Nutricionista Fábio Tavella explica a influência dos alimentos às doenças auto-imunes

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Entrevista e texto: Natália Tiezzi

Doenças auto-imunes e alimentação. Provavelmente você nunca parou para pensar que ambas têm relação e que os alimentos podem influenciar positivamente ou negativamente na manutenção das mesmas.

Para explicar um pouco sobre essa importante relação, que deve sempre ser observada por quem possui uma doença auto-imune, entre elas artrite, artrose, psoríase, vitiligo, reumatismo, diabetes, é o nutricionista Fábio Tavella.

“Os alimentos podem exacerbar ou silenciar os sintomas dessas doenças, como, por exemplo, aqueles tidos como inflamatórios, que realmente exacerbam os sintomas, entre eles leites de vaca e cabra, todos os seus derivados, além de alimentos que contém glúten e açúcar”.

O nutricionista destacou que após o paciente parar de ingerir esses alimentos leva-se cerca de 140 dias para eliminação total dos possíveis efeitos que substâncias contidas nos mesmos causam nas células para que, então, o paciente apresente melhora no quadro.

“Indico sempre tratamentos com formas de alimentação com embasamento científico, que possuem excelentes resultados, ou seja, tudo que é prescrito realmente tem comprovações. Aliás, por isso é tão importante que pacientes que possuam doenças auto-imunes sempre busquem um nutricionista para orientação das dietas alimentares”, destacou.

E não é apenas a alimentação que precisa ser observada nestes pacientes. “Eles também precisam realizar a suplementação em dosagem correta e os hemogramas. Tudo isso faz com que o paciente tenha o processo de remissão, o que significa que ele tem a doença auto-imune, mas ela fica, digamos ‘desligada’, ou seja, ela não apresenta as características”, disse Fábio, acrescentando que para a retomada da saúde desses pacientes o emocional também conta muito para o sucesso do tratamento.

Para se fazer o processo de desinflamação das células, o nutricionista destacou alimentos ricos em vitamina D, vitamina C, magnésio, zinco, selênio. “Além disso também é preciso fazer a recuperação dessas células, com produção de colágeno, elastina, a cicatrização, reestruturação e rejuvenescimento. Isso faz com que o paciente tenha mais qualidade de vida”.

Entre os alimentos que contribuem para tudo isso, Fábio citou ovos (para quem não possui alergia), frutas, legumes em geral, sementes (abóbora e girassol), grãos germinados (feijão, amendoim, lentilha, grão de bico), que é o tipo de alimentação que não apresenta toxinas.

O nutricionista finalizou fazendo um alerta aos pacientes que possuem doenças auto-imunes. “Não adianta esse paciente querer ter a remissão do quadro se ele continua ingerindo glúten, leite e derivados, açúcar, além de estresse, ansiedade. Tem que ser uma mudança lenta e progressiva, voltada à cura, qualidade de vida, longevidade, felicidade e isso envolve não apenas o nutricionista, mas outros profissionais e diferentes formas de se trabalhar cada paciente. Por isso, busquem auxílio profissional sempre e, claro, se auxiliem também no cotidiano para o êxito em todo o processo de tratamento”, concluiu Fábio.

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