Especial aos Professores – Eu também ensinei algo e aprendi muito!
Hoje, neste dia tão especial dedicado àqueles que ensinam muito mais do que conteúdos didáticos, mas lições à vida, a “Crônica da Semana” traz um pouco de minha experiência como… ‘professora’!
Na verdade, na nomenclatura atual, desempenhei, anos atrás funções de educadora social, monitora, nomes diferentes para profissionais que sempre ensinam algo que contribui ao desenvolvimento do ser humano.
Minhas experiências em sala de aula foram extremamente prazerosas e desafiadoras. A primeira foi no extinto e saudoso Projeto Shalom, um dos pioneiros em contraturno escolar aqui na cidade.
Nele, trabalhava a expressão escrita, a redação e convidava os alunos a deixarem a criatividade e a imaginação fluírem nas folhas de papel. O Shalom atendia adolescentes de bairros periféricos, carentes, que encontravam naquele espaço um acolhimento, uma alimentação e uma oportunidade de expressão, tal qual sempre busquei e trabalhei em minhas aulas.
Conheci grandes talentos da escrita, dos desenhos, da oratória, que expressaram alegrias, tristezas, dores, medos, conquistas – emoções muitas vezes guardadas, que naquela aula encontravam espaço para serem externadas e divididas.
A outra experiência que tive como ‘professora’ foi na Semana Euclidiana, quando ministrei Oficina de Jornalismo aos alunos participantes do Ciclo de Estudos. Basicamente, eles aprendiam a desempenhar as funções do jornalista/repórter: pautar, apurar, entrevistar, fotografar, redigir e publicar notícias, que na programação da S.E. não faltavam!
Os estudantes iam a campo, colhiam informações, faziam registros fotográficos de boa parte das atividades promovidas durante o tradicional evento cultural. O produto final da Oficina era um jornal, feito pelos alunos, impresso a eles, que se sentiam orgulhosos com o trabalho realizado, e que inspirou alguns aos cursos de Comunicação Social.
Em ambas situações que fui posta à prova para ensinar algo, confesso que aprendi muito mais. No Projeto Shalom, ouvi histórias e relatos de jovens cheios de dúvidas e de sonhos, que se aproximavam de mim para conta-las. O ‘fessora a senhora pode falar com a gente?’ criou uma conexão que foi além do aprendizado: de confiança mútua.
Na Oficina da S.E. a troca de experiências também foi rica: aprendi muito mais sobre Euclides da Cunha do que, de fato, ensinei sobre o Jornalismo. Todavia, era bonito ver o empenho dos alunos à busca de informações para cumprirem a ‘pauta’ e se sentirem satisfeitos com o ‘jornal’ produzido por eles.
Enfim, foram bons e marcantes anos que me fizeram compreender ainda mais a importância do professor na vida de um aluno. Assim como os que ministrei aulas, eu também fui aluna e sei o quão importante alguns professores foram às minhas trajetórias pessoal e profissional.
Agradeço à Ana Paula Lacerda pela oportunidade de conduzir a Oficina na S.E. e também à senhora Vera Lúcia Gonçalves Torres pela chance de promover o curso no Projeto Shalom.
Mas agradeço, de forma especial, aos alunos que tive o privilégio de conviver, todos, sem exceção. Obrigada pela confiança, pelo carinho comigo nos anos em que estivemos juntos em tantas atividades que marcaram minha vida! Vez em quando ainda encontro alguns pelas ruas, pelo comércio, e escuto, com alegria aquele ‘Oi Fessora’, que tanto me alegra e me emociona até hoje!
Feliz Dia dos Professores, com carinho, respeito e admiração, Natália Tiezzi.





