Vida sexual em pacientes com doenças cardiovasculares? Sim – ela é possível e com qualidade!

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Por: Karina Delgado Maida Uchiyama – Fisioterapeuta Cardiovascular

Muitas mulheres queixam-se no meu consultório de que a vida sexual do casal acabou devido a uma doença cardiovascular no seu parceiro. Claro que a vida sexual pode mudar muito dependendo do grau de acometimento de uma doença cardiovascular tanto no homem, quanto na mulher. No entanto, isso não quer dizer que a relação do casal acabou.

O que eu sempre tento deixar claro para os pacientes é que quando se tem uma doença cardiovascular, três pilares poderão sustentar a sua vida, inclusive a sexual, da forma mais normal possível, sendo a 1ª: visitas rotineiras e frequentes ao seu médico; 2ª: tomar a medicação receitada pelo seu médico no horário correto; 3ª manter uma vida saudável em relação à alimentação e exercícios físicos.

O que percebo no consultório é que muitos pacientes abandonam ou não seguem uma rotina médica adequada, e, assim, os medicamentos acabam ficando inadequados também.

Além disso, um grande pecado que observo é o relato da falta de rotina com seus medicamentos, aí é claro que a doença cardiovascular irá descompensar e afetar a sua vida, inclusive sexual!

Outro erro que muitos pacientes cometem ao terem diagnosticada uma doença cardiovascular é parar com as atividades físicas. Até meados das décadas de 1970, quando um paciente sofria um infarto, era indicado que ele ficasse em repouso absoluto.

Hoje, sabe-se que o exercício é fundamental para sua recuperação, mas obviamente, quando liberado pelo médico e totalmente orientado por um profissional, uma vez que a dose do exercício é igual a dose de um medicamento, se administrado de forma inadequada, pode ter um efeito de “veneno”, principalmente nos cardiopatas.

Uma relação sexual normal equivale a uma atividade física de leve a moderada. Na maior parte das vezes, o maior gasto energético está relacionado à excitação, mais do que o próprio esforço físico despendido.

Mas, se me perguntarem quando que é possível um paciente com doença cardiovascular voltar a ter uma vida sexual normal, eu diria que ele precisa de três coisas:

1: Estar com a doença controlada, ou seja, com seus medicamentos em dia e com sua pressão arterial em níveis adequados.

2: Ter aval do seu médico especialista.

3: O teste final – “ Se você consegue subir dois lances de escada sem ter dor no peito ou se cansar excessivamente, do ponto de vista físico, você é capaz de ter uma relação sexual”.

Este número três é uma regrinha que nós, fisioterapeutas cardiovasculares, seguimos de forma bem simples para entender se o paciente é capaz de realizar o esforço físico na relação sexual.

Entretanto também realizamos alguns protocolos de testes de esforço para entender realmente do que o paciente é capaz de fazer de forma totalmente segura do ponto de vista cardiorrespiratório.

Vamos desmistificar essa crença de que um paciente cardíaco não pode ter uma vida sexual normal. Sexo faz parte da saúde plena do indivíduo e faz, sim, bem ao corpo e coração!

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