Cânceres de Esôfago e Estômago: Oncologista Dr. Uanderson Resende fala sobre as doenças

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Mais uma vez o médico oncologista Uanderson Resende, que é o coordenador do Setor Oncologia SAVISA, aborda o câncer, sempre de forma simples e explicativa ao público. A entrevista, originalmente publicada no Informativo da Operadora deste mês de maio, também é destaque no www.minhasaojose.com.br.

Nela, Dr. Uanderson explicou dois tipos de câncer, o de esôfago e o de estômago, destacando quem é mais vulnerável a desenvolve-los, sintomas, diagnósticos e tratamentos.

O médico oncologista ressaltou a importância de se prestar atenção aos sintomas, pois esse tipo de tumor geralmente é muito agressivo e quanto mais cedo o diagnóstico, mais chances de sucesso no tratamento.

Dr. Uanderson também chamou a atenção para a prevenção do câncer. “Sempre aconselhamos que o paciente deve usar da boa informação como instrumento de controle de sua saúde. É essencial conhecer sobre cada tipo de câncer para atentar-se aos sinais e sintomas na fase inicial. Também é importante ter foco na prevenção da doença, como hábitos alimentares saudáveis, exercícios físicos regulares, consultas médicas periódicas, entre outros”, observou.

“O câncer de esôfago e/ou estômago tem forte associação com fatores ambientes como tabagismo, etilismo, obesidade, entre outros”, observou o médico oncologista

Confira, abaixo, a entrevista na íntegra.

Dr. Uanderson, o que é o câncer de esôfago e o de estômago?

Dr. Uanderson Resende: Trata-se de um câncer maligno que surge no esôfago, no estômago ou na transição esofagogástrica. É um tumor de alta agressividade, com alto potencial de metástases se não descoberto na fase inicial.

Eles podem acometer pessoas de qualquer idade ou há proveniência maior em alguma faixa etária ou sexo, por exemplo?

Geralmente o tumor de esôfago ocorre em pacientes adultos com antecedentes de tabagismo. O cigarro também é fator de risco no câncer de estômago, mas não tanto quanto se observa no câncer de esôfago. O etilismo é outro fator de risco muito relevante. No câncer de transição esofagogástrica observa-se importante associação com obesidade. Outros fatores de risco também associados são acalásia (doença rara que enfraquece a musculatura do esôfago), presença da bactéria H. pylori, úlcera gástrica, etc.

Por quê eles ocorrem? O que desencadeia essas doenças?

O câncer de estômago e/ou esôfago, a exemplo de todos os outros tipos de câncer, ocorre em razão de alterações no DNA das células, chamadas de mutações, que as tornam malignas, ou seja, essas células não respondem ao controle celular do sistema imunológico. Assim, perdem a capacidade de serem controladas e multiplicam-se indefinidamente.

Fatores genéticos podem contribuir para que ambos ocorram?

O câncer de esôfago e/ou estômago tem forte associação com fatores ambientes como tabagismo, etilismo, obesidade, entre outros. A presença de fatores genéticos geralmente não é relevante, embora algumas alterações genéticas foram descobertas, sendo inclusive utilizadas como programação de tratamento oncológico, como a mutação do gene c-erb-HER2, instabilidade microsatélite, modificação da expressão do gene da PD-L1.

Quais são os principais sintomas desses tipos de cânceres?

Geralmente o câncer de esôfago é acompanhado de dificuldade de deglutição, emagrecimento importante, broncoaspiração, dor torácica (retroesternal), tosse recorrente, soluço, entre outros. O câncer de estômago se apresenta como dor epigástrica, emagrecimento, sangramento nas fezes, empachamento, entre outros.

Como é feito o diagnóstico?

A partir de sinais e sintomas suspeitos, o médico solicita uma endoscopia digestiva alta para visualização direta da região esofágica ou gástrica, procedendo a biópsia. Outros exames relevantes no estadiamento da doença são tomografias de tórax e abdome, cintilografia óssea, seriografia esôfago-estômago-duodeno, entre outros.

Quais as formas de tratamentos?

Depende do estágio da doença. Se a doença for local, sempre a prioridade do tratamento é a cirurgia, que é bastante agressiva. Geralmente após o tratamento cirúrgico pode haver complementação de tratamento com radioterapia e o quimioterapia. Se a doença é localmente avançada, discute-se a possibilidade de iniciar o tratamento com quimioterapia ou quimioradioterapia para reduzir o tamanho da lesão, e em seguida, realizar a cirurgia. Se a doença é avançada, com metástases, ou irressecável pela cirurgia, o tratamento geralmente é quimioterapia ou quimioradioterapia isolada.

Os cânceres de esôfago e o de estômago têm cura?

Sim. Entretanto, a cura está muito associada ao estágio da doença. Doença local é prontamente curável com tratamento adequado.

Há formas de preveni-los?

Como todo câncer, a prevenção envolve hábitos saudáveis associados a consulta regular com o médico de confiança. Cessar o tabagismo, etilismo e buscar avaliação médica diante de sinais e sintomas iniciais é relevante para o sucesso do tratamento oncológico

Que mensagem o Dr. deixaria para pacientes que estão enfrentando essas doenças?

Sempre aconselhamos que o paciente deve usar da boa informação como instrumento de controle de sua saúde. É essencial conhecer sobre cada tipo de câncer para atentar-se aos sinais e sintomas na fase inicial. Também é importante ter foco na prevenção da doença, como hábitos alimentares saudáveis, exercícios físicos regulares, consultas médicas periódicas, entre outros.

Entrevista e texto: Natália Tiezzi – Assessoria de Imprensa Santa Casa/SAVISA.

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