A artesã que transforma linhas em verdadeiras obras de arte

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Com seus ‘pontinhos de amor’, Lucimara Alves descobriu no crochê uma profissão e uma terapia diárias

Reportagem e texto: Natália Tiezzi Manetta

Ela aprendeu a fazer crochê, uma técnica peculiar para trançar linhas e transformá-las em peças para enxoval e roupas, com apenas 10 anos. “Quis aprender porque cresci vendo minha mãe e minhas tias ‘crochetando’, porém, eu tinha uma pequena desvantagem: era canhota! Mas, isso não me impediu o aprendizado que, claro, foi um pouco mais difícil, porém hoje vejo que foi uma das lições mais importantes da minha vida”, disse a artesã Lucimara Cristina Dutra Alves.

Na adolescência até próximo ao seu casamento, ela fazia apenas peças para a família, como caminhos para mesas, trabalhos em panos de prato, mas sempre gostou de um desafio. “Muitas vezes via trabalhos em crochê nas revistas e também na Internet e tirava muitas idéias. Não gostava de copiar o mesmo modelo, queria sempre criar algo novo”, destacou.

E uma das criações de Lucimara acabou se tornando uma porta para que a artesã descobrisse no entrelace de linhas muito mais que uma terapia ou um hobby, mas uma profissão. “Uma vez fiz uma bolsa de crochê para minha filha, que a levou à escola, assim como algumas blusas que também fiz para ela, e que fizeram muito sucesso entre as amiguinhas. A partir daí muita gente me procurou para saber se eu fazia as peças para vender. Aceitei o desafio e, assim, há dois anos, nasceu a Lucrochê”, explicou a artesã.

DAS BOLSAS ÀS MANDALAS E ROUPAS

Quem adentra a sala da casa de Lucimara se depara com muitas e muitas bolsas em crochê criadas pela artesã, entretanto, ela também faz mandalas, as famosas blusas, além de cachecóis, quimonos e o que mais a sua imaginação criar.

“Cada modelo de bolsa, por exemplo, é único. São pontos diferentes, cores diferentes, além da estrutura, que faço com muito cuidado reaproveitando materiais recicláveis como caixas de leite, papelões, entre outros, que formam o fundo e as laterais para diversas delas”.

Já as mandalas são mais decorativas e levam menos tempo para fazer. “Faço uma mandala em três dias. Já as bolsas, dependendo das cores, levam até 15 dias. Apesar de um trabalho cansativo e minucioso me realizo quando vejo a peça pronta. Todavia, é durante o processo de confecção de cada um deles que o trabalho fica ainda mais gostoso”.

As mandalas: excelentes opções para um presente diferente e original

Além dos trabalhos em crochê, Lucimara também aplica o tricot em suas peças, principalmente as de vestuário como as blusas e, agora no inverno, os cachecóis, xales e os quimonos. “Aprendi o tricot quando frequentava um ‘Clube de Mães’ na igreja e também faço peças no Tear de Pregos e Tear de Grampos, instrumentos que hoje em dia são pouco utilizados, mas que valorizam ainda mais as peças”.

UM TRABALHO POUCO RECONHECIDO E VALORIZADO

Lucimara observou que o artesanato ainda é pouco reconhecido e valorizado no Brasil. “É uma arte que poucos sabem o seu valor, que não é apenas financeiro, mas sentimental, pois em cada peça que fazemos nós, artesãos, colocamos sentimentos como amor, além de muita dedicação”.

Para tornar seu trabalho mais conhecido, Lucimara utiliza as redes sociais como Facebook e Instagram para divulgar seus lindos e delicados trabalhos. “As páginas vêm me ajudando muito na divulgação e tenho tido mais encomendas”.

Além disso, a artesã está em busca de parcerias com lojas voltadas ao artesanato. “Gostaria muito de ver minhas criações expostas e sendo comercializadas aqui em São José em algum ponto comercial ou mesmo em outras cidades voltadas ao turismo, como é o caso de Poços de Caldas, por exemplo. É mais um sonho que ainda vou realizar”.

Enquanto isso não acontece, quem quiser ter uma peça exclusiva da Lucrochê basta encomenda-la diretamente pelas redes sociais (Facebook: Lucrochê e Instagram) pelo whatsapp (19) 99536-9960 ou diretamente  na casa da artesã, à rua Maria Nóbrega, 14, bairro Dionísio Guedes Barretto.

Blusas para diversas ocasiões e com aquele toque especial da Lucrochê
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