, atual presidente do Conselho Municipal de Educação esclareceu que a proposta surgiu vistas ao Dia Nacional da Consciência Negra, que é celebrado no dia 20 de novembro de cada ano, como rege a Lei Federal nº. 12.519, de 10 de novembro de 2011. Todavia, é importante esclarecer que anterior a promulgação deste dispositivo legal, a Lei Federal nº. 10.639, de 09 de janeiro de 2003, já alterava o texto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, acrescentando os artigos 26-A e 79-B, sendo que o primeiro determina o ensino sobre a Cultura e a História Afro-brasileiras e especifica que o mesmo deve privilegiar o estudo da História da África e dos africanos, o processo de luta dos negros no Brasil, como também a Cultura Negra Brasileira e o Negro na formação da Sociedade Nacional. Ainda que o mesmo artigo requer que tais conteúdos devem constituir pauta no currículo escolar, interagindo de forma inter, trans e multidisciplinar. Já o artigo 79-B acrescenta no Calendário Escolar o Dia Nacional da Consciência Negra”.

Neste ínterim, Ana Lúcia destacou que a prerrogativa do ensino dos conteúdos relacionados à História e à Cultura Afro-brasileiras e seus desdobramentos devem ser observados em todas as escolas, sejam da rede pública ou da iniciativa privada, uma vez que esta temática se tornou requisito obrigatório nos currículos do Ensino Fundamental e Médio”.

Milton acrescentou que mesmo com a implementação da Lei, a maioria dos educandos ainda não se sensibilizaram acerca da contribuição histórico-social dos descendentes de africanos ao país. “Foi nessa seara que o Conselho, juntamente com o Fórum, decidiu organizar a I Mostra Cultural acerca dessa temática, partindo do pressuposto territorial que nos é inerente, trazendo à luz a realidade dos negros em nosso Município, no ensejo de que não se configure meramente em uma ação pontual, mas sim que se incorpore tal mobilização no cenário social riopardense, contribuindo consideravelmente à reflexão e reinvenção social, na qual há de se vislumbrar os verdadeiros sentimentos de solidariedade, respeito e reconhecimento de que existe apenas uma raça – a HUMANA!”

Além do CME e FME, o evento contou com o apoio da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação do Estado de São Paulo e também do grupo Vozes do Rio Pardo.

Confira, abaixo, a programação completa, que se estenderá até sábado, dia 16.

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