Teste da Orelhinha: Saiba porque é tão importante realiza-lo até o 1º mês de vida do bebê?

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Muitas vezes a criança está lá quietinha, não socializa com as demais e não tem um bom rendimento escolar. Pois saiba, mamãe, que tudo isso pode ser sintoma da perda auditiva em seu filho ou filha.

Mas, esse problema pode ser diagnosticado facilmente através de um exame simples, rápido, indolor e muito eficaz: o Teste da Orelhinha. “Recomenda-se que ele seja realizado preferencialmente nos primeiros dias de vida do bebê, ainda quando está no hospital, justamente para evitar a evasão, bem como pela praticidade de já realiza-lo antes do bebê ir para casa. Caso não seja possível, o teste deve ser realizado até o primeiro mês após o nascimento da criança”, explicou a Fonoaudióloga Thaís Laranja Fontão.

O Teste da Orelhinha se tornou obrigatório pelo Ministério da Saúde, através da Lei Federal 12.303/2010 e deve ser disponibilizado tanto na rede particular, quanto na rede pública de saúde (SUS).

Thais disse que a realização do teste até o primeiro mês ajuda no diagnóstico precoce da perda auditiva, com indicação de tratamento mais adequado e na qualidade de vida da criança futuramente.

Além disso, é mais fácil realiza-lo em recém-nascidos para se ter um resultado mais preciso e garantir o sucesso do teste. “Na verdade é possível realiza-lo até quando o a criança está dormindo ou menos agitada, característicos dos recém-nascidos. Em crianças maiores, que já se movimentam e se comunicam com mais intensidade, o teste se torna um pouco mais difícil, pois ele precisa ser realizado em um ambiente sem ruídos e com o bebê mais tranquilo”, explicou.

A realização do exame é muito simples. “Coloca-se uma oliva na orelhinha do bebê, ligada a um aparelho que emite um estímulo sonoro à orelha interna, que responde positiva ou negativamente (se a mesma ouviu ou não ouviu). Quando a criança está tranquila o teste é realizado em cinco minutos, sem dor, sem incômodo ou contraindicação.

Caso for detectada uma resposta negativa ao estímulo, o bebê ainda pode passar por um ‘re-teste’, pois por serem recém-nascidos podem ter secreção do parto no canal auditivo, o que pode alterar o teste. E se a criança for maior qualquer intervenção da mesma também pode interferir na precisão. “O re-teste é feito apenas nestes casos. Quando a resposta ao estímulo é negativa, automaticamente já ficamos alertas e, dependendo da criança, já pedimos a realização de outro teste. Se a confirmação for negativa novamente esse paciente é encaminhado para especialistas, onde o mesmo vai indicar o tipo de tratamento, que pode variar desde uma prótese, implante coclear e terapias para o desenvolvimento da fala e da linguagem, pois são comprometidas pela perda auditiva”, observou Thaís.

CAUSAS DA PERDA AUDITIVA

De acordo com a Fonoaudióloga, a perda auditiva pode ter várias causas, entre elas algumas doenças da mãe durante a gestação, má formação fetal, hereditariedade (pai, mãe ou irmão que também tenham o problema) ou até mesmo contrair certas doenças, como a Meningite, sendo que a perda auditiva pode ser uma de suas sequelas.

Mais informações e esclarecimento de dúvidas através do telefone 3608-5177, ou à rua Dona Presciliana Pereira da Silva, 149, no consultório da fonoaudióloga onde, inclusive, o teste da orelhinha pode ser realizado.

Fonoaudióloga Thaís Laranja Fontão.
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